<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125</id><updated>2012-01-28T03:25:32.050-02:00</updated><category term='oi?'/><category term='religião'/><category term='TV'/><category term='terror'/><category term='cataluña'/><category term='trips'/><category term='presidente Lula'/><category term='ficção científica'/><category term='sexualidade'/><category term='politica'/><category term='saudade'/><category term='relationships'/><category term='undefined'/><category term='amor'/><category term='séries'/><category term='presidenta Dilma'/><category term='universidade'/><category term='preconceito'/><category term='motivação'/><category term='navio'/><category term='novelas'/><category term='literatura'/><category term='meeedo'/><category term='cinema'/><category term='plutão'/><category term='história'/><category term='québec'/><category term='internet'/><category term='PT'/><category term='comida'/><category term='feminismo'/><category term='filosofia'/><category term='consumismo'/><category term='clássico'/><category term='diálogos'/><category term='carioca'/><category term='brasil'/><title type='text'>chez patrix</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>36</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-4395131680613984306</id><published>2012-01-28T03:25:00.000-02:00</published><updated>2012-01-28T03:25:32.056-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relationships'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>sobre como a gente nasce e como a gente morre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sozinho. Mas isso todo mundo sabe, o que eu não sei se todo mundo sabe, eu não sabia, por exemplo, que a gente sempre é só a gente, nada a mais e nada a menos. Não importa se está solteiro ou casado, não importa dormir com alguém ou dormir sozinho, quem dorme é a gente e quem sonha é a gente. Ter alguém ao lado pra dividir a vida, o dinheiro, os problemas, as alegrias ou até mesmo o amor, é só ter alguém ao lado. Não muda em nada a solidão de se existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sempre me senti muito sozinha, sempre tive muita inveja daqueles "casais perfeitos", daquela gente que nunca passa um mês solteiro na vida. Achava que a vida poderia ser mais fácil com alguém. Ao mesmo tempo, sentia um certo orgulho pela independência de ser sozinha, pela liberdade de não depender de ninguém pra tomar as minhas decisões. E é com certo estranhamento que me dou conta agora de que eu nunca soube viver a minha solidão, embora a tenha vivido, eu sempre esperava pelo dia que ela fosse passar. Pelo conto de fadas que nos libera de todos os problemas; a solidão foi o grande mal do século que eu nasci e eu não acredito que o XXI já tenha conseguido inventar algo pior. Não que a solidão seja ruim em si, mas ela pode doer e, de fato, dói muito às vezes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o mundo dos adultos é sempre duplo, mesa pra dois, quarto pra dois. Chegar aos 30 sem saber com quem se passará o resto da vida, a despeito do número de divórcios nunca diminuir, da onde eu vim, é pior que não ter emprego. E no caso da mulher, ainda é pior, porque se começa a pensar na possibilidade de maternidade, caso ela não seja um sonho cultivado desde a infância. A gente começa a pensar: "eu não preciso ser mãe, mas e se caso eu querer? como é que faz?".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda tem a ordem natural das coisas. Tem a época do colégio, a época do curso de inglês, a época da natação, a época da faculdade, a época de morar fora, todo esse currículo classe média. O primeiro emprego, a primeira demissão, a época de cair de bar em bar procurando agulha no palheiro, o relacionamento aberto que você sempre soube que era furada. E tem a época de encontrar alguém, de casar. Faz parte do protocolo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas pessoas se casam por amor, outras por conveniência, outras pelos dois, outras um pouco mais por um, um pouco mais por outro. Algumas pessoas se casam só pelo green card e acabam se apaixonando depois. Algumas pessoas casam apaixonadas e acabam grandes amigos. Mas todo mundo casa. Quando eu me achava gorda, feia, burra, horrível, eu pensava nisso, ninguém não casa. A não ser que a pessoa não queira casar, que a pessoa realmente não queira casar. Salvo esses casos, ninguém não casa. Todo mundo casa um dia, seja lá pelo que for.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu nem acho que esse protocolo seja assim tão monstruoso, apesar de eu achar todos os protocolos um tanto quanto monstruosos. Mas a grande mentira é o happy ever after. O dois em um, o todos os seus problemas serão resolvidos!. A gente é sempre a gente, e só a gente. E quem sabe da gente, é a gente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos 18 o meu grande problema, que eu acreditava de verdade que era o maior problema que eu teria que enfrentar por toda a minha vida, era o vestibular. Não por ter que escolher uma carreira pra vida inteira, ou não tanto por isso, mas porque era difícil mesmo, caía matemática, física, química, aquele inferno todo. Eu sempre fui muito, muito ruim de matemática. E continuo sendo. Tudo culpa da professora Iara, aquela bruxa da quinta série. E então eu achava que, se eu passasse no vestibular, todo o resto seria fichinha. Sopinha no mel.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos 29, meu grande problema, que hoje eu acredito de verdade que vai ser o maior problema que eu vou ter que enfrentar nessa vida, é entender que ninguém vai viver a minha vida por mim. Que quem está ao meu lado está ao meu lado. Quem está dentro de mim continua sendo apenas eu mesma. Quem sabe de mim sou eu, quem pode resolver as minhas questões, os meus pequenos infernos, sou eu. Quem faz merda, sou eu, e quem tem que resolver as merdas, sou eu. Euzinha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-4395131680613984306?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/4395131680613984306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/sobre-como-gente-nasce-e-como-gente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/4395131680613984306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/4395131680613984306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/sobre-como-gente-nasce-e-como-gente.html' title='sobre como a gente nasce e como a gente morre'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-3693776372230086882</id><published>2012-01-27T02:59:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T02:59:09.721-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='motivação'/><title type='text'>O dia e a hora de ser feliz.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem foi tanto tempo assim, mas quase dois anos de IBM me fizeram aprender um pouco sobre o tema da "motivação" e, sobretudo, a detesta-lo. Mas também me renderam grandes momentos, como quando o Henrique, meu então gerente na época, reuniu seus funcionários para passar um desses vídeos motivacionais. Não me lembro bem do vídeo, mas lembro que, dado momento, o palestrante faz uma metáfora futebolística, dizendo que, se um jogador não faz gol, ninguém vai prestar atenção nele. Agora, se um jogador começa, vamos dizer, em um time pequeno, que ninguém conhece, e daí o cara é fodasso, marca todas, ele chama atenção. Jogando num time pequeno, obviamente o salário desse jogador não é o mesmo do Messi. Mas não é por isso que ele não vai se esforçar e marcar gols, porque assim, ele vai chamar a atenção de outro time maior, que paga mais. Ou seja, o recado era: se o seu salário é uma merda, não se acomode! Se esforce mais, trabalhe mais e mais e mais, porque assim você vai fazer a diferença, vai chamar atenção e vai subir na vida. A-ham.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O recado por si só já era uma merda, e pra abrilhantar o momento, meu gerente comenta: se um jogador não marca gols, ele vai ser demitido ou promovido? Se o time não vai bem, o jogador vai subir na carreira ou não? E nesse momento aonde minha capacidade de ouvir besteiras atingia seu ápice, o João Gabriel manda: se o time não vai bem, o técnico é demitido... né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja, em minha defesa venho a dizer que não, não me interesso por palestras motivacionais e olha que, eu já tive tantas na IBM que, se houvesse a mínima chance de eu me interessar por elas, já teria acontecido. Porque nenhum desses discursos motivacionais coloca a pergunta básica: você está feliz aqui? O que você quer da vida? O que te dá prazer, o que te faz feliz? Quando na verdade, essas palestras deveriam começar assim: &lt;b&gt;"você trabalha aqui há mais de 6 meses? todo o dia quando você acorda você pensa: "ai que merda, tenho que ir praquela merda"? Então faça um favor a si mesmo: peça demissão e vá fazer o que você gosta"&lt;/b&gt;. O problema é que, se alguém faz isso na IBM, por exemplo, não sobra gente. Sério. E boa parte dos que sobram não conseguem juntar lé com cré.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vídeo abaixo é um pouco diferente. Apesar do espanhol rápido e embolado, e das quase duas horas de duração, vale a pena. O palestrante, Emilio Duró é um economista, super especializado em palestras motivacionais, e o que mais me chamou atenção é que ele coloca justamente isso, se o sujeito não está feliz trabalhando aonde está trabalhando, não importa o quão difícil seja, mas ele tem que sair dali. Se o sujeito não está feliz no casamento, não importa o quão difícil seja, mas ele tem que sair dali. Porque tristeza mata, e mata de um jeito lento e doloroso. Começa com dor nas costas, passa pela dor de cabeça, chega na depressão, tortura um pouco mais, até você atingir o mal de alzheimer. Quanto mais você resite, mais você sobrevive, e mais você sofre. Não resista, seja feliz. Não tome café pra terminar o seu trabalho, mude de trabalho. Não durma no sofá, peça o divórcio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/zK4sB_rWhF8" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;Algumas coisas da apresentação eu realmente não concordo, essa mania de economista de provar tudo com números, ou essa mania das pessoas de acreditarem em números, essa coisa do "está estatisticamente comprovado que", oi? Eu não sou uma estatística, os meus sentimentos não são uma estatística. Dado momento ele coloca que "está estatisticamente comprovado" que mulheres que têm filhos são mais felizes. Oi? Ele até pede desculpas, rapidamente, aos intelectuais, e insiste no ponto: "você - ele pergunta a uma mulher da platéia, você tem filhos? Sim? Seus filhos são o que mais te faz feliz na vida, não é verdade?". Oi? Esse é um argumento que eu não suporto, &lt;a href="http://www.chezpatrix.blogspot.com/2011/12/woman-is-nigger-of-world-better-scream.html" style="background-color: red;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;como mulher&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Porque é um problema se uma mulher não tem filhos, seja porque ela não queira ou seja porque ela não pode? Porque &lt;span style="font-size: large;"&gt;não &lt;/span&gt;é um problema se um homem não tem filhos, seja porque ele não quer ou porque ele não pode? Né?&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O sujeito também passa boa parte da apresentação tentando mostrar como a genética controla nossa vida, embora às vezes faça algumas concessões, colocando que se muito do que somos vêm a partir da genética, muito também vêm do que aprendemos ao longo da vida. Eu faria exatamente o oposto, porque eu acredito que muito do que somos vêm do que aprendemos ao longo da vida, embora algumas coisas que temos que lidar nos acompanhem desde os genes. Eu nasci míope, e toda minha família, paterna e materna e nuclear, apresenta casos gravíssimos de depressão. Nem a miopia e nem a depressão me definem, apesar de ambas terem sido coisas bastante incômodas com as quais eu tive que aprender a lidar.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O que realmente me seduziu na apresentação foi a força com a qual o sujeito imprimiu ao defender: tristeza mata. Porque tristeza mata. Porque a cada dia que acordamos esperando por uma merda dia, não é apenas uma merda de dia que vamos enfrentar, não é um dia a menos no nosso conjunto de dias felizes, são dois. Cada dia de merda tira a felicidade do dia em si e de um dia a mais. A tristeza enfraquece, paralisa.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O sujeito vai além, e coloca que boa parte da crise econômica mundial vêm de pessoas que acordam todos os dias sem saber porquê. De pessoas que não enfrentam a realidade, que mascaram a sua tristeza sob a desculpa de que "é assim mesmo", quando na verdade não precisa ser. De pessoas que simplesmente não têm vontade de fazer nada melhor, que vivem um mês inteiro esperando pelo próximo mês.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O que me lembra do problema da utopia, do ser feliz um dia, do ser feliz no futuro. A felicidade no futuro não existe. Não estou 100% segura de que a felicidade existe, mas se ela existir, necessariamente, é no tempo presente.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;A gente tem que ter um motivo (ou mais) pra acordar a cada dia. E temos que ser gratos a esse motivo. E temos que honrá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-3693776372230086882?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/3693776372230086882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/o-dia-e-hora-de-ser-feliz.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/3693776372230086882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/3693776372230086882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/o-dia-e-hora-de-ser-feliz.html' title='O dia e a hora de ser feliz.'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/zK4sB_rWhF8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-8987121624529595527</id><published>2012-01-22T22:11:00.000-02:00</published><updated>2012-01-22T22:11:01.972-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cataluña'/><title type='text'>saudade, meu remédio é cantar...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada como a experiência imigrante, o espelho do outro, para se descobrir a própria identidade: basta um mês longe do Brasil pra eu despirocar e ouvir baião, coisa que eu raramente poderia fazer no Brasil. Além de muita saudade de pastel de feira, de caldo de cana, de pão francês com margarina molhado no café &lt;span style="color: #999999;"&gt;(café brasuca, claro, o melhor do mundo)&lt;/span&gt;, arroz com feijão todos os dias e sem culpa, &lt;span style="color: #999999;"&gt;- todo (o resto do) mundo acha bizarríssimo o costume brasileiro de comer arroz com feijão (quase que) diariamente!&lt;/span&gt;, saudade do cheiro da Mata Atlântica &lt;span style="color: #999999;"&gt;(e sua beleza)&lt;/span&gt;, saudade da praia, etc, etc, etc, sinto muita saudade também dos tapas espanhóis, dos Gaudis espalhados pela cidade, do sol de Barcelona&lt;span style="color: #999999;"&gt; (diferente e mais bonito que qualquer sol do mundo, mesmo no inverno)&lt;/span&gt;, saudade do castellano, saudade das máquinas de vender cigarro, saudade das tabacarias em cada esquina, saudade do tabaco de liar, saudade do cheiro do mediterrâneo - &lt;i&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;Não permita Deus que eu morra sem que eu volte para lá.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;... Eu acho que a minha memória é mais do que tudo olfativa; quando sinto saudade de alguém, sinto MUITA saudade do cheiro da pessoa. Isso é normal? Sinto saudade de tantos cheiros... de todos os sentidos que eu tenho, o que eu mais gosto é o cheiro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia, dia desses, não sei aonde que eu li isso, só lembro que eu li, que os coqueiros NÃO são genuinamente brasileiros! Bom, tampouco o pão francês é, posto que o nosso tradicionalíssimo pão francês nasceu de tentativas de imitação, no começo do XX, da baguete francesa. Mas acho que nesse caso é como o carinha do Nine Inch Nails que disse que, depois de ter a sua música gravada pelo Jonnhy Cash, ele havia a perdido. Não poderia estar mais de acordo. Quem escuta &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=clq01TXQR0s" style="background-color: red;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Hurt&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; na voz do Jonnhy Cash automaticamente se converte em uma pessoa melhor. O pão francês É brasileiro e se acabou, perdeu, playboy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu estava falando do coqueiro, que outro dia eu descobri que foi importado da África! Não me lembro exatamente o porquê, na verdade eu não me lembro do porquê, e nem sei se isso é uma coisa óbvia que todo mundo sabe, mas eu não sabia. Me sinto super brasileira quando vejo um coqueiro. E mesmo não sendo espanhola, me sinto super hispânica ao ler no menu: omelete espanhol. Não permita, Deus, que eu morra, sem comer de novo pastel de feira mais-brasileiro-impossível e omelete espanhol...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que dizer da saudade, a grande contribuição da língua portuguesa para o mundo, a forma de se dizer, com um substantivo, o vazio que uma coisa que estava mas já não está mais provoca dentro da gente? Eu sinto meu sangue português toda vez em que derramo o pote de azeite em um pedacinho de pão e cada vez que a saudade parece que vai me enlouquecer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sinto saudade. Inclusive do Sesc Pompéia, em São Paulo, aonde o vídeo abaixo foi gravado:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/wHFLQN9QMe8" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; text-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.0429688) 0px 1px 1px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Se a gente lembra só por lembrar &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;/&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;O amor que a gente um dia perdeu &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;/&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;Saudade inté que assim é bom &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;/&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Pro cabra se convencer&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt; /&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;Que é feliz sem saber &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;/&lt;/span&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;&amp;nbsp;Pois não sofreu&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt; /&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;Porém se a gente vive a sonhar &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;/&lt;/span&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;&amp;nbsp;Com alguém que se deseja rever &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;/&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Saudade, &lt;i&gt;entonce&lt;/i&gt;, aí é ruim &lt;/b&gt;/&lt;/span&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;&amp;nbsp;Eu tiro isso por mim,&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; /&amp;nbsp;Que vivo doido a sofrer /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;&amp;nbsp;Ai quem me dera voltar &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;/&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Pros braços do meu xodó &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: #555555;"&gt;/&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #555555;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Saudade assim faz roer /&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;E amarga qui nem jiló /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;&amp;nbsp;Mas ninguém pode dizer &lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;/&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Que me viu triste a chorar /&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;&amp;nbsp;Saudade, o meu remédio é cantar..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-8987121624529595527?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/8987121624529595527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/saudade-meu-remedio-e-cantar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/8987121624529595527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/8987121624529595527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/saudade-meu-remedio-e-cantar.html' title='saudade, meu remédio é cantar...'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/wHFLQN9QMe8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-617326937901968635</id><published>2012-01-21T21:52:00.001-02:00</published><updated>2012-01-21T21:54:07.100-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>pensar, meu remédio é pensar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que a gente não escolhe os livros que lemos. Os livros escolhem a gente. "Hum, agora eu quero ser lido por você", ou "Não, não, ainda não tá na hora, volta depois". Já tinha ouvido falar, como pessoa de bom coração que eu sou, sobre&lt;i&gt; A Vida do Espírito&lt;/i&gt;, a última obra da Hannah Arendt ainda em vida, aliás, ela faleceu sem terminá-lo.&lt;span style="color: #999999;"&gt; (enquanto tanta gente por aí vive a toa..)&lt;/span&gt;. Cheguei a folhear o livro anos atrás, na Livraria Cultura, a disneylandia das pessoas de bom coração, passei horas lendo o capítulo "as atividades mentais no mundo de aparências", bestificada como a Hannah Arendt consegue falar sobre os temas mais cotidianos ever citando todos os filósofos do universo com a mesma propriedade que eu cito músicas dos Beatles. Mas o livro custava quase 100 reais, então né, eu não comprei. Em Barcelona, na época que eu queria estudar filosofia por lá, encontrei o pequeno por 15 euros, então né, daí eu comprei. Daí eu tentei ler, comecei pelo prefácio da editora, que foi uma amiga da Hannah Arendt e também quem compilou os rascunhos deixados pela mestra para fazer o livro. Então eu me senti muito, muito burra. Tipo, nem o prefácio dava pra entender. Porque era difícil e também porque estava em espanhol, e eu não entendia nada de espanhol, sempre tive problemas sérios de ler em espanhol. Terminei a duras penas o prefácio, abstraindo sonelemente todas as partes que eram&amp;nbsp;difíceis, e com a mesma solenidade deixei o livro pra depois.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De todos os livros que fui acumulando entre a estada na Espanha e no Brasil, A Vida do Espírito foi o único que trouxe comigo. Enquanto muita gente tem uma relação matrimonial com os livros, eu gosto de deixar os meus por aí. Deixei dezenas quando parti do Brasil pela primeira vez, deixei uma dezena quando parti do Canadá, deixei uns 5 em Barcelona, e outros 10 na minha última temporada no Brasil. Porque eu acredito que, se eu fosse um livro, eu gostaria de ser lido e relido por muita gente, então eu tento satisfazer as necessidades dos meus. E o que é precioso não é o que está nos livros, e sim o que dos livros fica dentro da gente. Então, nessa lógica, o exemplar de A Vida do Espírito que eu levo comigo provavelmente vai ficar de herança pra alguém.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Vida do Espírito é sobre nossa capacidade de pensar, e aonde o pensamento nos leva, e como encaixamos o pensamento na nossa vida. É também aonde a Hannah Arendt amarra toda a sua obra, a questão do antisemitismo, dos estados totalitários, da condição humana, da banalidade do mal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Los esteriotipos, las frases hechas, la adhesión a lo convencional, los códigos de conducta estandarizados cumplen la función socialmente reconocida de protegernos frente a la realidad, es decir, frente a los requerimientos que sobre nuestra atención pensante ejercen los acontecimientos y hechos en virtud de su existencia. Si siempre tuviéramos que ceder a dichos requerimientos, pronto estaríamos exhaustos. La única diferencia entre Eichmann y el resto de la humanidad es que él pasó por alto todas esas solicitudes.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(&lt;span style="color: #999999;"&gt;Hannah Arendt, La Vida del Espíritu&lt;/span&gt;). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensar cansa, pensar é uma merda. Mas ainda é o único meio de tornarmos pessoas melhores, mais felizes, e de fazer os outros mais felizes também. É o único meio de existirmos, de sobreviver.&lt;b&gt; "Nunca hacía más cuando nada hacía, y nunca se hallaba menos solo que cuando estaba solo" &lt;/b&gt;(&lt;i&gt;Numquam se plus agere quam nihil cum ageret, numquam minus solum esse quam cum solus esset&lt;/i&gt;)&lt;b&gt;. Suponiendo que Catón estuviera en lo cierto, las preguntas son obvias: que "hacemos" cuando no hacemos nada sino pensar? Dónde estamos cuando, normalmente rodeados por nuestros semejantes, no estamos con nadie más que con nosotros mismos?&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;(&lt;span style="color: #999999;"&gt;Hannah Arendt, La Vida del Espíritu&lt;/span&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu não posso evitar pensar, pensar é o meu único remédio, porque pensar me leva a sonhar, sonhar me leva a ter esperança, ter esperança me leva a querer viver, querer viver me leva a pensar em como viver melhor, viver melhor me faz ser feliz, e ser feliz me faz querer viver, e querer viver é a única coisa que torna a minha existência possível. Porque se fosse o mundo, olha, eu já tinha pedido pra descer desse trem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-617326937901968635?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/617326937901968635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/pensar-meu-remedio-e-pensar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/617326937901968635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/617326937901968635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/pensar-meu-remedio-e-pensar.html' title='pensar, meu remédio é pensar'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-8547080674210218787</id><published>2012-01-16T02:24:00.000-02:00</published><updated>2012-01-16T02:24:43.590-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='québec'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cataluña'/><title type='text'>eu sempre respeitei as galinhas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-eFkXa6VdNLo/TxOc96mM_3I/AAAAAAAABwg/YgulWrs-6uU/s1600/galinha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-eFkXa6VdNLo/TxOc96mM_3I/AAAAAAAABwg/YgulWrs-6uU/s320/galinha.jpg" width="283" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;E não seria bem mais legal assim?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dá pra acreditar que existe um cinema que o ingresso custa um dolar? Que a pipoca custa um dolar, que a coca-cola custa um dolar, que o chocolate custa um dolar? Bom, eu não tenho carro, e jamais terei um, porque não curto carros, mas só pra constar, o estacionamento é de graça. Naturalmente, o &lt;a href="http://www.cinemamontreal.com/theatres/Cinema_Dollar.html" style="background-color: red;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Dolar Cinema&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; é um dos meus lugares preferidos de Montreal. Agora, o mais inacreditável: lá todo mundo fala inglês, e com um sotaque super forte, ou seja, a galera que freqüenta o cinema é anglófona mesmo, tipo roots. Todos os filmes são em inglês, e sem sequer legenda em francês! Bom, nenhuma surpresa se a gente considerar que o Canadá é um país bilíngüe, e que o Quebec, o estado francês, é pedacinho de terra perdido entre o gigante Canadá e o gigante Estados Unidos. Mas a coisa do idioma, a luta pela sobrevivência do francês, aqui no Québec é super forte, existem uma série de leis, as escolas públicas são em francês, os anúncios precisam necessariamente ser em francês, e se tiver alguma coisa em inglês, deve ser em tamanho menor, com necessariamente mais destaque para o escrito em francês.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fJNs9ybK1C8/TxOmTUryLgI/AAAAAAAABxI/74iZ8Mrh1O4/s1600/2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="182" src="http://3.bp.blogspot.com/-fJNs9ybK1C8/TxOmTUryLgI/AAAAAAAABxI/74iZ8Mrh1O4/s200/2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa luta não é minha; pessoalmente não me importo muito se o francês vai ou não morrer dentro do Québec. Mas acho a luta válida, acho que se a maioria das pessoas quer falar francês aqui &lt;span style="color: #999999;"&gt;(oi, democracia!)&lt;/span&gt;, tá feito, nenhum problema. Como historiadora, acho não apenas válida, mas importante, a iniciativa de se lutar pelo lugar da memória, e os quebecois fazem muito isso por aqui. Eu só acho que a coisa toda deveria ser um pouco mais pacífica. Tem muita gente que fala inglês aqui, mas se recusa a falar inglês porque em Montréal a língua oficial é o francês. Oi? O idioma oficial do Brasil é o português, mas se alguém vinha falar comigo em inglês, eu não me sentia ofendida. Existem uma série de termos no nosso cotidiano brasileiro que vêem do inglês, e tem gente que fica horrorizada com isso, eu sinceramente não entendo. Porque eu tenho uma coisa clara: a cultura a gente não controla. Então, enquanto houver um montão de gente querendo falar francês no Québec, não, o francês não vai morrer. Eu acho que o francês nunca vai acabar no Québec, mas não por causa das leis, das pessoas que se recusam a falar inglês, das pessoas que querem ver o Quebec independente, das pessoas que acham que todos os english speakers devem desaparecer da face do Quebec. Eu acho que o francês não vai morrer porque tem muita gente que gosta de falar francês aqui, tem muita gente que tem orgulho de falar francês, só por causa disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se leis fossem suficientes pra estabelecer uma cultura, o catalão teria morrido na Catalunha há muito tempo, depois de décadas e décadas da ditadura do Franco ter proibido qualquer suspiro que seja em catalão. O que aconteceu por lá foi exatamente o que eu acabei de colocar: muita gente queria continuar falando catalão, e então eis que, mesmo depois de mais de meio século sem ser usado publicamente, o catalão ressurge tão forte como antes. Ou até mais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra não citar o caso de Israel, que no nada fez ressurgir o hebraico, idioma "morto" há séculos. Porque o hebraico renasceu? Porque muita gente estava a fim de falar hebraico, oras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PMDqvWnQSf0/TxOfQ8V_JOI/AAAAAAAABww/DAJCx3agucE/s1600/LuisTeixeira1574.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-PMDqvWnQSf0/TxOfQ8V_JOI/AAAAAAAABww/DAJCx3agucE/s200/LuisTeixeira1574.jpg" width="148" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A formação de uma tradição é sempre um ato arbitrário, eu sei. Deus, se ele existir, não criou um país chamado Itália, um país chamado Portugal e outro chamado Inglaterra. Dado momento, alguém parou e disse: "Opa, isso aqui tudo vai ser Alemanha". Em geral, era pouca gente que decidia pelo resto. Toda a galera que vivia no que a gente chama hoje de Brasil, tava cagando e andando pro Tratado de Tordesilhas. Às vezes, muita gente não concordou com as linhas dos mapas que foram brutalmente traçadas, vide o Muro de Berlim. Mas por motivos um tanto quanto subversivos, a cultura de cada lugar, de cada grupo de pessoas, toma seu rumo, que é muito mais caótico do que arbitrário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu acho que o mundo ainda não entendeu uma coisa básica. Fazer parte do mesmo país significa partilhar de muitas coisas, mas não de tudo, e isso muito longe de ser uma coisa ruim, é uma coisa que enriquece, que fortalece. O fato de Santos e Salvador serem duas cidades brasileiras, fazem de cada santista e de cada soteropolitano um pouco mais capazes de entender e de partilhar tradições completamente diferentes. Imagina se todo Brasil fosse São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul? &lt;span style="color: #999999;"&gt;(Como muita gente sonharia, aliás)&lt;/span&gt;. A gente teria, pra começar, o Serra como presidente. Talvez sobrasse mais dinheiro pra gente, a União paga uma conta cara pelos estados lá de cima, mas e daí? Tipo, a economia é razão e princípio pra tudo? Oi? Pensar em termos econômicos dá super certo mesmo, tipo Estados Unidos. Cada um por si nunca deu errado, né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xbnMah6XqmI/TxOgCYou7tI/AAAAAAAABxA/6u80K7V2OZ0/s1600/mafalda.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-xbnMah6XqmI/TxOgCYou7tI/AAAAAAAABxA/6u80K7V2OZ0/s400/mafalda.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fico pensando, se na Catalunha todo mundo falasse catalão e o se o castellano fosse proibido&lt;span style="color: #999999;"&gt; (uma ditadura às avessas?)&lt;/span&gt;, como creio que muita gente por lá gostaria, ninguém seria bilíngüe. E lá, todo mundo é bilíngüe, todo mundo nasce sabendo falar dois idiomas completamente diferentes. A cada idioma que se aprende, um universo a mais se ganha. Se em Montreal todo mundo falasse francês, e só francês, se até um "Oh my God!" fosse proibido, Montreal não seria a explosão cultural que é, não abrigaria tantos artistas, tantos intelectuais, tanta gente diferente junta. Todo mundo falaria só francês e pronto. E se eu tivesse crescido num Brasil que fosse apenas o Sul e o Sudeste? Meu ouvido seria, certamente, menos treinado a compreender uma grande amplitude de sotaques.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo já é tão separado, porque a gente não pensa em termos de juntar tudo ao invés de separar ainda mais? Todo mundo junto, gente. Vai dar certo assim, vai por mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-8547080674210218787?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/8547080674210218787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/eu-sempre-respeitei-as-galinhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/8547080674210218787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/8547080674210218787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/eu-sempre-respeitei-as-galinhas.html' title='eu sempre respeitei as galinhas'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-eFkXa6VdNLo/TxOc96mM_3I/AAAAAAAABwg/YgulWrs-6uU/s72-c/galinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-5855044084712859892</id><published>2012-01-11T15:53:00.000-02:00</published><updated>2012-01-11T15:53:09.880-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trips'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='undefined'/><title type='text'>pinguepongueando pelo mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posso contar um segredo? Além de eu ainda não saber andar de bicicleta, &lt;span style="color: #999999;"&gt;(que por muitos anos foi o meu maior segredo ever)&lt;/span&gt;, eu não sabia que em Montreal se falava francês até vir pra cá pela primeira vez, em 2009. Ou seja, eu não sabia que existia um estado francês dentro do Canadá, e que ele se chamava Québec. Montreal era pra mim até então a cidade que a Karina morava, e se falava inglês aqui, e a moeda era o dólar. Eu queria juntar dinheiro pra depois ir pra Europa, e imaginei que fosse mais fácil juntar dinheiro em um país de moeda forte; eu queria ir pra Portugal, e pesquisar a história da minha família. Antes de deixar o Brasil, eu até cheguei a fazer umas pesquisas de história oral com pessoas mais velhas da família, já que a minh avó, portuguesa, faleceu em 2002, ano que eu ingressei na faculdade de história, quando contava apenas 18 anos, e estava muito longe de ter a noção do quanto era importante aproveitá-la e fazer as perguntas certas. &lt;span style="color: #999999;"&gt;(Ninguém mais da minha família teve esse cuidado, obviamente. Thanks, folks!)&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sabia que fazia muito frio aqui, mas como temperaturas como -20ºC estavam muito distantes de qualquer coisa que eu poderia imaginar, eu não pensava no assunto. Mas depois que essas temperaturas fizeram parte do meu cotidiano, depois de sentir o peso do inverno polar nas minhas costas, junto com os quilos e quilos de roupa, eu queria viver num país quente. Depois de aprender inglês, eu queria aprender outra língua. Depois do filme do Woody Allen eu queria conhecer Barcelona.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente, eu também não tinha idéia que Barcelona ficava dentro de um estado chamado Catalunha, e que lá as pessoas falavam catalão, e que catalão é uma língua totalmente diferente, eu conhecia o País Basco e olhe lá, nem sabia aonde ficava o troço, sabia que era dentro da Espanha, mas até aí, né?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;E olha que eu sempre me achei uma pessoa que conhecia mais ou menos as coisas do mundo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eis que eu nem sabia que o Brasil era um país tropical. Foi preciso voltar pra lá, sentir o cheiro da Mata Atlântica, subir e descer a serra o suficiente, passar uma tarde na cachoeira em Piracicaba, pra descobrir que aquele cheiro não era banal. Que o que faz um lugar tropical não é apenas a humidade e o calor, existe o componente humidade, o componente calor e o componente tropical.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi preciso voltar pro Canadá pra entender que não se pode voltar no tempo. Os mesmos lugares, as mesmas pessoas, o mesmo inverno, mas tudo diferente. O sistema de transporte que funciona, o ônibus que nunca atrasa, o metrô que nunca fica abarrotado de gente, e tudo bem se a gente esquece de trancar a porta a noite.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Canadá é um país de engenheiros. Mesmo quem não é engenheiro, acaba calculando, respeitando, arquitetando, projetando. Mas isso, eu só entendi agora. Não é um país de artistas, de caos, de sensibilidades, ainda que muito bonito, ainda que poético. A viagem pelo inverno não deixa de ser uma viagem pelo nosso interior... e hoje eu vi no quintal um esquilo enterrando alguma coisa na neve. O Canadá é um país de esquilos construtores, que trabalham duro, que agüentam o frio, e que não têm muita paciência para confusões. Eles são rápidos e precisos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O próximo destino é a França, país que compartilha com Portugal o mesmo animal-símbolo: o galo. O que eu sei da França? Que lá eles falam francês e que a Lettícia mora em Paris. A França pra mim é tipo o estado de São Paulo aonde todo mundo fala francês e aonde tem a Lettícia no meio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que a França vai ser o último destino? Será que lá eu vou ser feliz? Será que lá eu vou descobrir a minha casa? Vou me apaixonar pela sua língua, pelos seus caminhos? Vou sair de casa todo dia pra trabalhar e vou andar pela cidade olhando pelos lados, bestificada com tanta beleza? Sinto saudade dessa sensação. Do charme e do caos vivendo juntos, como conheci em Barcelona.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem que não importa a cidade aonde você mora, desde que você esteja feliz. Eu não estava muito feliz quando morei no Jaraguá e também passei boa parte do tempo muito triste em Barcelona, mas não era a mesma coisa... sinto saudades do Gaudi, sinto saudade do metro velhíssimo, sinto saudade daquele sol, que não brilha do mesmo jeito em nenhum lugar do mundo. Sinto saudade do Parc Güell, ao lado de casa, sinto saudade daquele café meio tosco da Avenida Vallcarca, sinto saudade do dono do café, que um dia me deu um chaveiro com o logo do café! Sinto saudade da Calle Verdi, do cinema, dos bares nas praças, da Passeig de Gracia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto muita saudade. Ninguém é o mesmo depois de viver em Barcelona. Fato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos lá, França. Big challenge. Quero ver você me fazer apaixonar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-5855044084712859892?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/5855044084712859892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/pinguepongueando-pelo-mundo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/5855044084712859892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/5855044084712859892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/pinguepongueando-pelo-mundo.html' title='pinguepongueando pelo mundo'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-5722208658246876803</id><published>2012-01-05T06:23:00.000-02:00</published><updated>2012-01-05T06:23:43.134-02:00</updated><title type='text'>nem sempre você pode ter tudo o que você quer (?)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem sempre se pode ter tudo o que se quer, mas às vezes a linha do tempo pode ser particularmente cruel, e inverter a ordem natural das coisas. &lt;i&gt;Cuidado com aquilo que deseja? &lt;/i&gt;O velho mote dos filmes de sessão da tarde do começo da década de 90 parece ser baseado em fatos reais, e assim como na ficção, o desejo acaba sendo realizado, mas de uma forma bizarra, que nos faz protestar, &lt;i&gt;"mas não foi bem isso o que eu quis dizer"&lt;/i&gt;, quando então somos fatalmente confrontados com o contrato que assinamos, tipo Fausto e Mefistófeles, &amp;nbsp;e o chirrim chirriom do Diabo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que me leva a desacretidar utopias, porque nada que leve 100 anos para se concretizar é confiável, porque depois de um século fatalmente os anseios vão mudar. Mas não se constroem castelos e fortalezas em um dia. Francamente, o que parece mais verossímel? Alguém criando o mundo em 7 dias ou infinitas caóticas coincidências durante milhares de milhares de milhares de anos? Tipo, a gente está falando aqui do mundo e não da decoração da sala de estar.&amp;nbsp;Ou seja, a verdade é que não existem fórmulas mágicas, não existe o segredo da felicidade, o que não é dizer que a felicidade não exista.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a felicidade não pode ser comprada ou vendida, ou negociada. A felicidade necessariamente é merecida. Não tem prazo de entrega, não tem como recorrer na justiça por atrasos ou erro do endereço de entrega. A gente não encontra a felicidade, a felicidade nos encontra. Buscar a felicidade é o caminho exato para o sofrimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A solução é viver cada dia, não renunciar às nossas infinitas e caóticas coincidências, saber respeitar nossos olhares e nossos corações. Não vai levar milhares de milhares de milhares de anos, mas tampouco chegaremos em 7 dias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a forma que eu encontrei para sabotar os acasos da vida ingrata. Seguir em frente. Agradecer por cada dia, acariciar meus sonhos, viver no tempo presente, - não no futuro ou no passado, juntar ponta a ponta dos novelos mentais, escolher as cores, e não perder nunca, nunca, a esperança.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha estrada é minha, e de mais ninguém, e não está aberta a negociações de privatizatórias. Pé em Deus e fé na tábua, nem sempre você pode ter tudo o que você quer, mas fazer do seu caminho um caminho bonito não é questão de acaso, e sim de escolha. A felicidade não se encontra, se caminha, se constrói, se merece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos brincar de ser felizes, just for a change? ;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-5722208658246876803?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/5722208658246876803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/nem-sempre-voce-pode-ter-tudo-o-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/5722208658246876803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/5722208658246876803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2012/01/nem-sempre-voce-pode-ter-tudo-o-que.html' title='nem sempre você pode ter tudo o que você quer (?)'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-7076094753116343610</id><published>2011-12-31T19:32:00.000-02:00</published><updated>2011-12-31T19:32:28.187-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>nem sempre é so easy se viver</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/OcjRDqTAbPE" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Balanço do ano? Impossível. Maiores detalhes só na minha auto-biografia a ser lançada como parte dos eventos comemorativos do meu octagésimo aniversário, em novembro de 2062.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já vivi muito 31 de dezembro acreditando que aquele tinha sido o pior ano da minha vida, aliás, acho que a maioria, porque eu tenho essa deplorável tendência de olhar muito mais pro que eu não fiz do que pra tudo o que eu fiz, e assim deixo de me dar muito parabéns altamente merecido. Erro número 43b já detectado e pronto para ser excluído do sistema. [check!].&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixo 2011 com uma agradável sensação de fechar a porta pra uma série de coisas ruins, coisas superadas, coisas resolvidas. Em um só ano consegui resolver uma série de problemas de relacionamento familiares, e o que eu não pude resolver eu pude entender que não tem resolução, é assim na matemática, existem problemas que não tem solução na matemática, mas eu nunca fui bom em matemática e historiador tem mania de querer entender tudo, de colocar porquês e conseqüências em arbitrárias linhas do tempo, que às vezes funcionam, às vezes não. Aprendi a colocar um pouco mais de matemática na minha história. A isso, sou grata a 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda que tenha sido, e falo sério, o pior ano da minha vida. Quase morri de uma morte estúpida, triste &amp;nbsp;e sem sentido, descobri que grandes amigos já não eram mais tão grandes amigos assim, experimentei a solidão da forma mais cruel possível, mas aprendi a pedir ajuda, e finalmente entendi que o meu orgulho de ser uma pessoa forte que pode agüentar tudo sozinha e calada só se fortalece na medida em que eu tenho coragem de dizer: "Não posso sozinha, segura a minha mão?". E quando eu mais precisei, sempre tive uma mão extra pra me ajudar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobri que o amor é infinito, e até me dei de presente uma tatuagem pra celebrar a descoberta. Que o amor não pode ser o problema, mas sim a solução. E vou encerrando o dia de hoje escrevendo aqui, enquanto vejo a neve caindo lá fora, &amp;nbsp;enquanto o sol, que já se despediu de mim meia hora atrás, às 16:00, pacientemente dorme, enquanto meu coração me diz que o inverno não dura pra sempre, que logo a primavera vai chegar, e com a primavera, um milagre, o milagre da vida, que com toda sabedoria que lhe é peculiar, preparará nossos corações para o verão, quando então, a felicidade não será apenas endêmica, mas sim institucionalizada. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Feliz 2012 pra todo mundo!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-7076094753116343610?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/7076094753116343610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/12/nem-sempre-e-so-easy-se-viver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/7076094753116343610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/7076094753116343610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/12/nem-sempre-e-so-easy-se-viver.html' title='nem sempre é so easy se viver'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/OcjRDqTAbPE/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-6683876899702624969</id><published>2011-12-12T02:35:00.000-02:00</published><updated>2011-12-12T02:35:50.848-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relationships'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='plutão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>WOMAN IS THE NIGGER OF THE WORLD (better scream about it)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguma quantidade de álcool no meu sangue e eu estaria berrando &lt;i&gt;out loud &lt;/i&gt;os versos da música. Não que seja de fato necessária qualquer tipo de ajuda para perceber o óbvio, ou para se indignar por ele. Mas acho que às vezes dá uma certa preguiça de gritar; ou é o óbvio que se subverte, que é subvertido, melhor dizendo, em banal. Alguém aí consegue dizer do fundo do coração que a mulher não é o negro do mundo, a escrava dos escravos? E, vejam bem, eu não me refiro aqui a (&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;ou apenas a&lt;/span&gt;) mulheres que sofrem violência doméstica, que são proibidas de sair pra rua pra trabalhar, etc, etc, isso ainda é óbvio, e amplamente condenável, ainda que desastrosamente corriqueiro. Eu quero falar de algo igualmente perverso, ou até ainda mais perverso, na medida em que está longe de atingir o status social de "amplamente condenável", e muito mais longe ainda de deixar de ser desastrosamente corriqueiro. Eu quero falar de todas as mulheres do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/VS78MX8Zmdk" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;We make her paint her face and dance.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Conversando com um amigo hoje, ele me contava que um amigo teve um filho mais ou menos na mesma época que ele teve a primeira filha dele. E daí o cara mandou o clichê: &lt;i&gt;"meu filho ainda vai comer a tua filha"&lt;/i&gt;, e meu amigo então respondeu: &lt;i&gt;"não, é a minha filha que vai transar tão bem com ele que ele nunca mais será o mesmo depois"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Hoje o bebê-fêmea em questão é uma linda menininha de 7 anos, recentemente repreendida pela avó porque havia colocado um vestido muito curto, e, da forma como ela sentava, dava pra ver a calcinha. E ela tem 7 anos. E ela achou um pouco estranho quando seu pai contou a ela que um dia ela terá um namorado, e depois outro, e depois outros, que aprenderá muitas coisas, e que um dia encontrará uma pessoa especial, e que vai se casar, e que ela vai ser muito feliz, mas que talvez algo saia errado e ela se separe, e então se case de novo.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Pensando aqui com meus botões, eu acho que a minha vida teria sido beeeeem mais fácil se alguém me tivesse dito algo assim. Se eu não tivesse buscado em cada relacionamento o príncipe encantado, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;(ou a princesa)&lt;/span&gt;, se não tivesse carregado por anos a imensa e cruel ansiedade pelo tão esperado momento de descobrir com quem serei feliz pelo resto da vida. Se eu tivesse buscado apenas ser feliz. E olha que, apesar de toda a longa espera pelo príncipe encantado, eu me diverti e fui bem mais feliz do que boa parte do mundo.&amp;nbsp;Mas, quando eu finalmente me dei conta disso, de que príncipes não existem e de que o que importa é ser feliz, não é que já era tarde demais, é que talvez tenha sido muito cedo, tipo assim, uns 500 milhões de anos mais cedo. Porque não adianta muito saber que a Terra é redonda se todo mundo jura de pés juntos que ela é plana. Ou seja, príncipes encantados, no final das contas, existem de verdade, e estão espalhados por aí, procurando a princesa ideal, que também existe aos montes por aí. A questão é que em alguns casos, a máscara já ficou pegada na cara, em outros, é apenas uma máscara.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Corta.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&lt;b&gt;Woman is the nigger of the world, yes, she is. If you don't believe me, take a look at the one who you are with. Woman is the slaves of the slaves. Think about it. Do something about it&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. Essa parte da música me faz lembrar muito, mas muito mesmo do muito bom &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0342735/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Manderlay, 2005&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, ***SPOILER!!!***, quando no final descobrimos que os escravos eram escravos por uma simples razão: eles queriam ser escravos. Lembrei do filme por causa da parte "slaves of the slaves", e me ocorreu que tantas vezes, em tantas situações, o escravo quer ser escravo. O que além de não justificar a crueldade do Senhor, apenas faz aumentar a sua gravidade. Mulheres-enfeite, mulheres-paisagem, mulheres-prestativas, mulheres-submissas. Mulheres que, muito além de não terem idéia da violência a qual são submetidas, a desejam, não imaginam suas vidas sem essa violência, preferem morrer a viver sem essa violência. E mesmo quando a violência não existe, elas a auto-impõe.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Porque aprenderam aos 7 anos de idade que uma mulher deve saber sentar bem, sem mostrar a calcinha, porque aos 13 não conseguem conceber a idéia de ir ao colégio sem maquiagem, porque aos 15 sabem que se transarem na primeira noite não serão "valorizadas", porque casar-se com o primeiro amor é a maior glória possível, porque um divórcio é a pior vergonha para uma mulher. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&lt;b&gt;We insult her everyday on TV, and wonder why she has no guts or confidence, when she is young we kill her will to be free, while telling her not to be so smart we put her down for being so dumb&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. E adivinhem o que mais. Isso funciona. A sociedade imbeciliza as mulheres, enfraquece os homens, e pune duramente o primeiro que disser que o Imperador está nu.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Corta.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Agora vamos imaginar que outro mundo é possível, que a sociedade contemporânea ocidental cunhou nos dicionários de filosofia o conceito de liberdade. Liberdade? Sério mesmo? A gente pode ser o que a gente quiser? Num mundo cheio de príncipes e princesas, num imenso e hipócrita baile de máscaras em um palco gigantesco chamado Planeta Terra, a gente tem mesmo opção, a gente é mesmo livre? A que preço? &lt;i&gt;Olha, você é totalmente livre pra não seguir as regras da sociedade, mas daí você vai viver fora dela, tudo bem?&lt;/i&gt; . Não, não tá tudo bem.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Aliás, particularmente, aqui entre nós, eu achei muito bonita a nova roupa do Imperador. Mas ainda aguardo a primeira expedição colonizatória de Plutão.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;(aliás, será que existe vida em Marte?)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-6683876899702624969?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/6683876899702624969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/12/woman-is-nigger-of-world-better-scream.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/6683876899702624969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/6683876899702624969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/12/woman-is-nigger-of-world-better-scream.html' title='WOMAN IS THE NIGGER OF THE WORLD (better scream about it)'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/VS78MX8Zmdk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-6558869564353126265</id><published>2011-12-09T16:38:00.001-02:00</published><updated>2011-12-09T16:39:22.478-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='plutão'/><title type='text'>o caminho pra insanidade é curto, mas doloroso.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu ficando maluca, com milhares de coisas pra dar conta&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt; (tipo, vou mudar de país na segunda feira)&lt;/span&gt;, tudo dando errado, meu pai me enlouquecendo com soluções absurdas, eu ficando mais puta da vida porque afinal, procurar meu pai pra resolver um problema nunca foi uma boa idéia, estou no meio de um ataque histérico, infinitos sentimentos confusos e altamente &lt;i&gt;ansiológicos&lt;/i&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(que provocam ansiedade, quero dizer)&lt;/span&gt; e de repente surge, do nada, a minha mãe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quer uma paçoquinha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não mãe, obrigada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-O3nOwU5N7AE/TuJVDGqZTHI/AAAAAAAABwQ/UE-4qIL5Pto/s1600/hitchcock.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="315" src="http://2.bp.blogspot.com/-O3nOwU5N7AE/TuJVDGqZTHI/AAAAAAAABwQ/UE-4qIL5Pto/s320/hitchcock.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-6558869564353126265?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/6558869564353126265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/12/eu-ficando-maluca-com-milhares-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/6558869564353126265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/6558869564353126265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/12/eu-ficando-maluca-com-milhares-de.html' title='o caminho pra insanidade é curto, mas doloroso.'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-O3nOwU5N7AE/TuJVDGqZTHI/AAAAAAAABwQ/UE-4qIL5Pto/s72-c/hitchcock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-5438404363217310662</id><published>2011-12-07T11:45:00.000-02:00</published><updated>2011-12-07T11:45:30.522-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='undefined'/><title type='text'>por um mundo sem fronteiras</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/mn4g28fisz0" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A música não tem muito a ver com o momento, não tem nada a ver, mas quando eu penso em "border" eu penso em "borderline", então foi meio inevitável. Bom, ultimamente também eu tenho a sensação que vou enlouquecer &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;(borderline, feels like I'm gonna lose my mind),&lt;/span&gt; então não é que a música seja tão nada a ver assim. Mas o assunto do post é completamente outro, tá?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É, eu vou passar pela "border" de novo. Acho que ainda não comentei aqui como eu odeio fronteiras. Queria iniciar um movimento mundial pela abolição das fronteiras, dos nacionalismos, queria que todo mundo entendesse que porra, o mundo é um só e tá todo mundo junto nessa bagaça e ninguém é melhor do que ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque assim, porque eu tenho um passaporte português, eu posso entrar na Europa inteira, I mean, na zona do euro. Tipo, só porque minha avó bigoduda (ela tinha bigode mesmo, tenho fotos comprovando) nasceu em Portugal há mais de cem anos, eu tenho direito de estar ali, mas o que de fato me dá mais direito de estar ali do que qualquer outro brasileiro ou latino americano? Os negos, todos eles, vieram pra cá, tocaram o puteiro, e agora tudo bem regular quem entra nos seus países? Todo país que foi vítima de colonização tinha que ter direito a cidadania européia. Ou seja, todos os países do mundo, porque a coisa "país" foi inventada pela Europa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porque existe fronteira? Pra fazer guerra? Pra que os pobres não venham aos ricos e roubem seus trabalhos, sua riqueza e sua felicidade? Porque tipo, que se foda o resto, os pobres que continuem pobres e os ricos que continuem ricos, assim, separadinhos. E tudo o que um latino americano quer quando vai pra um país rico é foder com ele, claro. Ele não pode querer simplesmente viver ali, trabalhar, ter sua família ali.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, se caso esse latino americano queira, então ele é um covarde, que foge do seu país, que deixa pra trás sua pátria. Porque o bacana mesmo é honrar o seu país. Oi? Eu gosto muito do Brasil, mesmo todo o tempo que estive fora sempre estive antenada nas coisas daqui, mas gostei muito da Espanha, gostei muito do Canadá e não vejo um crime nisso. Não acho que o Brasil seja o melhor lugar do mundo, acho que todo mundo pode ter o seu lugar preferido no mundo, que pode ou não coincidir com o lugar do nascimento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho super importante saber da onde se é, ter consciência das suas raízes, mas isso é muito mais do que patriotismo. É honrar a sua família, é honrar a sua cidade, o seu bairro, os seus amigos, quem fez você ser hoje quem você é, é saber ter orgulho disso, para poder ter orgulho de si mesmo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então é sério mesmo que eu vou precisar explicar pro cara da border no Canadá o que eu quero fazer ali? Tenho vontade de dizer:&lt;b&gt; "olha, moço, perdoa a sinceridade, mas o que eu quero fazer no seu país é problema meu, porque o conceito de "país" é totalmente arbitrário enquanto o conceito de mundo é real, o mundo existe, e "país" é uma coisa que só existe na cabeça de gente que pensa pequeno"&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas acho que ele não vai curtir, né? E, por algum motivo muito estranho, ele tem o poder de dizer se eu poderei dar um passo adiante ou não, então se ele ficar bravo, ele vai dizer que não, e daí eu não vou poder entrar no Canadá. Ai, que preguiça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-5438404363217310662?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/5438404363217310662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/12/por-um-mundo-sem-fronteiras.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/5438404363217310662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/5438404363217310662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/12/por-um-mundo-sem-fronteiras.html' title='por um mundo sem fronteiras'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/mn4g28fisz0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-9168455729533372376</id><published>2011-12-04T20:10:00.001-02:00</published><updated>2011-12-04T20:11:41.311-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meeedo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relationships'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>butterflies in my stomach</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3Z4DQtn94Zo/TtvoMveDlkI/AAAAAAAABwI/1iupKOZB9OU/s1600/butterflies-her-stomach--large-prf-1172287459.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-3Z4DQtn94Zo/TtvoMveDlkI/AAAAAAAABwI/1iupKOZB9OU/s200/butterflies-her-stomach--large-prf-1172287459.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É a minha expressão inglesa favorita: borboletas no estômago. Porque muito mais do que o nosso "frio na barriga", a expressão denota exatamente a sensação de ter esses tão bonitos insetos batendo freneticamente suas asinhas e nos deixando sem fôlego.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Eu queria me casar. Acho que nunca foi um sonho assim, desde que eu era uma garotinha; o desejo não data de tanto tempo assim. E começou como uma vontade de dividir minha vida, de construir alguma coisa com alguém, de fazer planos, de viver menos paixões arrebatadoras e mais amores tranqüilos.&amp;nbsp;Não tenho a menor idéia de como vai ser, e nem vou ter tão cedo, porque eu não vou me casar, só vou morar com o moço. Mas pra mim, que nunca brinquei de casinha, nem quando criança, a mudança é gigante, as dúvidas também, e as borboletas se multiplicam a cada segundo no meu estômago.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;A grande mudança vem acompanhada da mudança de país, &lt;i&gt;tudoaomesmotempoagora&lt;/i&gt;, em uma semana eu embarco pro Canadá. Dessa vez um pouco mais consciente do que da primeira vez, quando fui pro gigante americano sem trabalho, sem conhecer ninguém, e com 80 dólares no bolso. Agora tenho trabalho, tenho uma casa, conheço a cidade, e tenho um namorado.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Um namorado que é um grande amigo, com quem eu já tinha vivido uma história muita bonita, alguém que eu conheço muito bem e quero muito bem também, que voltou a fazer parte da minha vida recentemente, por skype. Mas tô cheia de dúvidas e de medos... como a Paula me disse uma vez, às vezes a gente está muito mais preparado pra sofrer do que pra ser feliz.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Mas o que é o amor? O que é morar junto? Significa não ser mais livre pra mudar de país na hora que me dê na telha? O que é dividir uma casa, as contas, a vida? Tudo isso antes me parecia maravilhoso, mas agora me dá muito medo. Porque quando as pessoas se casam, elas não estão perdidamente apaixonadas, elas não devem pensar em coisas como "vamos ficar velhinhos juntos"? Eu não sei se vou ficar velhinha junto com ele. A Naiá me disse que isso não apenas é normal, como é muito saudável.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Tudo o que eu sei é que eu gosto muito dele, que ele é meu melhor amigo, que é muito bom transar com ele, que gostamos das mesmas músicas, dos mesmos livros, e nos divertimos muito juntos. Que eu quero ter um homem como ele ao meu lado, alguém que vê o mundo de uma forma tão bonita, alguém tão honesto, sincero e elegante. E que ele gosta muito de mim também, até das minhas verborragias.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Isso qualifica uma pessoa pra ir morar junto? Espero que sim. Eu conto pra vocês quando eu descobrir.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/rN4N-ObJuFw" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-9168455729533372376?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/9168455729533372376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/12/butterflies-in-my-stomach.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/9168455729533372376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/9168455729533372376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/12/butterflies-in-my-stomach.html' title='butterflies in my stomach'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3Z4DQtn94Zo/TtvoMveDlkI/AAAAAAAABwI/1iupKOZB9OU/s72-c/butterflies-her-stomach--large-prf-1172287459.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-7652305785822879698</id><published>2011-12-02T14:34:00.001-02:00</published><updated>2011-12-03T15:44:32.307-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relationships'/><title type='text'>O dia mundial da luta contra a AIDS.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vSG92LMe79M/TtjhDAjZyTI/AAAAAAAABv4/ulu4ZFuAseI/s1600/hiv-aids.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-vSG92LMe79M/TtjhDAjZyTI/AAAAAAAABv4/ulu4ZFuAseI/s200/hiv-aids.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou um dia atrasada, o dia mundial da luta contra a AIDS foi ontem, e não hoje. Também não estou segura em dizer "AIDS", não sei se o termo politicamente correto é HIV, apesar de nem precisar saber de definições pra achar o termo "aidético" deplorável, mas acho que já tem algum tempo que não o escuto mais. Porque, se uma pessoa tem câncer, a gente não a chama de "cancerígena", certo? Porque é absurdo rotular alguém a partir de uma doença, como começou a ser feito nos anos 80 e começo dos 90.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não sei se eu não escuto mais o termo "aidético" porque avançamos nesse sentido, ou se é porque não falamos mais no assunto. Se você também percebeu que o tema da AIDS diminuiu consideravelmente nos debates sociedade afora, imagina eu, que nasci em 1982 em Santos, que no começo dos anos 90 era a capital da AIDS no Brasil? Quando eu tinha uns 10, 12 anos, freqüentemente escutava que filho de fulano estava com AIDS, que outro tinha morrido, que outro estava muito mal, pessoas que eu conhecia, ainda que indiretamente. Mesmo criança, mesmo meus pais tendo uma fobia absurda de falar de sexo decentemente comigo, eu era bombardeada pelo tema o tempo inteiro, por mais que eles quisessem evitar, por toda a cidade esse era o principal assunto. Mas, de repente, não se fala mais nisso. Morre Fred Mercury, morre Renato Russo, Cazuza, mais meia dúzia de atores famosos,&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0123865/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;filmes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;são feitos, centenas de campanhas, na TV, em outdoors, por toda a parte. E, de repente, nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posso estar bastante enganada, mas acredito que a minha geração cresceu com um medo terrível da AIDS, um medo muito bem vindo que não se vê mais por aí, porque ninguém mais morre. É fácil conseguir remédios. Não existem efeitos colaterais. Eu também acreditava nisso, e olha que eu pelo menos me julgo uma pessoa muito mais bem informada que boa parte da população. Só ontem eu li algumas coisas falando sobre efeitos colaterais da medicação que sim, existem, e são bastante complicados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é claro que a medicação hoje é infinitamente melhor do que em 1996, quando o Renato Russo decidiu parar de tomar os remédios porque não agüentava mais passar o dia inteiro vomitando e com dores terríveis. Mas porque ninguém fala que efeitos colaterais ainda existem, como a &lt;a href="http://ninguemporai.blogspot.com/2011/06/lipodistrofia-tristeza-pe-no-chao.html" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;lipodistrofia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;? A lipodistrofia aparece em pacientes tratados com medicamentos anti-HIV, e se caracteriza por sobrepeso em áreas específicas do corpo, enquanto pernas e braços ficam mais finos, o sobrepeso aparece na parte de trás do pescoço (uma corcunda de búfalo), no peito (em homens e mulheres), debaixo do queixo ou em outras áreas. Ainda não se sabe exatamente o que causa a lipodistrofia, o que torna difícil o seu combate. E existe um medo enorme nos portadores da doença de rejeição social, de quando alguém nota essas mudanças do corpo, de serem estigmatizados como a anos atrás quem emagrecia muito já era condenado a morte. Mas isso simplesmente não é falado. Existe um enorme senso comum de que não existem efeitos colaterais a medicação. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(mas todo mundo sabe o que o cigarro causa, né Drauzio-Mala-Varela? O que é mais importante, lutar por um Brasil sem cigarro ou por um Brasil sem AIDS?)&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E acho que mesmo a minha geração, a geração dos que nasceram junto com o advento da AIDS, também andou se esquecendo. Bom, eu pelo menos andei me esquecendo, e caí em erros ridículos como não transar com um desconhecido sem camisinha, mas se eu conhecer a pessoa, e saber que a pessoa é legal, então tudo bem, daí eu topava de boa transar sem camisinha. Oi?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então eu tinha um namorado, pensávamos em nos casar. Sempre transamos de camisinha. E um belo dia ele me perguntou se eu já tinha feito teste de HIV, e eu me dei conta de que sim, a 10 anos atrás, na primeira vez que transei sem camisinha, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;com uma "pessoa-conhecida-legal",&amp;nbsp;lógico&lt;/span&gt;, e morri de medo de ter pegado AIDS, então fui pro HC da Unicamp doar sangue, porque eles fazem a análise do sangue e te enviam depois. E contar isso agora me soa mais absurdo, eu estava na universidade, deveria &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(supostamente)&lt;/span&gt; ter mais consciência dos meus atos do que quando adolescente, mas não. Ali eu perdi o medo, e não pensava mais que se eu transasse com alguém conhecido e legal eu poderia pegar AIDS. Mas não abria mão da camisinha para desconhecidos casuais. (oi?).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando meu namorado me fez essa pergunta, meu mundo caiu. Porque eu estava tão apaixonada, queria tanto ficar com ele, e tudo o que eu podia pensar era:&lt;i&gt; "e se eu tiver AIDS e um dia a camisinha estourar, e se de alguma forma eu passasse pra ele?"&lt;/i&gt;, eu queria morrer. Pensei que não poderia ter filhos, pensei que viveria o resto da vida presa a remédios, justo eu, que tenho pavor de médico, pavor de tomar remédio. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(Só remédio pra dormir que é bom pra caralho, #rivotrilfeelings)&lt;/span&gt;. E olha que eu nem sabia dos efeitos colaterais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu namorado foi incrível, me apoiou o tempo inteiro, também topou em fazer o teste. Dizia coisas do tipo: &lt;i&gt;"eu prefiro nadar de sunga no oceano do que pelado numa piscina" &lt;/i&gt;- &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;sendo eu o oceano e a piscina toda as outras mulheres da humanidade&lt;/span&gt;, me assegurava que se eu tivesse alguma coisa, continuaríamos juntos, ele me apoiaria, como em qualquer outra adversidade que tivéssemos ao longo da vida. Aliás, como ele faz até hoje, mesmo não estando mais juntos. Ele é simplesmente a melhor pessoa que já tive a sorte de conhecer.&amp;nbsp;Eu demorei meses até ter coragem de fazer o teste, e continuamos transando com camisinha, ele até entendeu quando eu surtei dizendo que não queria mais transar nunca mais, porque tinha medo. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(Tudo bem que esse medo durou só dois dias, depois voltamos a transar loucamente, com camisinha, claro)&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um belo dia, resolvi fazer o teste. Não consegui dormir na noite anterior. Passei horas, pela madrugada, conversando com o Renato, um amigo muito querido, e super engajado na questão da luta contra a AIDS. Ele foi um fofo, um super amigo, e também me explicou outras coisas que eu não sabia, como por exemplo a existência de outras doenças venéreas bastante perigosas e que não se manifestam, como uma que não afeta o homem, mas impede a mulher de ter filhos.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt; (me esqueci o nome, juro que vou procurar!)&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte, às 8:00, sem dormir, fui a um posto do SUS em São Paulo, em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IvorpnVnMQY" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Pirituba&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, com uma amiga. Eu estava aterrorizada, e a Naiá, grande amiga, segurou na minha mão o tempo todo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por toda a cidade de São Paulo existem dezenas de CTA's, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(Centro de Testagem e Aconselhamento)&lt;/span&gt;, como esse de Pirituba. Achei super bacana a descrição; pelo menos no caso do posto do SUS em Pirituba, o CTA é super discreto, é uma portinha com uma singela placa: CTA. O atendimento foi super rápido, eles pedem a carteirinha do SUS, e se você não tiver, como no meu caso, faz na hora, é só levar RG. E o número de inscrição que eles te dão é valido para toda a rede do SUS, no Brasil inteiro, para qualquer atendimento posterior. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(mais informações no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www10.prefeitura.sp.gov.br/dstaids/novo_site/unidades/index.php"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;site&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;da prefeitura)&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles fazem &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(grátis, óbvio)&lt;/span&gt;, testes de HIV, herpes, sífilis e as hepatites. Você telefona um dia antes, e pode agendar o atendimento já pro dia seguinte. O processo começa com um atendimento com uma psicóloga, que explica como tudo funciona. O teste de HIV fica pronto em no máximo meia hora, os outros ficam pronto em 20 dias.&amp;nbsp;Foi a meia hora mais longa da minha vida. Foram 20 minutos, na verdade, mas que pareciam uma vida inteira. &amp;nbsp;O resultado é dado pela psicóloga, e depois se segue mais um atendimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, eu não tenho nada. Mas poderia ter. E &lt;i&gt;tive&lt;/i&gt;, de certa forma, pelos meses que me foram necessários pra tomar coragem e encarar o teste. Assim como talvez um dos meus amigos tenha e não saiba. Porque gente, quem nunca transou sem camisinha que atire a primeira pedra. Vai ter muita mão e pouca pedra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como ter consciência do fato de que a AIDS ainda existe no mundo, é preciso também ter coragem e enfrentar esse fato. Se preparar psicologicamente, falar com amigos, encarar o fato com lucidez e ir fazer o teste.&amp;nbsp;Nos meses que eu levei até decidir fazer o teste, ficava procurando na internet informações, como quanto tempo leva pra doença se manifestar, em quanto tempo a pessoa pode morrer se não se medicar, coisas absurdas porque, na verdade, cada caso é um caso, mas no meio da minha paranóia qualquer espinha já era sintoma da AIDS. Uma dica: não façam o mesmo que eu. Passei inúmeras noites sem dormir por besteira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu entendo&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt; (e como!) &lt;/span&gt;que é bastante difícil tomar coragem pra fazer o teste, ainda mais quando a pessoa gosta muito de sexo &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(como eu)&lt;/span&gt; e já deu motivo pra se preocupar &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(como eu e boa parte da população mundial)&lt;/span&gt;. O que ajuda na preparação é conversar com amigos, com pessoas que apóiam a gente, com gente decente, cabeça aberta e bom coração. Se sentir amado e querido é fundamental pra agüentar a possibilidade de um resultado positivo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de transar sem camisinha, faça o teste, peça pro namorado(a) fazer também, façam juntos. Se decidirem por transar sem camisinha depois, dentro de uma relação monogâmica, certifique-se que, em caso de pulada de cerca, ela será com camisinha. A hora de falarmos de AIDS não é hora pra hipocrisia, é hora de sermos honestos, sinceros, conscientes e preocupados não em considerar ou não a possibilidade de traição, porque claro que um relacionamento monogâmico exclui a possibilidade de traição. Mas então, como é que a AIDS cresce entre mulheres monogâmicas e casadas? A hora de falarmos de AIDS é um momento de se preocupar com a doença, com a possibilidade da doença, é muito maior do que o tema da traição. E precisa ser tratado com maturidade e honestidade por ambas partes. E a melhor hora pra falar de AIDS é no começo do relacionamento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você já fez o teste?&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-H1Vybwgcz2U/Ttpf4AaAGnI/AAAAAAAABwA/oeDxyPp873E/s1600/resultado.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-H1Vybwgcz2U/Ttpf4AaAGnI/AAAAAAAABwA/oeDxyPp873E/s320/resultado.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Olha só o sorrisão da nega ao pegar o resultado!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-7652305785822879698?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/7652305785822879698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/12/o-dia-mundial-da-luta-contra-aids.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/7652305785822879698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/7652305785822879698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/12/o-dia-mundial-da-luta-contra-aids.html' title='O dia mundial da luta contra a AIDS.'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vSG92LMe79M/TtjhDAjZyTI/AAAAAAAABv4/ulu4ZFuAseI/s72-c/hiv-aids.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-4847786216346963110</id><published>2011-11-29T21:36:00.001-02:00</published><updated>2011-11-29T21:39:08.019-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oi?'/><title type='text'>o mito da secretária bilíngüe</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-E5cQqVv_SCs/TtVmb4spNTI/AAAAAAAABvw/RmvAjdel_ms/s1600/mestredosmagos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-E5cQqVv_SCs/TtVmb4spNTI/AAAAAAAABvw/RmvAjdel_ms/s320/mestredosmagos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;EXTRA! 25 MIL VAGAS ABERTAS PARA SECRETÁRIA BILÍNGÜE NO ACRE!&lt;br /&gt;não precisa formação na área e nem experiência&lt;br /&gt;salário inicial de R$15.000,00&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Você já pensou em procurar emprego como secretária bilíngüe? Você fala inglês, fala espanhol, poderia ganhar um bom dinheiro como secretária bilíngüe...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Oi?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém conhece de verdade uma secretária bilíngüe? Uma secretária bilíngüe que um belo dia deixou seu currículo em uma agência de emprego, ou em alguma companhia, sem nenhuma formação na área, sem nenhuma experiência prévia, e então a moça consegue o trabalho, apenas por causa dos seus belos olhos e pelo fato de falar alguma outra língua além da materna? Podem pensar pra responder, eu espero, vou até tirar meu sutiã...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imaginei. Porque gente, deixa eu contar pra você, isso não existe. Existe uma formação específica na área de secretariado, assim como existe uma formação específica pra ser arquiteto, outra pra ser cirurgião, outra pra ser historiador, outra pra ser engenheiro e assim por diante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BPdI7ks9j34/TtVhi-4pL5I/AAAAAAAABvg/59_Ep_eBfiU/s1600/A-verdadeira-secretaria-bilingue.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-BPdI7ks9j34/TtVhi-4pL5I/AAAAAAAABvg/59_Ep_eBfiU/s200/A-verdadeira-secretaria-bilingue.jpg" width="185" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;a verdadeira secretária bilíngüe&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas sempre tem alguém querendo ajudar, e é incrível, os nego realmente acham que estão ajudando. Aconteceu também com uma grande amiga minha, doutora em história da arte que na época, estava desempregada. Ela também recebeu o conselho de ouro, &lt;b&gt;&lt;i&gt;mas minha filha, e se você procurasse emprego como secretária bilíngüe?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Oi? A nega doutora em história da arte ia fazer o que como secretária bilíngüe? Apresentar um artigo pro seu chefe explicando a semana da arte moderna de 22?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas falam pra um dermatologista procurar emprego como chef de cozinha? Pra um cirugião deixar currículo pra piloto de avião? Pra um arquiteto procurar emprego como advogado? Pra um cirurgião procurar emprego como bailarino do Cirque du Soleil? Não né. Por uma simples razão: cada uma dessas profissões requer uma formação específica, um currículo básico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, eu nunca pensei em procurar emprego como secretária bilíngüe. Nem como cirurgiã, piloto de avião, arquiteta, advogada, dermatologista, engenheira ou como bailarina do Cirque du Soleil.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grata.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-4847786216346963110?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/4847786216346963110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/o-mito-da-secretaria-bilingue.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/4847786216346963110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/4847786216346963110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/o-mito-da-secretaria-bilingue.html' title='o mito da secretária bilíngüe'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-E5cQqVv_SCs/TtVmb4spNTI/AAAAAAAABvw/RmvAjdel_ms/s72-c/mestredosmagos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-4456474694924730581</id><published>2011-11-28T00:13:00.000-02:00</published><updated>2011-11-29T21:41:48.011-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relationships'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>o maior amor de todos os tempos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6bdLweOkK0k/TtQ4F9dFzcI/AAAAAAAABvI/yomwlR2FktM/s1600/livro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-6bdLweOkK0k/TtQ4F9dFzcI/AAAAAAAABvI/yomwlR2FktM/s320/livro.jpg" width="230" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu decidi cair no mundo, correr perigo, tocar fogo nesse apartamento e dar o fora, ir embora, eu deixei muitas coisas pra trás, coisas-coisas mesmo, como roupas, sapatos, CD's, móveis, tudo o que eu não podia levar comigo; o que incluiu, naturalmente, todos os meus livros. Na época eu entrei numa vibe meio "é legal se desprender". Hoje eu me arrependo mesmo, porque com a água suja muito bebê foi embora também, como o meu exemplar do &lt;i&gt;Hannah Arendt / Martin Heidegger - Correspondência 1925-1975&lt;/i&gt;. Um dos livros mais bonitos que eu já li na vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra quem não conhece a história, a Hannah e o Heidegger se conheceram em 1924, quando ela era uma estudante de filosofia e ele, professor na universidade. Na época, ele com 35 anos, casado, e ela com 18 anos. Eles se apaixonam, se tornam amantes. O nazismo atropela tudo, e em 1933, quando Hitler se torna o chanceler da Alemanha, o Heidegger assume a reitoria da universidade, e por ocasião do discurso da posse, apóia claramente o novo governo. Hannah Arendt era judia, e logo também se torna parte da intelectualidade alemã da época, e foge para os Estados Unidos, aonde viveu boa parte da sua vida, e aonde também publicaria os mais emblemáticos escritos sobre a história do nazismo e do anti-semitismo concebidos no século XX. Em New York, ela se casa duas vezes, e constrói uma carreira brilhante. E não regressa mais a Alemanha até a década de 70, quando &lt;b&gt;a esposa do Heidegger a chama&lt;/b&gt; para ficar com ele, já a beira da morte. Ela falece dois anos depois.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, por décadas, os dois continuaram a se escrever, e o livro que eu lamento haver deixado pra trás é uma compilação dessas cartas, que são documentos fiéis de uma história de amor e de admiração muito bonitos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontrei googleando duas cartas dos dois, em espanhol, que transcrevo aqui. Pelo que me lembro do livro, as cartas da Hannah sempre foram um pouco mais apaixonadas, um pouco mais lúcidas e claras. As cartas do Heidegger quase sempre eram parecidas com a sua obra, ou seja, beirando o inteligível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me dá uma sincera vontade de chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;Carta de Hannah Arendt a Martin Heidegger, 1929&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FepeqRo5gmM/TtQ8SVnNvCI/AAAAAAAABvQ/hq3Po2Ia6eo/s1600/hannah.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-FepeqRo5gmM/TtQ8SVnNvCI/AAAAAAAABvQ/hq3Po2Ia6eo/s200/hannah.jpg" width="118" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Querido Martin,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Habrás oído hablar probablemente ya de mí por otras fuentes al azar. Esto toma la ingenuidad del mensaje mío, pero no la confianza de nuestra reunión pasada en Heidelberg, una vez más nuevamente y gratificantemente consolidada. &lt;b&gt;Entonces vuelvo a tí hoy con la misma seguridad y con la misma petición: no te olvides de mí, y no te olvides de cuánto y cuán profundamente nuestro amor se ha convertido en la bendición de mi vida.&lt;/b&gt; Este conocimiento no se puede sacudir, no hoy, cuando, como salida de mi falta de inquietud, he encontrado un hogar y un sentido de pertenecer con alguien sobre quién usted puede ser que lo entienda mejor que todos. Oigo a menudo cosas sobre usted, pero siempre con esa reserva peculiar e indirectamente, que da simplemente hablar sobre un famoso nombre - que es algo que puedo reconocer apenas. Y quisiera de hecho saber - casi tormentosamente, cómo estás, en qué estás trabajando, y cómo Freiburg te está tratando.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;tu Hannah.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;Carta de Martin Heidegger a Hannah Arendt, 1929&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;¡Queridísima!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zQkwkoV22X0/TtQ-Wbvx5hI/AAAAAAAABvY/gU-Yp3CFuJY/s1600/martin-heidegger.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&lt;img border="0" height="176" src="http://2.bp.blogspot.com/-zQkwkoV22X0/TtQ-Wbvx5hI/AAAAAAAABvY/gU-Yp3CFuJY/s200/martin-heidegger.jpg" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;Gracias por tu carta. Si solamente pudiera decirte cómo soy feliz contigo- acompáñándote mientras tu vida y mundo se abren de nuevo. Y puedo ver apenas cuánto has entendido y cómo todo es providencial. Qué nadie aprecia jamás es cómo la experimentación consigo mismo, por esa circunstancia, todos los compromisos, técnicas, moralización, escapismo, y cerrando su crecimiento puede inhibir y torcer la providencia de Ser. Y esta distorsión gira en torno a cómo, a pesar de todos nuestros sustitutos para la "fe," no tenemos ninguna fe genuina en la existencia en sí misma y no entendemos cómo sostener cualquier cosa como esa por nosotros mismos. Esta fe en la providencia no excusa nada, y no es un escape que me permitirá terminar conmigo de una manera fácil. Solamente esa fe - que como fe en en el otro es amor - puede realmente aceptar al "otro" totalmente.&lt;b&gt; Cuando vi que mi alegría en tí es grande y en crecimiento, eso significa que también tengo fe en todo lo que sea tu historia.&lt;/b&gt; No estoy erigiendo un ideal-aún menos sería tentado jamás a educarte, o a cualquier cosa que se asemeja a eso. &lt;b&gt;Por suerte, a tí - como eres y seguirás siendo con tu historia - así es cómo te quiero. Sólo así es el amor fuerte para el futuro, y no sólo el placer efímero de un momento – sólo entonces es el potencial del otro también movido y consolidado para las crisis y las luchas que siempre se presentan. &lt;/b&gt;Pero tal fe también se guarda de emplear mal la confianza del otro en el amor. Amor que pueda ser feliz en el futuro ha echado raíz. El efecto de la mujer y su ser es mucho más cercano a los orígenes para nosotros, menos transparentes, por lo tanto providencial pero más fundamental. &lt;b&gt;Tenemos un efecto solamente en cuanto somos capaces de dar - si el regalo es aceptado siempre inmediatamente, o en su total, es una cuestión de poca importancia. Y nosotros, cuanto mucho, sólo tenemos el derecho de existir si somos capaces de que nos importe.&lt;/b&gt; &lt;b&gt;Nosotros podemos dar solamente lo que pedimos de nosotros mismos.&lt;/b&gt; Y es la profundidad con la cual yo mismo puedo buscar mi propio Ser, que determina la naturaleza de mi ser hacia otros. Y ese amor es la herencia gratificante de la existencia, que puede ser. &lt;b&gt;Y así es que la nueva paz se desprende de tu rostro, el reflejo no de una felicidad que flota libremente, pero sí de la resolución y la bondad en las cuales tú eres enteramente tú.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;Tu Martin.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-4456474694924730581?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/4456474694924730581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/o-maior-amor-de-todos-os-tempos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/4456474694924730581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/4456474694924730581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/o-maior-amor-de-todos-os-tempos.html' title='o maior amor de todos os tempos'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6bdLweOkK0k/TtQ4F9dFzcI/AAAAAAAABvI/yomwlR2FktM/s72-c/livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-1226843033002214827</id><published>2011-11-27T21:50:00.001-02:00</published><updated>2011-11-27T22:54:14.678-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meeedo'/><title type='text'>viver é muito perigoso</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KgMOEMvgjcI/TtK8n2hYJgI/AAAAAAAABu4/TtCT1xwpzbU/s1600/55.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-KgMOEMvgjcI/TtK8n2hYJgI/AAAAAAAABu4/TtCT1xwpzbU/s320/55.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha primeira tatuagem foi meu dragão, no pé direito, a considerável tempo atrás, alguma coisa como 2004 ou 2005. Foi a primeira tatuagem e, claro, a que mais doeu. Tatuar o pé inteiro é a pior dor possível. A sensação é de uma faca quente e extremamente afiada arrancando paulatinamente toda a pele do pé. A sensação nos dias seguintes é a de ter enfiado o pé numa lareira e deixado lá por umas duas horas, não é que o negócio arde, o negócio queima o tempo inteiro. Mas eu gostei muito do meu dragão, gosto muito dele, adoro pensar sapatos e cores pras unhas do pé que combinem com ele. É quase meu animalzinho de estimação. E tampouco a dor surreal do seu nascimento me fez evitar tatuagens; depois dele, seguiram-se outras 5 que, como ele, são repletas de significados e de histórias - eu realmente aprecio a arte da tatuagem. Quem me pergunta o significado desta ou daquela tatuagem sempre escuta como resposta: &lt;i&gt;"Você tá com tempo agora?"&lt;/i&gt;, porque nenhum risquinho nesse corpo aqui é banal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas se alguém me perguntasse se eu faria a tatuagem de novo, a do dragão, talvez eu sinceramente respondesse que não, por um singelo motivo: doeu demais. Me orgulho do resultado, que me faz feliz pra caramba, não me arrependo de tê-lo feito, mas não, não faria de novo. Doeu demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que me faz pensar, aonde é que eu estava com a cabeça quando decidi tatuar um dragão no pé? O lugar do corpo que todo mundo sabe que dói horrores? A segunda tatuagem, uma rosa dos ventos no braço esquerdo, demorou dois anos depois do dragão pra ser concebida, porque eu achava que toda tatuagem doía aquele tanto. A segunda tatuagem não doeu nada. Nadica de nada. Parecia que o tatuador estava arranhando, docemente, meu braço. Uma unhada de gato teria doído mais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7AFdmL6n6UY/TtLEnv-hkRI/AAAAAAAABvA/Dlr1razj5SU/s1600/gato_corajoso.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="136" src="http://3.bp.blogspot.com/-7AFdmL6n6UY/TtLEnv-hkRI/AAAAAAAABvA/Dlr1razj5SU/s200/gato_corajoso.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;animal arisco, domesticado esquece o risco...&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando eu penso aonde é que eu estava com a cabeça quando decidir tatuar um dragão do pé, automaticamente vêm a minha mente questionamentos parecidos, sobre diversos momentos aonde eu fui lá, completamente consciente da dor inerente ao processo, mas mesmo assim eu fui lá, com todo esse 1.55m de pura coragem e mandei ver: senhor tatuador, eu quero um dragão no meu pé direito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De todas as formas, eu sempre fui até o final, mesmo ferida, sufocando meu gemido, com direito até a roupas e sonhos rasgados na minha saída. E acho que nunca consegui, de verdade, me arrepender de nada. Mas algumas coisas eu simplesmente não faria de novo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que a gente vai ficando mais velho, acho não, a gente vai ficando mais velho e vai ficando mais cagão. A gente vai ficando mais velho e entende o que o Rosa quis dizer por "viver é muito perigoso". Cara, viver é perigoso pra caramba! De repente a gente acorda e pensa: fiz merda. Fiz merda grande. De repente a gente acorda no meio da noite e dói pra caramba. E pior, de repente a gente se pega pensando: "isso não vai dar certo, não vou nem tentar ir por aí".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é possível que o benefício da experiência não destrua o benefício da impulsividade pueril? Porque a impulsividade pueril pode levar a grandes penhascos, sem dúvida, mas também nos leva a inimagináveis eventos, sem os quais a vida seria francamente insustentável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cuidado brother, cuidado sábio senhor, é um conselho sério pra vocês: eu morri e nem sei mesmo qual foi aquele mês... metrô linha sete-quatro-três...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-1226843033002214827?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/1226843033002214827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/viver-e-muito-perigoso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/1226843033002214827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/1226843033002214827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/viver-e-muito-perigoso.html' title='viver é muito perigoso'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-KgMOEMvgjcI/TtK8n2hYJgI/AAAAAAAABu4/TtCT1xwpzbU/s72-c/55.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-4715974524086206220</id><published>2011-11-24T22:27:00.000-02:00</published><updated>2011-11-24T22:27:43.527-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relationships'/><title type='text'>regra três</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das coisas que me faz sentir orgulho de ser brasileira &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(e são bem poucas mesmo, eu não sou nada patriota, apesar de gostar muito do Brasil)&lt;/span&gt;, é poder ouvir Toquinho e Vinícius com a mesma propriedade que um anglófono pode ouvir Lennon and McCartney. Eu sei que o que vou dizer é bastante óbvio, não vai mudar a vida de ninguém, mas Vinícius de Moraes é muito gênio! Muito gênio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/cKp0dvQ4Ojo" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;b style="color: #660000;"&gt;Tantas você fez que ela cansou&amp;nbsp;/&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Porque você, rapaz &lt;/b&gt;/&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Abusou da regra três&amp;nbsp;&lt;/b&gt;/&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;&amp;nbsp;Onde menos vale mais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;/&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;Da primeira vez ela chorou&amp;nbsp;/&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;Mas resolveu ficar /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&amp;nbsp;É que os momentos felizes&amp;nbsp;/&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;inham deixado raízes no seu penar /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&amp;nbsp;Depois perdeu a esperança&amp;nbsp;/&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;&lt;b&gt;Porque o perdão também cansa de perdoar &lt;/b&gt;&lt;b&gt;/&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: #660000;"&gt;Tem sempre o dia em que a casa cai /&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;&amp;nbsp;Pois vai curtir seu deserto, vai.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;/&amp;nbsp;Mas deixe a lâmpada acesa&amp;nbsp;/&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;&amp;nbsp;Se algum dia a tristeza quiser entrar /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;E uma bebida por perto&amp;nbsp;/&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;Porque você pode estar certo que vai chorar..&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="color: #666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;O que não deixa de ser uma outra forma de dizer: "NÃO BURRO, NÃO!", ou ainda:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: normal;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: normal;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/cLD5SVctBrw" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="color: #666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: normal;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;You're gonna lose that girl&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt; /&amp;nbsp;You're gonna lose that girl&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;/&amp;nbsp;If you don't take her out tonight, /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;She's gonna change her mind /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&amp;nbsp;And I will take her out tonight, /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;&amp;nbsp;And I will treat her kind&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;/&amp;nbsp;You're gonna lose that girl /&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;You're gonna lose that girl /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&amp;nbsp;If you don't treat her right, my friend, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;/&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;You're gonna find her gone &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;/&amp;nbsp;'Cause I will treat her right and then /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;You'll be the lonely one /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;You're gonna lose that girl /&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;You're gonna lose that girl /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&amp;nbsp;You're gonna lose.. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;/&amp;nbsp;I'll make a point of takin' her /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&amp;nbsp;Away from you /&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;Watch what you do &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;/&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&amp;nbsp;The way you treat her, /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;What else can I do? /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&amp;nbsp;You're gonna lose that girl /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;You're gonna lose that girl /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;You're gonna lose.. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;/&amp;nbsp;I'll make a point of takin' her &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;/&amp;nbsp;Away from you /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;Watch what you do /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&amp;nbsp;The way you treat her, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;/What else can I do?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;/&amp;nbsp;If you don't take her out tonight,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt; /&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;She'd gonna change her mind /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&amp;nbsp;And I will taker her out tonight, /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;And I will treat her kind /&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;You're gonna lose that girl...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(Aliás, o filme&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0059260/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;HELP,1965&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;, dos Beatles é um clássico da categoria MUST SEE! A história é muito boa, os "fabulosos quatro" estão impagáveis, e essa cena da &lt;i&gt;You're gonna lose that girl&lt;/i&gt;, no final, quando os árabes cortam o chão aonde está a bateria do Ringo é absolutamente genial!).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-4715974524086206220?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/4715974524086206220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/regra-tres.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/4715974524086206220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/4715974524086206220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/regra-tres.html' title='regra três'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/cKp0dvQ4Ojo/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-6979825471644900000</id><published>2011-11-23T01:14:00.001-02:00</published><updated>2011-11-23T01:20:02.030-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='undefined'/><title type='text'>a arte de sorrir mesmo quando o mundo diz não</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessas horas, só o cinema salva. Sério mesmo que existe um filme como o&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0361748/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Inglourious Basterds, 2009&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;? Como é possível que roteiro, atuação e timing sejam tão perfeitos em um só filme? Eu acredito piamente que aquela cena final &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(SPOILER!)&lt;/span&gt;, do Brad Pitt dizendo: &lt;i&gt;"é a minha obra prima"&lt;/i&gt; é o Tarantino falando sobre o próprio filme. E vejam bem, estamos falando do Tarantino, nego bom, nego que já chegou no ponto da consagração absoluta, que nem precisava fazer um filme tão bom pra ser considerado genial, o cara já era gênio antes. Mas tem gente que sabe brincar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessas horas, quando a gente tenta ficar bem, quando a gente tenta acreditar que amanhã será outro dia, que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, nessas horas quando todos os maravilhosos clichês da música popular brasileira pululam na nossa rádio mental, nessas horas é que eu penso, que não existe nenhuma negação em nenhuma língua do planeta que seja tão afirmativa como o nosso NÃO. O a.k.a.&amp;nbsp;&lt;i&gt;ene-a-ó-til-não&lt;/i&gt;. Porque quando a gente fala em inglês, francês, espanhol, o que seja, sempre parece que tem volta. Agora, NÃO, não tem volta. NÃO é de uma proporção monumental.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessas horas não há muito o que se fazer, mas sempre existe Beatles, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-cUaO1P2mfo" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;the long and winding road that leads&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; à nossa sanidade mental.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt; [em "à nossa sanidade mental, esse "à" é craseado mesmo?]&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessas horas também, quando o que vier é lucro, quando &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tuGjBNSRi1c" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;when you got nothing, you got nothing to lose&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, a gente vê super bem quem ajuda, quem sempre ajudou, quem está por perto, quem sempre esteve, quem não ajuda porra nenhuma, quem não consegue nem por um segundo pensar que existe alguma coisa além do próprio umbigo, quem só fala merda e sempre falará e quem se preocupa de verdade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que no fundo isso ajude muito, porque quando a gente chega ao ponto de que um banho por dia se transforma numa tarefa tão árdua quanto uma obra prima do cinema, quando fazer uma refeição por dia parece mais difícil do que uma equação de segundo grau, quando acordar é só uma constatação melancólica de que a morte súbita não chegou durante o sono, quer dizer que a coisa tá séria. Tipo, rugas de preocupação pra toda a galera que não ajuda não através da omissão, e sim através da nobre arte de atrapalhar. Vocês são tão do tamanho exato da própria doçura que carregam. BeijoNÃOmeliga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessas horas, a gente aprende a dizer não também. E depois de dizer não pro mundo todo, vem o aprendizado mais difícil, dizer não pra gente mesmo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que fica depois é a arte de sorrir aquele sorriso bobo parecido com soluço, enquanto o sim espera entalado na garganta, se guardando pra quando o carnaval chegar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-6979825471644900000?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/6979825471644900000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/arte-de-sorrir-mesmo-quando-o-mundo-diz.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/6979825471644900000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/6979825471644900000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/arte-de-sorrir-mesmo-quando-o-mundo-diz.html' title='a arte de sorrir mesmo quando o mundo diz não'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-2560552799458802203</id><published>2011-11-16T17:02:00.001-02:00</published><updated>2011-11-16T17:17:22.432-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carioca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brasil'/><title type='text'>rio maravilha, nós gostamos de você</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-f94QdmkV6NU/TsQL7s96B1I/AAAAAAAABuo/hQ93xqTMZgY/s1600/malandro3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-f94QdmkV6NU/TsQL7s96B1I/AAAAAAAABuo/hQ93xqTMZgY/s400/malandro3.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;De todas as cidades aonde eu já estive, descontando as que eu morei, a cidade do Rio de Janeiro é a que eu mais conheço. E a que eu mais gosto, se não fosse Barcelona. Já passei uma temporada em Irajá, outra em Copacabana, outra em Niterói, outra na Ilha do Governador, outras três na Tijuca, e duas semanas inesquecíveis em Santa Teresa, disparado o meu bairro preferido da minha quase-preferida cidade. Tive a sorte de desvendar a cidade maravilhosa na companhia de cariocas de mais alta estirpe, gente fina, elegante e sincera, que aos poucos foram me ensinando o carioca-way-of-life.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas de tudo que me faz amar o Rio de Janeiro &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;- e olha que tem coisa pra caramba&lt;/span&gt;, não tem jeito, o melhor do Rio é o carioca. Tenho inúmeros exemplos, mas vou deixar aqui os dois últimos, dessa última estada em solo carioca:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-B95iyWtzAxE/TsQMItw9NhI/AAAAAAAABuw/03ySBrROT84/s1600/malandro1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-B95iyWtzAxE/TsQMItw9NhI/AAAAAAAABuw/03ySBrROT84/s320/malandro1.jpg" width="204" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;1) O carro do Mateus foi parado na blitz. O Rio tá todo empipocado de polícia, por causa da ocupação da Rocinha, tem uma blitz em cada esquina, e numa dessas, na volta do cinema, pararam a gente. Mateus desce do carro, o moço pede documentos, Mateus estava com a revisão atrasada. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(algo do tipo, não sei, não entendo porra nenhuma de carros)&lt;/span&gt;. Encosta o carro, Mateus sai do carro com uma nota de VINTE REAIS pra pagar o cafezinho do polícia e convencer o moço a não rebocar o carro. Tipo assim, na mesma semana que um policial recusou UM MILHÃO DE REAIS pra liberar o Nem. E o Mateus com um mico na mão. Resposta do polícia:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"- Não tem 100?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tipo assim, na malandragem. E se fosse em São Paulo? Fico me perguntando o que um policial da cidade da garoa responderia a uma tentativa de suborno de 20 reais. "- Tu ta de brincadeira, né?". No mínimo, pra começar a conversa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) Voltando pra casa com a Dé, minha amiga fluminense, a Dé com um maço de Lucky Strike vermelho e outro de Free na mão, um sujeito nos aborda pedindo um cigarro. A Dé pergunta: "pode ser vermelho?", porque ela tava abrindo o maço do Lucky Strike, o do Free ainda tava fechado, e o moço responde: "olha, eu prefiro o Free, porque vermelho é muito forte". Tipo assim, tá de brincadeira, né?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diálogos que só são possíveis no Rio de Janeiro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-2560552799458802203?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/2560552799458802203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/rio-maravilha-nos-gostamos-de-voce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/2560552799458802203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/2560552799458802203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/rio-maravilha-nos-gostamos-de-voce.html' title='rio maravilha, nós gostamos de você'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-f94QdmkV6NU/TsQL7s96B1I/AAAAAAAABuo/hQ93xqTMZgY/s72-c/malandro3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-5829343255486538494</id><published>2011-11-08T14:01:00.003-02:00</published><updated>2011-11-08T14:10:58.621-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universidade'/><title type='text'>sobre porque e como eu defendo a PM no campus da USP</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente não acredito que eu seja uma sumidade no assunto, estive na USP três vezes na vida e ainda assim, por um par de horas, sinto um considerável desconforto ao pronunciar a sigla PM, mas ainda defendo sua atuação no campus da USP.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei sabendo do perrengue PM na USP pelo facebook, por postagens de amigos (uspianos em maioria) que apoiavam uma maior presença da Polícia Militar no campus da universidade. Acompanhei também os casos recentes de violência no campus, a morte do estudante de 24 anos em maio que horrorizou todo mundo. Eu também já estudei numa universidade pública, e venho acompanhando também as notícias de violência, assustadoras e crescentes, no bairro universitário de Campinas, Barão Geraldo, um distrito que orbita em torno da universidade, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(tendo eu mesma já sido vítima de uma das ocorrências)&lt;/span&gt;. Me preocupo &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(muito)&lt;/span&gt; por meus amigos que estudam na USP, que freqüentam o campus diariamente, especialmente a noite, e me preocupo também pela universidade pública, e, como qualquer pessoa de bom coração, não, eu não gosto de polícia, muito menos de polícia militar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que o problema é mais embaixo, muito mais embaixo do que jornalista babaca dizendo &lt;i&gt;aqui só tem maconheiro pau no cu&lt;/i&gt;, muito mais embaixo do que um movimento estudantil ridículo que associa PM à repressão da ditadura militar, me parece óbvio. Mas explico: a violência que ataca a(s) universidade(s) é uma resposta dolorosa e tardia ao seu afastamento da sociedade, a quem deveria servir. O problema é a imensa hipocrisia social do slogan "universidade para todos", contrariado dia após dia, década após decáda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VrDn2C0jZc4/TrkzThrJ0bI/AAAAAAAABt4/9-P7xY-Fn7g/s1600/violencia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://4.bp.blogspot.com/-VrDn2C0jZc4/TrkzThrJ0bI/AAAAAAAABt4/9-P7xY-Fn7g/s200/violencia.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nem é só um problema no que concerne a sua criação, sempre idealizada, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;seja a UNICAMP, que eu conheço um pouco melhor, ou a USP&lt;/span&gt;, por uma elite e para servir a uma elite. É um problema que é alimentado constantemente, na medida em que o imenso lado dos excluídos só faz aumentar e a pequena parcela dos que fazem parte se esforçam por se isolar. Se formar em História na UNICAMP pra ser professor? Só se for pra ser professor universitário, ninguém pode pensar a sério em fazer uma carreira no ensino médio ou fundamental! Isso é coisa pra quem fez UNIP, e não UNICAMP. Ou USP. O preço do privilégio, a gente tá pagando agora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas talvez seja mais elucidativo explicar pela negação. A violência no campus NÃO é decorrência da guerra do tráfico, NÃO é porque os estudantes da FFLCH &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(ou qualquer outro instituto, posto que nem de longe é só nas humanas que se fuma maconha, ou é onde se fuma mais: eu por exemplo nunca encontrei tanta variedade de drogas como em festas da medicina da UNICAMP)&lt;/span&gt;, fumam maconha, não é porque os traficantes freqüentam o campus. Os traficantes não fazem parte do campus, eles, seus filhos e toda a família deles.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a violência existe, e o pensamento tropa-de-elite dissemina nas mídias a idéia de que todo o problema são filhinhos de papai que querem fumar maconha. Então a gente coloca tudo no mesmo saco: o assassinato do garoto no campus e o usuário de entorpecentes são dois graves problemas que precisam ser igualmente combatidos. Então a presença da PM no campus é mais do que justificada - é necessária, e de quebra a gente retrocede uns 15 anos na questão da descriminalização do usuário de entorpecentes &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;- é tudo maconheiro pau no cu&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas daí a violência &lt;a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/05/pm-estava-no-campus-da-usp-quando-estudante-foi-morto.html" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;ainda existe&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e continua aumentando. Quem mais tem argumentos &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(e legitimidade, uma vez que eles estão lá dentro; eu, por exemplo, não)&lt;/span&gt; para protestar contra a presença da PM no campus, o que faz? Bate na cara da polícia com o livro do Marx? Sério? Faz festa pra promover a integração dos estudantes? &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(a-ham, tá bom que tem ALGUM sentido político real nessas festas)&lt;/span&gt;, vai bater panela com seu óculos ray ban, sua blusa da GAP e seu tênis new balance? Faz pichações nas paredes da reitoria demonstrando claramente a seriedade do projeto? Nossa gente, parabéns. Agora dá pra vislumbrar o fim do problema da violência.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Ajg0xzicZ0Q/TrlAd1XF8UI/AAAAAAAABuY/ZW3wuM3SIp8/s1600/manifesto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ajg0xzicZ0Q/TrlAd1XF8UI/AAAAAAAABuY/ZW3wuM3SIp8/s320/manifesto.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_YNwoPwZdIQ/TrlAcLghkAI/AAAAAAAABuI/KA8YKD9k4q4/s1600/festejar.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://4.bp.blogspot.com/-_YNwoPwZdIQ/TrlAcLghkAI/AAAAAAAABuI/KA8YKD9k4q4/s320/festejar.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fGkgABsITlQ/TrlAdIILbvI/AAAAAAAABuQ/X-FtIne0_gA/s1600/gap.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-fGkgABsITlQ/TrlAdIILbvI/AAAAAAAABuQ/X-FtIne0_gA/s320/gap.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-U3RDO-DJ0Yw/TrlAbVqHXEI/AAAAAAAABuA/jq0-L_0DNoY/s1600/saci.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://4.bp.blogspot.com/-U3RDO-DJ0Yw/TrlAbVqHXEI/AAAAAAAABuA/jq0-L_0DNoY/s320/saci.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a mídia insiste em colocar o movimento estudantil como um projeto infantil e inconseqüente, os estudantes ajudam&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;- e muito&lt;/span&gt;, no trabalho. Mimimi: &lt;i&gt;o movimento estudantil não tem como se expressar na grande mídia&lt;/i&gt;. Sério mesmo? Num mundo com internet, blogs, youtube, facebook, twitter, etc, não dá pra conseguir se expressar de uma forma coerente e articulada? Eu entendo as passeatas, as pichações, o bate-panela dos anos 70, em um mundo aonde não haviam outras formas de se expressar, em um mundo aonde a censura não era apenas real, mas institucionalizada. Hoje, essas atitudes não fazem mais o menor sentido e só acabam por colocar um grande rótulo nos estudantes: maconheiro-pau-no-cu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos melhores argumentos &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;a href="http://utopando.wordpress.com/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;esse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;e&lt;/span&gt; &lt;a href="http://paulopimenta.com.br/imprensa/noticias/paulo-teixeira-%E2%80%9Ctres-estudantes-fumando-maconha-nao-ameacam-seguranca-de-ninguem%E2%80%9D/#.TrlIS_S1CW4" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;esse&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;por exemplo)&lt;/span&gt; que eu encontrei, os mais lúcidos e coerentes, defendendo uma postura contrária a atuação da PM na USP, um ponto chama atenção. A defesa da universidade como espaço de livre pensamento, &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;"Historicamente, os jovens sempre tiveram ali uma espécie de território livre. É um espaço de expressão de uma série de manifestações e hábitos da juventude, considerados normais e que fora dali não poderiam ser compreendidos. (...) Amanhã um casal flagrado namorando "mais exageradamente" pode ser abordado de forma desastrosa, com sérias conseqüências. PM e estudantes no mesmo ambiente não combinam. Há sempre uma estranheza".&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(deputado Paulo Pimenta)&lt;/span&gt;. Mas então, eu me pergunto: essa idéia de território livre, de espaço a parte da sociedade, não era mesmo a raiz do problema? Porque defender a idéia que o espaço da universidade seja um espaço livre ao invés de defender a descriminalização da maconha na sociedade inteira?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No ano quando eu ingressei na UNICAMP, em 2002, a segurança do campus (bastante menor do que o da USP) tinha sido terceirizada. Tinha segurança pra tudo quanto é lado, um horror. Uma amiga estava tomando aulas de direções com o namorado, a noite, quando tinha pouquíssimo movimento nas ruas do campus. Os seguranças pararam o carro, que, claro, estava dando várias voltas no mesmo lugar, e pediram aos dois que parassem as aulas. Horrível, né? Um ano depois, proibiram as festas dentro do campus, e namorar "mais exageradamente" se transformou em um plano impossível, sempre tinha um segurança pra cortar o barato. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(felizmente eu ainda aproveitei um ano de festa!)&lt;/span&gt;. &amp;nbsp;Não importa o quanto escondido fosse o cantinho. Um fim de tarde, não me lembro porque, eu estava triste, e sentei num banco mais afastado, queria ficar sozinha. Adivinha? Surgiu do nada um segurança perguntando se eu estava bem. E era apenas um segurança, e não um PM, ou seja, meu incômodo foi bem menor.&amp;nbsp;Mas sim, os estupros, assaltos, roubos de carros, diminuíram, e MUITO.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barão Geraldo, o bairro-distrito de Campinas aonde fica a UNICAMP, é uma cidade, contando com 50 mil habitantes fixos 20 mil não-residentes. É um bairro classe média alta, composto majoritariamente pela população estudantil. Tem uma delegacia de polícia, isso eu tô falando de um distrito dentro da cidade de Campinas, uma das cidades mais violentas do país. A delegacia de Barão Geraldo fecha às 19:00hrs. Experimenta ser assaltado depois do horário comercial, pra ver o trabalho que dá! &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(Eu mesma, duas vezes)&lt;/span&gt;. Em julho desse ano, uma onda de estupros varreu Barão Geraldo, sendo o caso mais &lt;a href="http://comunicadorespopulares.org/2011/08/relato-de-uma-mulher-estuprada-em-barao-geraldo/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;chocante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;o da estudante que foi estuprada enquanto uma viatura da polícia estava fechando uma festa, em uma república. Em outras palavras: uma onda de estupros varreu o bairro universitário de uma das cidades mais violentas do país. Como isso foi possível? Barão Geraldo foi por muito tempo a Terra do Nunca, o Campus da USP, esse espaço afastado da grande cidade, dos problemas da sociedade, da sociedade como um todo. Um &lt;i&gt;território livre&lt;/i&gt;, pra usar as palavras do deputado, que já não existe mais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ajUBA5lBZAo/TrlPqkGM5tI/AAAAAAAABug/amUe5mmnPYk/s1600/opressao.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-ajUBA5lBZAo/TrlPqkGM5tI/AAAAAAAABug/amUe5mmnPYk/s200/opressao.jpg" width="154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais polícia não resolve nada? Permitir uma maior atuação da polícia militar no campus da USP é pagar violência com violência, gerando mais violência? Num mundo perfeito, sim. Aumentar a PM no campus, fazer com que o espaço universitário seja cobrado de acordo com as mesmas regras que regem o resto da sociedade, é tapar o sol com a peneira, como se assim universidade e sociedade fossem a partir disso magicamente interagir como deveriam? Não tenho dúvidas, se essa interação um dia acontecer de uma forma mais plena e justa, não vai ser a partir da PM. Mas também não vai ser pelas mãos do movimento estudantil. E não é que "apenas" essa interação não vai acontecer por obra do movimento estudantil, o problema da violência &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(mais urgente no momento, mas não mais importante no geral)&lt;/span&gt; também não vai se resolver &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(ou diminuir)&lt;/span&gt; com a retirada da PM no campus. Mas eu ainda acredito que mortes podem ser evitadas, assaltos podem ser reduzidos ou consideravelmente inibidos, o mesmo para estupros. E eu acho isso um ótimo remendo por agora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ainda assim é um ótimo remendo. E uma ótima oportunidade para se começar a discutir o problema real, antes que a bomba volte a estourar. Porque ela vai, sobretudo se ambos lados continuarem a ignorar as raízes reais do problema.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-5829343255486538494?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/5829343255486538494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/realmente-nao-acredito-que-eu-seja-uma.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/5829343255486538494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/5829343255486538494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/realmente-nao-acredito-que-eu-seja-uma.html' title='sobre porque e como eu defendo a PM no campus da USP'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-VrDn2C0jZc4/TrkzThrJ0bI/AAAAAAAABt4/9-P7xY-Fn7g/s72-c/violencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-2828605250099911442</id><published>2011-11-03T22:31:00.005-02:00</published><updated>2011-11-05T23:21:20.336-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meeedo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relationships'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>da série "diálogos", o amigo e eu</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Clh42sot8WY/TrM822rYVaI/AAAAAAAABrA/lR5AR84ymzI/s1600/calvin-e-a-culpa1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-Clh42sot8WY/TrM822rYVaI/AAAAAAAABrA/lR5AR84ymzI/s320/calvin-e-a-culpa1.jpg" width="247" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Oiê!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Hey baby! What's up?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Te liguei outro dia, mas ninguém atendeu...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Sério? Estranho, eu não vi.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É, foi de tarde. Depois que eu vi que você tinha viajado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Ééééé! Fui visitar a minha sobrinha linda!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Queria perguntar se você ficou encanada com as coisas que eu te falei quando a gente se viu...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Heim? Tipo o quê?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tô perguntando porque eu li no seu blog você falando exatamente sobre as coisas que a gente conversou no dia da Starbucks, sobre futuro e/ou relações amorosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Tipo meu último post? Pra ser sincera eu nem me lembro da nossa conversa esse dia...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acho que sim, ou no penúltimo. Peraí que eu vou procurar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- O que eu disse exatamente no post?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aqui ó, quando você falou sobre o Being Erica: &lt;i&gt;"Mas se todos os meus colegas de faculdade, que estudaram História como eu, se todos eles, ou a maioria deles, estão super bem na vida, como é que eu fui acabar no shopping, justo eu, que ODEIO shoppings? BAD CHOICES. Se eu, que sou esse ser tão passional, encantador, eu que já vivi grandes amores, já amei muito nessa vida e também já fui amada com ardor e paixão, porque eu estou amargando na rua da solidão? BAD CHOICES"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Hum... ah, sei lá...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu li isso e lembrei que a gente tinha conversado exatamente sobre esses dois pontos pouco antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Bem, eu meio que tô numas de achar que eu fiz tudo errado... mas sério mesmo, a gente chegou a conversar sobre isso? Eu totalmente não lembro!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- hahahaha, sim, chegamos. Na primeira ocasião eu perguntei pra você, no ponto de ônibus, sobre que objetivo profissional você teria, e etc, etc. E na segunda ocasião, quando a gente tava tomando café, quando eu falei sobre você ser passional e sobre as suas histórias afetivas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Ahhh sim, agora me lembro! Lembro de ter te respondido no ponto de ônibus: &lt;i&gt;"que pergunta é essa? aquelas perguntas estilo como-você-imagina-sua-vida-daqui-a-cinco-anos?"&lt;/i&gt;, rs.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Então, acho que ando pensando tanto nessas questões que nem percebo mais quando estou falando sobre elas, rs.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu imagino. De qualquer forma, eu acho - e acho mesmo - que não é legal você se culpar pelas escolhas que você fez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Eu estou tentando não me culpar, e culpar o mundo ao invés de me culpar. Alguém tem que pagar o pato.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sNlG_XkawCI/TrM41voEU-I/AAAAAAAABqg/DfPt6HpnxVM/s1600/culpa1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="163" src="http://2.bp.blogspot.com/-sNlG_XkawCI/TrM41voEU-I/AAAAAAAABqg/DfPt6HpnxVM/s320/culpa1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sabe, a gente faz escolhas certas e erradas todos os dias, e eu gosto da resposta do psicanalista pra Erica: não dê tanta importância a isso. Bem, quando eu tô mal eu prefiro me culpar por algumas coisas e o mundo por outras. No fundo, é isso mesmo, meio a meio. SÓ QUE: o sentimento de culpa não serve pra nada além de levar a gente mais pra baixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Não é exatamente culpa, sabe?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Responsabilidade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- É que às vezes dá vontade de ter feito diferente, é um "sentimento de acaso", let's put this way.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como assim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JRgXa6MUsm0/TrM5vs1pgDI/AAAAAAAABqo/YTouoWXv_dw/s1600/culpa4.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-JRgXa6MUsm0/TrM5vs1pgDI/AAAAAAAABqo/YTouoWXv_dw/s200/culpa4.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;(os sinais eram tão óbvios!)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Falo de coisas pequenas, ou que eu coloco como pequenas... eu poderia ter ficado mais tempo em Montreal, poderia não ter deixado Barcelona, poderia ter arrumado um jeito e não ter pedido demissão da loja em São Paulo. Minha vida hoje seria tão diferente se eu tivesse tomado pequenas outras decisões... que não foram decisões "erradas" ou "certas", eu só penso que poderia ter sido diferente e agora talvez eu estivesse mais feliz. Porque agora não dá pra voltar atrás: eu não sou mais a mesma pessoa, mesmo que eu voltasse pro Canadá ou pra Espanha, eu não sou mais a mesma. Eu tomei as decisões que eu tomei acreditando que certas coisas fossem acontecer, e elas não aconteceram, e agora eu tô um pouco perdida. E com um pouco de medo dessa história de trabalhar em um navio... mas enfim, parece ser o melhor a fazer agora. Dá pra entender?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Claro. Aliás, eu fico contente de ver você me dizendo tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Porquê?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não pela questão da culpa sobre as escolhas que mudaram a sua maneira de ser, por um provável pesar que você tenha pelas suas decisões do passado, claro que não. Mas principalmente porque tudo isso que você está me dizendo faz parte de uma coisa importante que está ocorrendo agora na sua vida e que a gente passa por ela todos os dias: você está mudada porque está mais madura, mais calejada, e conseqüentemente mais apta hoje para tomar decisões que falem mais por você. Falar sobre isso aí é a mesma coisa que falar sobre a difícil e áspera estrada do amadurecimento. Olha eu, por exemplo. Minhas escolhas afetivas, antes do meu namoro atual, só me trouxeram de mais intenso a angústia.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YQ5zxV6vnUs/TrM7Orq5J4I/AAAAAAAABqw/MQ4TihZg2K8/s1600/culpa6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-YQ5zxV6vnUs/TrM7Orq5J4I/AAAAAAAABqw/MQ4TihZg2K8/s320/culpa6.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- É bem essa vibe de estar calejada mesmo. Gato que já levou tijolada não dorme em telhado de olaria, né?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu estive por anos e anos dentro de um relacionamento super complicado, daí comecei um novo, e aceitei o MESMO DE NOVO, e de novo cultivar a mesma espécie de relação unilateral. Se eu conhecesse meu namorado de hoje naquela época, alguém que me oferece calma, um amor mais participativo e construtivo, eu não sei se aceitaria. São decisões mais emocionais mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Eu entendo, é meio que o passado é uma roupa que não nos serve mais...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu acredito numa coisa e isso hoje pra mim não tem nada a ver com tédio, chatice ou com deixar a felicidade de lado, porque isso que eu vou falar é MAIS uma ferramenta que a gente tem para conseguir ser feliz: amadurecer é chegar um pouquinho mais perto da razão, deixar de ser intempestivo, de fazer o que dá na telha na hora em que dá na telha, de se jogar na vida toda hora. Envolve menos stress.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Ou também é apenas uma forma de sentir medo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como assim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yzIE6kWjk3U/TrM7_l132VI/AAAAAAAABq4/OCc5vsQAFlw/s1600/culpa7.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-yzIE6kWjk3U/TrM7_l132VI/AAAAAAAABq4/OCc5vsQAFlw/s320/culpa7.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zmfX8s3_ezM" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Dear Prudence&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, wont you come out to play?"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Eu sinto um pouco de falta da sensação de fazer o que dá na telha. Faz um tempo que eu não falo mais com o meu ex, ele me manda emails que eu não respondo, que eu não quero responder. Simplesmente porque eu não quero ficar nesse eterno joguinho, quero passar pra frente, move forward... porque eu já sei no que vai dar: meses e mais meses de angústia aonde não vamos resolver nada, não vamos ficar juntos, por uma total incapacidade dele de lidar com a vida, e não há nada que eu possa fazer. Então, eu simplesmente não respondo mais os emails dele, porque eu não tenho o que dizer. Mas às vezes eu morro de vontade de mandar emails falando sobre qualquer coisa, sei lá, enviar anexado uma música do Roberto Carlos. Mas eu SEI que é melhor NÃO, I've been there before, eu sei que não vai levar a nada. Ou então não é nada disso, e esse discurso todo é apenas medo de sofrer. Antigamente, a Patrícia não tinha medo. Ela ia lá, se ferrava, voltava chorando, lambia as feridas, ia lá, se ferrava de novo, e assim sucessivamente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu entendo, mesma coisa aqui. Mas eu acho que você está falando sobre duas coisas diferentes, que é legal você separar. Uma coisa é a Patrícia que não tinha medo porque ACREDITAVA que as coisas podiam dar certo com aquela ou aquela pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- É, agora me contaram que Papai Noel não existe e o natal se transformou em uma data consumista...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Outra coisa é a Patrícia que já viveu o suficiente para entender que certos comportamentos não vão levar a lugar nenhum. E isso essa Patrícia já sabe, não é pessimismo, amargura, teria que ser muito superficial para julgar isso como amargura. Mas sim amadurecimento. Se a gente já SABE onde leva uma estrada e esse lugar é um chiqueiro cheio de bosta, pra que tomar a estrada?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Espero que seja isso mesmo...mas isso eu só vou saber quando encontrar uma estrada novinha em folha e fazer que nem antigamente: "uau! que estrada legal! quero andar nela todinha!", rs.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Isso eu também acho...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Por enquanto tô numa vibe meio "preguiça de pegar a estrada, vou ver um filme na TV".&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu acho que você tem todo esse direito. Depois de tanto esforço, você se cansou, se machucou, precisa descansar. Ponto. Muita gente entende isso como sucumbir a algo, como fraqueza ou qualquer besteira dessas que o povo adora repetir feito papagaio. Eu acho mais um sinal de força, não é qualquer pessoa que assume a frase: "eu preciso dar um tempo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;- Bem, não é que eu me sinta mais forte agora, mas digamos que eu me sinto menos fraca.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você é forte, Patrícia, sempre foi. Pegou a malinha e deu as caras pelo mundo, foi sozinha, deixou a família e amigos, viajou de novo, tentou de tudo. Caiu? E daí? Você tentou pra caralho, foi com tudo o que tinha de bom, agiu, deu a cara pra bater e foi sem medo. Quanta gente que você vê por aí, medíocre, que aos 45 anos de idade sequer saiu da casa dos pais pra viajar de férias com a namorada pra Buenos Aires porque tem medo de avião? GENTE PRA CARALHO FAZ ISSO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="color: #660000;"&gt;- Hahahahahahahahaha. (RINDO ALTO AQUI). &lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;[piada interna] &lt;/span&gt;&lt;b style="color: #660000;"&gt;Ops, campainha tocando... vou ter que sair...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vai lá. Eu vou tomar um banho e ver um filme. Mando um beijo - e pára com essa história de culpa! Entenda que é bom se responsabilizar, mas não se culpar, são coisas diferentes. Culpa é coisa exclusiva para assassinos malvados - e só! Beijo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-2828605250099911442?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/2828605250099911442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/da-serie-dialogos-o-amigo-e-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/2828605250099911442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/2828605250099911442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/da-serie-dialogos-o-amigo-e-eu.html' title='da série &quot;diálogos&quot;, o amigo e eu'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Clh42sot8WY/TrM822rYVaI/AAAAAAAABrA/lR5AR84ymzI/s72-c/calvin-e-a-culpa1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-5038108153326732760</id><published>2011-11-03T01:04:00.000-02:00</published><updated>2011-11-03T01:04:01.170-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='séries'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='undefined'/><title type='text'>and everything I ever wanted to be...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/bgoYtDKDfPA" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;It's clearer inside of me / &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Who I will always be &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;/ Here at the corner of my heart /&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt; Mystics and cynics / &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Crystals and memories&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt; / Beginning to light up the stars / &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Shining or lighting the night &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;/ (Shining or lighting the night) / &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Raising the veil from my eye /&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt; (Raising the veil from my eye) /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Waking me up to the light in my life /&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt; Cause of my strength /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Sum of my dreams /&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt; And everything I ever wanted to be... /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Here I am / &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;This is me /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Where I've been&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt; / In the dark (and) /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; In the night (and) &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;/ In the road / &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;In the right &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;/ Calm is energy /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Give me my destiny / &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Everything happens for a reason /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Every choice that I make /&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt; Changes the cause I take /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Won't be afraid when I make mistakes / &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Open my arms and give in / &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;(Open my arms and give in) / &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Do it all over again / &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;(Do it all over again) &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;/ Do it all over again / &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Get that again&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt; / To get to the end /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; I'm who I am now /&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt; I'm gonna find the answers and &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;/ Yes I know how &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;/ I know I can win / &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Sum of my dream / &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;And everything I ever wanted &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;/ And everything I ever wanted to be &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;/ Here I am / &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;This is me / &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Who am I /&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Wait and see...&lt;/div&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Everything I ever wanted to be"&lt;/i&gt; é a música de abertura do já citado por aqui &lt;a href="http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/being-erica.html" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Being Erica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, um seriado do canal canadense CBC. A música é de uma cantora-compositora indie-pop da British Columbia, a Lily Frost. Posso falar com algum conhecimento de causa: o Canadá tem pouca coisa de interessante, mas o cenário alternativo-indie-pop-independente da música &lt;i&gt;made in Canada&lt;/i&gt; não é pouca bosta não. Montreal, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;aonde eu morei por um tempo&lt;/span&gt;, respira música, boa música, passando por eletrônica, jazz, rock, indie, blues, batucada no parque. Musicalmente falando, o gigante polar da América é um dos melhores lugares no mundo para estar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez seja eu que ando um pouco sensível, e a canção da Lily Frost não seja lá &lt;i&gt;grandiscoisa&lt;/i&gt;, mas &lt;i&gt;everything I ever wanted to be&lt;/i&gt; não é um título meio soco no estômago? No bom sentido, ou não. Quero dizer, pensar em termos de&lt;b&gt; "tudo o que eu sempre quis ser"&lt;/b&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(já aviso: sou uma péssima tradutora)&lt;/span&gt;, não dá a sensação de ter milhares de borboletas batendo asas no seu estômago, rompendo as paredes do órgão e se espalhando pelo corpo inteiro até você sentir que vai desfalecer nos próximos segundos?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém &lt;b&gt;é&lt;/b&gt; realmente tudo o que sempre quis ser? As vidas mais "perfeitas" de pessoas que eu conheço que eu posso enumerar, as mais "perfeitas" são as de pessoas que eu &lt;b&gt;menos &lt;/b&gt;conheço, pessoas que partilharam menos coisas comigo. Porque aquelas pessoas que eu conheço um pouco melhor, não é que elas estejam infelizes com suas vidas, mas eu sei que elas sentem o fato de não terem vivido isso ou aquilo, uma série de coisas que ficaram excluídas dentro do conjunto de escolhas assumido. Algumas sentem com mais intensidade, outras sentem com menos intensidade, algumas sentem por um número maior de coisas não vividas, outras por um número menor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o fato é que qualquer pessoa, a Lady Gaga, o português da padaria, o seu vizinho, a rainha da Inglaterra, eu, você e qualquer uma das outras 7 bilhões de pessoas do mundo, é uma imensa soma de coisas vividas e uma imensa subtração, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;infinitamente maior do que a soma, aliás&lt;/span&gt;, de coisas não vividas.&amp;nbsp;E aonde estão essas coisas não vividas? No mesmo lugar que os guarda-chuvas, as tampas de caneta bic e todos os isqueiros comprados e perdidos? Não tem restituição, é esquema &lt;i&gt;no-refund&lt;/i&gt;, perdeu playboy?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é uma imensa crueldade simplesmente não poder voltar atrás, re-escrever, editar? Como esperamos de nós mesmos que as nossas decisões sejam as "corretas" se não temos a mínima idéia do que vai acontecer depois? E quando acreditamos já ter adquirido alguma "experiência", nos deparamos com o fato de que cada acontecimento na vida é único, ou seja, foda-se a sua "experiência", ela é na verdade apenas um termo confortável para dizer "medo de arriscar". Ou seja, um dia você acorda e tem "experiência", e daí automaticamente você aumenta absurdos a "subtração" da sua vida, porque você simplesmente não pode mais lidar com a idéia de "arriscar".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se nós somos uma grande soma de tudo o que vivemos, de tudo o que passamos, das nossas "experiências" &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(começo a odiar essa palavra)&lt;/span&gt;, trazemos nessa essência também um grande vazio do que não vivemos, do que não passamos, do que não experimentamos: de quem não somos. Mas só nos damos conta quando não tem mais volta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-5038108153326732760?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/5038108153326732760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/and-everything-i-ever-wanted-to-be.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/5038108153326732760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/5038108153326732760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/11/and-everything-i-ever-wanted-to-be.html' title='and everything I ever wanted to be...'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/bgoYtDKDfPA/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-2073317654744488601</id><published>2011-10-28T00:03:00.004-02:00</published><updated>2011-10-28T00:36:12.979-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='navio'/><title type='text'>Você já pensou em trabalhar em um navio? Eu já!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-eUmi1XA5byc/TqoSv3ar25I/AAAAAAAABqI/79K8Kr8I3-w/s1600/cunard7.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-eUmi1XA5byc/TqoSv3ar25I/AAAAAAAABqI/79K8Kr8I3-w/s400/cunard7.jpg" width="265" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;E aí galera, &lt;i&gt;vambora&lt;/i&gt;?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;(&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;Aliás, o desastre do Titanic completa 100 anos no dia 20 de abril de 2012... eu acho que nesse dia, todos os tripulantes de todos os navios do mundo deveriam ter folgas compulsórias, em memória do Jack e da Rose!&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não foi pela primeira vez. Mas nunca levei muito a sério a possibilidade de trabalhar no navio, por uma simples razão: eu prezo&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(ava)&lt;/span&gt; por um espaço pra chamar de meu. Um quarto, uma cama grande, armários. E navio é aquele esquema de cabine, né? Beliche, sem armário, sem espaço pra nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wRscEHEJMu8/TqoJl3vyCuI/AAAAAAAABp4/JjzuMkXCQSg/s1600/cunard4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="196" src="http://2.bp.blogspot.com/-wRscEHEJMu8/TqoJl3vyCuI/AAAAAAAABp4/JjzuMkXCQSg/s200/cunard4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;minha condição habitacional do momento&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nem é porque eu sou a mimadinha &lt;i&gt;da paróquia&lt;/i&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(a convivência com a minha mãe, senhorinha super fofa, está provocando alterações no meu vocabulário)&lt;/span&gt;, é justamente o oposto: por longos anos eu dividi quarto com meus irmãos, dormi em beliche, tinha pouco espaço no armário. Isso em Santos, &lt;i&gt;a.k.a&lt;/i&gt; o lugar mais úmido do planeta, num quarto super pequeno. O apartamento ficava no primeiro andar, e não era um bairro ruim, mas era meio perigoso deixar a janela aberta, não tinha grades. Não tínhamos ar-condicionado. Só um ventilador pequeno que só fazia circular ar quente e úmido.&amp;nbsp;A piada da época entre irmãos era que se a vigilância sanitária passasse por lá, interditava o quarto.&amp;nbsp;Na época de república, eu quase nunca tive um quarto só pra mim, sendo que eu cheguei a morar por quase dois anos até num closet super pequeno de um dos quartos da casa: só cabia uma cama de solteiro e tinha os armários, claro. Depois de finalmente conseguir bancar um quarto só pra mim, uma cama grandona aonde eu podia dormir na diagonal &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(adoro!)&lt;/span&gt;, com amplos armários, mesa de computador e o escambal, eu não queria "voltar pra trás". Mas depois de quase 6 meses &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(and counting)&lt;/span&gt; vivendo com TODAS as minhas coisas em duas malas, e dormindo em diversos sofás Brasil afora, bem, a gente aprende a arte do desapego, né? Como já falei, minha mãe é super fofa mas a casa dela é super pequena.&amp;nbsp;Então, pensei: porque não viver do mesmo jeito, juntar dinheiro e viajar pra caramba?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O papo com a Lívia, no mesmo dia quando ela recebeu a data do segundo embarque dela, aliás, ajudou bastante. A Lívia é uma amiga minha santista, mas que eu conheci quando morei em Campinas. Ela fez UNICAMP também, conseguiu depois um emprego &lt;i&gt;de verdade&lt;/i&gt;, desses que pagam bem e talz, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;emprego de gente adulta, saca?&lt;/span&gt;, em Sampa, aonde ela ficou por algum tempo. Daí ela bodiou da coisa escritório-casa-casa-escritório, e decidiu entrar de gaiato num navio. Aparentemente, ela não entrou pelo cano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela fez a seleção pela &lt;a href="http://www.infinitybrazil.com.br/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Infinity Brazil&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, uma agência de Santos que recruta pessoas para as empresas dos navios. O processo todo é terceirizado por agências como a Infinity; eles entrevistam os candidatos, avaliam o inglês, o currículo, encaminham para os treinamentos para a vida a bordo do navio, e vão guiando os aspirantes a tripulantes em toda a jornada burocrática de vistos, exames médicos e afins. Depois de todo o processo, que pode levar dois ou três ou até mais meses, o candidato já vai prontinho pra entrevista final com a companhia, e depois embarca para a grande aventura. A Lívia gostou da Infinity, ela agora está fazendo sua segunda viagem-trabalho com eles, mas me aconselhou a tentar também fazer a seleção por outra agência, porque ela tinha ouvido falar super bem deles, a &lt;a href="http://www.staffwork.com.br/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Staff Work&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, sediada na Saúde, em São Paulo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A diferença principal que a Lívia apontou pra mim foi que, pela Infinity, você não pode escolher com o que vai trabalhar no navio: se você quer ser garçom mas eles precisam de camareiros, você vai ser camareiro e não garçom. Pela Staff Work, segundo minha amiga, o candidato tem mais liberdade de escolha, de acordo com o currículo, claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui direto ao ponto, e encaminhei meu currículo pelo &lt;a href="http://www.staffwork.com.br/cadastre_curriculo.php"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;site&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;da Staff Work. Eles me responderam super rápido, porque essas agências selecionam pessoas durante o ano todo, para várias companhias de navios, várias temporadas. Fiz uma entrevista, em inglês, passei na entrevista, e logo no dia seguinte &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(hoje, no caso)&lt;/span&gt; eu fiz o treinamento, também em inglês, que foi condensado em um só dia &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(normalmente o treinamento inicial é feito em dois dias)&lt;/span&gt;, porque só tinham 3 pessoas - a sala de treinamento tem capacidade para até 15 pessoas. Agora é só esperar a entrevista com a companhia &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(dezembro)&lt;/span&gt; e correr pro abraço!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OFCEkkB-cR0/TqoAWo8YJ1I/AAAAAAAABpo/lIWvI0JuyB8/s1600/cunard2.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-OFCEkkB-cR0/TqoAWo8YJ1I/AAAAAAAABpo/lIWvI0JuyB8/s1600/cunard2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostei bastante do primeiro contato. A Staff Work é uma empresa pequena, tipo familiar, o que confere um &lt;i&gt;approaching &lt;/i&gt;mais íntimo, mas sem deixar de ser extremamente profissional. Achei o custo do treinamento inicial um pouco caro &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(R$200,00, o que inclui dos dias de curso das 09:00 às 18:00hrs, mais a apostila, uma avaliação psicológica, e um certificado ao final)&lt;/span&gt;, mas acabei o curso com a sensação de dinheiro bem gasto. O treinamento é excelente, recheado de informações, dicas e detalhes bastante relevantes; tudo isso em um formato bastante dinâmico, estilo conversa: o palestrante interage todo o tempo com o público, e ambos lados compartilham experiências durante todo o curso. Dá pra tirar todas as dúvidas, dá pra ter uma boa idéia da proposta. A apostila não é a clássica apostila-idiota-de-cursos-idiotas, é bastante bem escrita, bem resumida sem ser superficial. E o mais importante: o palestrante &lt;i&gt;sabe &lt;/i&gt;do que está falando, e não é um mero reprodutor de informações, deixando claro que a Staff Work é uma empresa sólida, responsável, que preza tanto por qualidade e nível de excelência quanto por contato humano. A avaliação psicológica igualmente corresponde ao padrão de qualidade já citado: sólida, inteligente, relevante. A Staff Work fornece também, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;mediante pagamento a parte&lt;/span&gt;, apostilas extras para cada departamento do navio aonde o candidato pretende trabalhar - restaurante, bar, recepção, etc. O que é &lt;b&gt;bastante importante&lt;/b&gt; por causa da entrevista final, com a companhia, &lt;b&gt;aonde são cobrados esses conhecimentos específicos&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;Trocando em miúdos: vale a pena. E na verdade, a taxa de duzentos reais ainda inclue todo um suporte posterior, treinamentos extras se o candidato julgar necessário, encaminhamento durante todo o processo burocrático de vistos, exames médicos, vacinas e outros cursos &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;- a quantidade de cursos necessários depende de cada companhia de navio&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gzgZ_BgetwQ/TqoFJofX32I/AAAAAAAABpw/3quvNAoBEs0/s1600/cunard3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="148" src="http://4.bp.blogspot.com/-gzgZ_BgetwQ/TqoFJofX32I/AAAAAAAABpw/3quvNAoBEs0/s200/cunard3.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Rose: Jack, fica, vai ter bolo!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns esclarecimentos pra quem está pensando na idéia: O trabalho no navio, seja qual for a área que o candidato aplicar, é em regime de escravidão: 12 horas por dia, sem dias de folga, por 6 meses. A chance de renovação de contrato depois é bastante grande (&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;eles sempre precisam de gente)&lt;/span&gt;, como o caso da minha amiga que eu citei acima. Mas tem um intervalo para férias, não remuneradas: o contrato acaba, o tripulante descansa, e depois de 2 a 4 meses é chamado para outro contrato. O tripulante tem algumas áreas no navio aonde ele pode aproveitar quando não está trabalhando, como bar e piscina. Não se tem dias de folga, mas sim horas de folga, que é quando se pode sair e visitar as cidades, quando o navio aporta em algum lugar. Ou seja, trabalhar em navio NÃO significa fazer turismo remunerado. Mas dá pra conhecer sim um monte de lugar bacana. (&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;I hope so...&lt;/span&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O salário é bastante baixo; não vou citar cifras porque varia de acordo com a posição e de acordo com a companhia do navio, da mesma forma com que as exigências das companhias com relação ao que se espera dos candidatos também variam bastante. Não sei como vai funcionar na prática a coisa das comissões e gorjetas, mas o ponto é que o salário fixo é bastante baixo quando colocada na balança a questão das horas de trabalho. O que faz a balança titubear é que no navio, o tripulante não paga pela estadia e também faz todas as refeições grátis. Na ponta do lápis, dá sim pra economizar uma grana bacaninha ao final do contrato de 6 meses. Eu, que sou uma pessoa baratinha, espero poder juntar 5 mil dólares e depois ir passar férias na idílica &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lanzarote" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Lanzarote&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, ou quizá morar lá pra sempre, não seria de todo mal. Ah sim, as companhias pagam em dólares ou euros. Outra grande vantagem é poder colocar no currículo a experiência em um navio de luxo, que conta bastante pra quem se interessa pela área de turismo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KjCQUn-zKgk/TqoTpMBUl0I/AAAAAAAABqQ/5WmFI0lp86I/s1600/cunard8.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-KjCQUn-zKgk/TqoTpMBUl0I/AAAAAAAABqQ/5WmFI0lp86I/s320/cunard8.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;olha só que preços módicos!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O inglês é fundamental. Outros idiomas também são bastante valorizados. Experiências anteriores no ramo de hostelaria são altamente considerados. Dentro disso, as exigências variam bastante de companhia para companhia. A Staff Work, por exemplo, recruta e treina pessoas para 3 companhia de navios: a &lt;a href="http://www.cunard.com/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Cunard&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, a &lt;a href="http://www.princess.com/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Princess&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e a &lt;a href="http://www.seabourn.com/main/Main.action" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Seabourn&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Em geral, o que acontece é que, por exemplo, algumas companhias aceitam um nível de inglês intermediário, enquanto outras exigem um nível excelente. Algumas companhias não aceitam candidatos que nunca trabalharam em cruzeiros anteriormente, ou que nunca trabalharam em hotéis 5 estrelas, ou que nunca tiveram experiências no exterior. Outras, aceitam marinheiros de primeira viagem. Algumas companhias pagam os exames médicos do candidato; por outras, as despesas fica por conta do tripulante. A honestidade no processo seletivo da Staff Work é ímpar: a idéia de empresa é buscar em cada candidato suas reais potencialidades; é um processo rigoroso mas bastante justo. Uma vez percebidas essas potencialidades, a etapa seguinte, do treinamento, é um eficaz processo de refinamento, de ajustes. Ou seja, se o seu inglês travar na entrevista, isso não é motivo de corte; a equipe da empresa se preocupa em filtrar essas "interferências".&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9_Lc_ZTzf08/TqoPop6pp0I/AAAAAAAABqA/-Vik_FFBr4k/s1600/cunard5.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-9_Lc_ZTzf08/TqoPop6pp0I/AAAAAAAABqA/-Vik_FFBr4k/s200/cunard5.jpg" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Então, se depois de tudo isso, você, meu leitor camarada, ainda acha que vale a pena a vida no mar, GO FOR IT! Recomendo com muitos asteriscos a Staff Work. Fiquei tão animada que vou até abrir uma das minhas &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(duas)&lt;/span&gt; malas pra procurar um livro que eu comprei na Espanha, mas que ainda não li: "&lt;i&gt;El viejo y el mar&lt;/i&gt;" (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Old_Man_and_the_Sea" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;The Old man and the Sea&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, no original), do Hemingway - aliás, o último livro que o moço escreveu. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(Eu juro que tento evitar, mas circustâncias misteriosas sempre me levam a NÃO ler os originais: já li Saramago em inglês, Guimarães Rosa em francês, infinitos livros em português de autores anglófonos, e agora Hemingway em espanhol... eu juro que tento evitar)&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-2073317654744488601?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/2073317654744488601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/voce-ja-pensou-em-trabalhar-em-um-navio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/2073317654744488601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/2073317654744488601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/voce-ja-pensou-em-trabalhar-em-um-navio.html' title='Você já pensou em trabalhar em um navio? Eu já!'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-eUmi1XA5byc/TqoSv3ar25I/AAAAAAAABqI/79K8Kr8I3-w/s72-c/cunard7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-6371975822919825512</id><published>2011-10-27T01:43:00.004-02:00</published><updated>2011-10-27T02:00:18.832-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='séries'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='plutão'/><title type='text'>Being Erica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;Coca-cola, café, ansiedade e internet são de fato uma combinação bastante eficiente para o não-dormir pleno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fjXlDI4U2sw/TqjAjnvlrqI/AAAAAAAABpA/hTwnpVJp2W4/s1600/erica.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="249" src="http://1.bp.blogspot.com/-fjXlDI4U2sw/TqjAjnvlrqI/AAAAAAAABpA/hTwnpVJp2W4/s320/erica.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então vim contar por meio deste, minha mais recente descoberta televisiva, ou internética, posto que a descoberta se deu por meio virtual. É o seriado canadense "&lt;a href="http://www.cbc.ca/beingerica/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Being Erica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;", estreado em 2009 e hoje já na quarta temporada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De cara, achei a proposta meio bobinha, mas ao mesmo tempo audaciosa, então paguei pra ver. Ainda estou no quinto episódio da primeira temporada, e totalmente &lt;i&gt;addicted&lt;/i&gt;!! O seriado é protagonizado por Erin Karpluk, que interpreta a Erica Strange, um personagem estilo anti-heroína-contemporânea. Aquela aluna de colegial brilhante, universitária promissora no curso de Letras, mas que acaba trabalhando com telemarketing, sempre solteira, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(e sempre cobrada por isso)&lt;/span&gt;, enquanto seus amigos e colegas que, como ela, orbitam em torno dos 30 anos, constroem suas brilhantes carreiras profissionais, se casam e começam a ter filhos. Ela escuta freqüentemente &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(especialmente da família: pai, mãe e da irmã médica, casada e "feliz")&lt;/span&gt;, que deveria procurar uma terapia, porque é inexplicável porque uma moça tão bonita e inteligente ainda está solteira e sem um trabalho decente.&amp;nbsp;Ela acaba sendo mandada embora do trabalho com telemarketing, por ser muito crítica, por "não se encaixar no perfil da empresa". Quando vai procurar outro emprego, é velha demais para cargos de "assistente", normalmente ocupados por recém-formados. Todos seus colegas de faculdade se deram super bem na vida, em todos os sentidos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isso é apresentado logo no primeiro episódio, numa espécie de auto-análise, aonde ela justifica ser tão "&lt;i&gt;loser&lt;/i&gt;" assim por uma questão muito simples:&lt;i&gt; bad choices&lt;/i&gt;. Quando ela poderia ter feito &lt;i&gt;alguma coisa de útil &lt;/i&gt;na vida dela, ela não fez, e agora ela &lt;i&gt;missed the starting gun&lt;/i&gt;, como já dizia &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ntm1YfehK7U"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;naquela&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;música do Pink Floyd. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(And then one day you find, ten years have got behind you, no one told you when to run, you missed the starting gun...)&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, logo quando eu cheguei de volta ao Brasil, eu fui fazer uma entrevista pra trabalhar numa loja da Claro - &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;minha auto-estima profissional andava meio baixa&lt;/span&gt;. Eu queria aquele emprego; assim, não o desejava no amâgo do meu ser, mas o salário não era ruim, os benefícios interessantes, e eu não tenho mais vida social mesmo &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;- meus amigos já casaram&lt;/span&gt;, então trabalhar insanamente com uma folga por semana não era exatamente um problema. Meu entrevistador me aconselhou a procurar um trabalho na minha área, porque eu era boa demais pra empresa. Sério mesmo? Porque será que eu não tinha pensado nisso antes? Tá chovendo emprego pra historiador sem mestrado!!!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí eu fiz entrevista pra dar aula de inglês numa escola de idiomas. O salário era uma merda, as condições uma merda, o material didático uma merda. Acho que nesse ponto minha auto-estima profissional já tinha melhorado um pouco, e dessa vez não foi meu entrevistador quem disse que eu era boa demais para a empresa, eu mesma falei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yGmS-2ss7KM/TqjJBy445WI/AAAAAAAABpI/43kvCtFqYqE/s1600/erica2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="100" src="http://3.bp.blogspot.com/-yGmS-2ss7KM/TqjJBy445WI/AAAAAAAABpI/43kvCtFqYqE/s200/erica2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então uma amiga tinha uma meia-prima&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt; (ela é enteada do tio da minha amiga)&lt;/span&gt;, que é gerente de uma loja de perfumes toda &lt;i&gt;chicosa&lt;/i&gt;, e eu fui trabalhar lá, de vendedora, no shopping Cidade Jardim, em São Paulo, o shopping mais absurdamente bizarro da face da terra. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(eu presenciei UMA SÓ PESSOA gastando 26 mil reais em perfumes!)&lt;/span&gt;. Bastante parecido quando a Erica, do seriado, vai trabalhar na loja de noivas do tio dela. Tipo assim, nada a ver, a nêga estudou LETRAS. Enquanto minhas companheiras de trabalho mal conseguiam fazer a concordância verbal ao atender um cliente, eu pensava com meus botões: &lt;i&gt;porque foi mesmo eu não estudei engenharia? Ah sim, porque História é bem mais legal&lt;/i&gt;. BAD CHOICES. Mas se todos os meus colegas de faculdade, que estudaram História como eu, se todos eles, ou a maioria deles, estão super bem na vida, como é que fui acabar no shopping, justo eu, que ODEIO shoppings? BAD CHOICES. Se eu, que sou esse ser tão passional, encantador, eu que já vivi grandes amores, já amei muito nessa vida e também já fui amada com ardor e paixão, porque eu estou amargando na rua da solidão? BAD CHOICES.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6gWyd9twsYg/TqjK9BfQcZI/AAAAAAAABpQ/E5QhQpWdepo/s1600/erica3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://4.bp.blogspot.com/-6gWyd9twsYg/TqjK9BfQcZI/AAAAAAAABpQ/E5QhQpWdepo/s200/erica3.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;LOSERS!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Being Erica&lt;/i&gt; é sobre &lt;i&gt;bad choices&lt;/i&gt;. Sinto uma &lt;i&gt;estranha &lt;/i&gt;sintonia com a personagem, com a diferença que ela tem mestrado e eu, não. Se ela vivesse no Brasil, ainda poderia dar aulas em alguma universidade particular, ou não, na última hora talvez ela fizesse tudo errado e acabasse em uma loja de perfumes brasileira, tão bizarra que, apesar de vender o marketing do "produto 100% brasileiro", coloca nomes em francês para seus produtos, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;porque é mais chique, claro&lt;/span&gt;. E ela também freqüenta o &lt;a href="http://www.secondcup.com/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Second Cup&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, a mesma rede de cafés aonde eu também passei looongas horas no Canadá. Ou seja, &lt;i&gt;Being Erica&lt;/i&gt; é sobre a minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iDjAQUdA2Uo/TqjSTlPFd-I/AAAAAAAABpY/lOHJYxG61pg/s1600/erica5.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-iDjAQUdA2Uo/TqjSTlPFd-I/AAAAAAAABpY/lOHJYxG61pg/s200/erica5.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Dr. Tom Wexlar&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aí, nenhuma novidade. Mas a grande e audaciosa sacada do seriado, que até o ponto aonde eu assisti está dando bastante certo, é que depois de uma super crise alérgica, Erica Strange conhece um terapeuta, o Dr Tom, todo esquisitão, interpretado por Michael Riley, que aparece no hospital e deixa um cartão com ela. Depois de perder o emprego, emprego que já era uma merda, e de ser bombardeada pela família com a mágica solução:&lt;i&gt; "você já pensou em procurar terapia?"&lt;/i&gt;, Erica resolve dar uma chance. Na primeira sessão, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;com um quadro enorme do Freud ao fundo&lt;/span&gt;, o terapeuta pede a ela pra escrever uma lista de coisas que ela gostaria de ter feito diferente, e que ela imaginava que, se ela tivesse agido diferente ali e ali, a vida dela não seria esse caos completo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A novidade: o terapeuta na verdade tem o poder de mandá-la de volta no tempo. Ela pode voltar ao colegial e resolver aquele episódio que desencadeou um trauma absurdo depois. Depois ela volta ao tempo presente e vê o que mudou. Ela volta pro tempo de universidade e assume outras decisões, depois volta ao presente e vê no que deu. A grande sacada é que, nessas indas e vindas a personagem se dá conta de que as suas ações pontuais talvez não sejam exatamente grandes erros, e sim muito mais traços indeléveis da sua personalidade, e fica a sensação de que sim, ela poderia ter agido diferente, mas então não seria ela, seria outra pessoa. O que desaponta em parte é que algumas das &lt;i&gt;bad choices&lt;/i&gt; da personagem são um pouco absurdas, o que faz a trama perder em "realidade".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achei bastante interessante também uma sutileza na forma com que o roteiro trata dessa questão de voltar no tempo. Enquanto clássicos do gênero sempre tendem a reforçar a coisa do "efeito borboleta", do tipo, se você voltar ao passado e jogar uma bituca de cigarro na rua você será a causa da terceira guerra mundial no futuro, &lt;i&gt;Being Erica&lt;/i&gt; tem um ponto de vista original. Erica questiona o Dr. Tom sobre o assunto, e ele responde: "Não se dê tanta importância".&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Gostei. Só tenho medo de, influenciada pelo seriado, eu começar agora a parar de culpar a mim mesma e começar a culpar o mundo. Bom, viver sem culpa pode ser um bom negócio, pensando bem... o problema é esse planeta, que não me merece.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Plutão, dhjá!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-6371975822919825512?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/6371975822919825512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/being-erica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/6371975822919825512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/6371975822919825512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/being-erica.html' title='Being Erica'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fjXlDI4U2sw/TqjAjnvlrqI/AAAAAAAABpA/hTwnpVJp2W4/s72-c/erica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-5546755902899305313</id><published>2011-10-20T04:50:00.001-02:00</published><updated>2011-10-20T04:52:07.780-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meeedo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><title type='text'>Silvio Koerich, "o rei dos búfalos viris", pela liberdade de expressão!</title><content type='html'>Quê?&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RRnAXXjwPa0/Tp-mijvfk9I/AAAAAAAABnw/LvsnJRuJbZ4/s1600/bufalos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="231" src="http://3.bp.blogspot.com/-RRnAXXjwPa0/Tp-mijvfk9I/AAAAAAAABnw/LvsnJRuJbZ4/s320/bufalos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;(Búfalos viris, aparentemente)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 30 de setembro, em uma boate em Natal, Rio Grande do Norte, a estudante Rhanna Umbelino Diógenes, 19, teve o braço quebrado após se recusar a beijar um sujeito que atende por Rômulo Manoel Lemos do Nascimento, 22. Conta a história que, mesmo dizendo que não estava afim, o sujeito continuou a perturbá-la (que coisa &lt;a href="http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/voce-nao-esta-entendendo-nada-do-que-eu.html" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;atípica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;!), até que a moça teria cuspido e virado uma bebida no gentleman en questão. Rômulo teria ficado meio chateado, e num impulso incontrolável digno de um búfalo viril &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(heim?)&lt;/span&gt;, pegou a garota pelo braço e a jogou no chão. Dois ossos fraturados mais tarde, Rhanna teve que implantar 4 placas de titânio e 16 pinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JLieB4sE46g/Tp_CWUYoADI/AAAAAAAABog/ZNM9_a6lRNg/s1600/agressao6.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="176" src="http://4.bp.blogspot.com/-JLieB4sE46g/Tp_CWUYoADI/AAAAAAAABog/ZNM9_a6lRNg/s400/agressao6.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Rhanna, antes e depois&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XCgz1MsGUwc/Tp-zsy2q3zI/AAAAAAAABoA/cP92Xt2nh6M/s1600/agressao2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-XCgz1MsGUwc/Tp-zsy2q3zI/AAAAAAAABoA/cP92Xt2nh6M/s320/agressao2.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;bullying midiático!!!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;A triste história da Rhanna varreu a internet, o Brasil inteiro &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(ou a maior parte, quero acreditar nisso)&lt;/span&gt;, ficou indignado, e mesmo até quem se revolta contra a "perseguição" ao Rafinha Bastos, clamando que a ditadura e a censura estão de volta, até mesmo esses "revoltosos" postaram sua indignação redes sociais afora. Fica a pergunta: dizer que mulher feia tem que agradecer ao ser estuprada é só uma piada inocente? É uma piada que se encerra na mesa de bar? Referir-se a uma mulher grávida como "comeria ela e o bebê" é só uma piada inocente, sem maiores conseqüências? Considerando o caso Rhanna, considerando que os registros de violência contra a mulher aumentaram 50% em 4 anos. E olha que nem estamos falando de igualdade em salários, estamos falando de violência. A "&lt;a href="http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/uma-vitoria-torta-ainda-e-uma-vitoria.html" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;piada inocente&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;", e seus defensores, são sim uma forma eficaz, embora velada mas extremamente eficaz, de manter esse quadro.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Mas quem faz a piada, ou quem ri da piada, ou quem defende a piada, não é necessariamente um agressor, um estuprador, um búfalo viril. Mas a "piada socialmente aceita" curiosamente aparece de novo, em sites com considerável repercussão, como o do sujeito que se intitula Silvio Koerich, o rei dos Búfalos. Até quando &lt;a href="http://www.silviokoerich.com/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;isso &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www.homenshonrados.com/forum/viewtopic.php?f=2&amp;amp;t=2192"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;isso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;vai estar no ar sem que NINGUÉM seja punido? Peço desculpas a quem compara a condenação do Rafinha Bastos versus a impunidade de um Maluf, mas, sinceramente, saber que esses sites estão no ar há muito tempo é muito mais nefasto, a curto e longo prazo, do que qualquer escândalo político. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(Na verdade, uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas já que todo mundo insiste em misturar feijão com leite condensado, ok, entrei na lógica do absurdo também)&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;E não tem nada a ver com liberdade de expressão, nem as "piadas inocentes" nem os sites criminosos. Ambos fazem parte do mesmo processo: humilhar para silenciar. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(Silenciar &lt;i&gt;means &lt;/i&gt;Censura)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;No site, o tal Silvio K. reproduz o mesmo discurso: Rhanna é chamada de "vadia baladeira" e, por ser "gorda", deveria agradecer ao búfalo viril que queria conceder a caridade de comê-la. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(É paranóia minha, e isso não tem nada a ver com as "piadas inocentes", certo?)&lt;/span&gt;. A direita da página, Silvio K. colocou que a justiça americana estava ao lado deles, citando a liberdade de expressão da constituição norte-americana. Ou seja, o site criminoso do sujeito nada mais é do que a execução do seu direito de liberdade de expressão.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt; (É paranóia minha, certeza, não tem nada a ver com o discurso de defesa às "piadas inocentes"!)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TgBD1senCe8/Tp-4qNb58rI/AAAAAAAABoI/ymXIVMjP5Ww/s1600/agressao3.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="247" src="http://4.bp.blogspot.com/-TgBD1senCe8/Tp-4qNb58rI/AAAAAAAABoI/ymXIVMjP5Ww/s400/agressao3.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;melhores momentos&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;.&lt;br /&gt;Eles se intitulam por "búfalos viris", conhecidos também por "mascus". Não se restringem apenas a agredir mulheres, defendendo o estupro e "correções", mas também sonham em explodir o Nordeste brasileiro e odeiam negros. Imagino que sabem de cor muitas "piadas inocentes" também. Uma forma recorrente de ofender mulheres é dizer que fulana não presta porque já teve vários parceiros sexuais na vida, enquanto que a regra básica para fazer parte do clube é ter tido várias parceiras sexuais, claro. E são pedófilos. O símbolo ":3" (representando uma borboleta) é um reconhecido código virtual entre pedófilos, para que eles possam se reconhecer entre si em redes sociais e blogs para depois, privadamente, compartilhar material pedófilo. &lt;a href="http://mais.uol.com.br/view/ddu6hmkhngyn/simbolos-da-pedofilia-04021A3166CCA99386?types=A&amp;amp;" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Existem vários símbolos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que são utilizados e reconhecidos no mundo inteiro; um triângulo indica preferência por meninos, um coração preferência por meninas, e o da borboleta quer dizer preferência por ambos sexos. Mas a lista é mais longa, considerando variáveis: um triângulo bem fino, por exemplo, indica preferência por meninos bem pequenos. Assustador. Criminoso.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dkjLShJnSDI/Tp-7iXOHFgI/AAAAAAAABoQ/s4h8Pe40hwI/s1600/agressao4.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="88" src="http://1.bp.blogspot.com/-dkjLShJnSDI/Tp-7iXOHFgI/AAAAAAAABoQ/s4h8Pe40hwI/s400/agressao4.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com o site da UOL, o presidente da OAB do RN, Paulo Eduardo Teixeira, o site será discutido no Conselho Seccional da OAB. Destacando o conteúdo racista e violento, Teixeira garantiu que vai cobrar dos órgãos competentes a punição ao autor do site, além da retirada da internet.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde 2007 o personagem Silvio Koerich, o rei dos búfalos viris, exerce seu direito à liberdade de expressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8k0tYic2kiw/Tp_BGkH4wqI/AAAAAAAABoY/sQa820AK1aE/s1600/agressao5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="209" src="http://3.bp.blogspot.com/-8k0tYic2kiw/Tp_BGkH4wqI/AAAAAAAABoY/sQa820AK1aE/s320/agressao5.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;(Será que tem alguma coisa a ver?)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-5546755902899305313?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/5546755902899305313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/silvio-koerich-o-rei-dos-bufalos-viris.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/5546755902899305313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/5546755902899305313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/silvio-koerich-o-rei-dos-bufalos-viris.html' title='Silvio Koerich, &quot;o rei dos búfalos viris&quot;, pela liberdade de expressão!'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RRnAXXjwPa0/Tp-mijvfk9I/AAAAAAAABnw/LvsnJRuJbZ4/s72-c/bufalos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-3251518736252518949</id><published>2011-10-19T05:11:00.001-02:00</published><updated>2011-10-19T05:14:23.985-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Thirst, 2009</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-m6IB7FvyYxg/Tp5pbm32toI/AAAAAAAABnY/GsQyW3uQwhk/s1600/thirst.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-m6IB7FvyYxg/Tp5pbm32toI/AAAAAAAABnY/GsQyW3uQwhk/s400/thirst.jpg" width="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Talvez em algum lugar do cartaz esteja escrito algo como "Sedento" (Thirst)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguindo estritamente as recomendações do meu assistente pessoal para assuntos cinematográficos, &lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=1608760460" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Diego Carrera&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, baixei o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0762073/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Thirst, 2009&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Cheguei até mesmo a fazer piadinha do tipo: "O título me lembra o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0085701/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;The Hunger, 1983&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;", o clássico também sobre vampiros com o David Bowie, a Susan Sarandon e a Catherine Deneuve, um must-see. Ah, além de ser aficionada por filmes de terror, tenho um especial carinho por filmes de vampiros. Por bons filmes de vampiros, claro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eDW6-yZLgeY/Tp5wQHuo8kI/AAAAAAAABng/h8ZQqOZG7mg/s1600/zolather.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-eDW6-yZLgeY/Tp5wQHuo8kI/AAAAAAAABng/h8ZQqOZG7mg/s320/zolather.jpg" width="196" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Thirst&lt;/i&gt;, (&lt;i&gt;Bakjwi &lt;/i&gt;no original e &lt;i&gt;Sede de Sangue&lt;/i&gt; no Brasil), do coreano Chan-wood Park (também conhecido pelo excelente &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0364569/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Old Boy, 2003&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;), foi inspirado no romance&amp;nbsp;&lt;i&gt;Thérèse Raquin&lt;/i&gt; (1867) do Émile Zola, considerada uma das obras inaugurais do naturalismo literário. No livro, Thérèse é uma jovem adotada ainda criança por uma tia bastante problemática, acaba se casando com seu primo, Camille, um jovem marcadamente doentio e egoísta, a exemplo da própria mãe. Thérèse vive um casamento infeliz, sofre todo o tipo de abusos psicológicos, mas também se mostra um personagem bastante cruel, a exemplo do seu meio. Um dia Thèrése conhece Laurent, um amigo de Camille, e os dois vivem um turbulento e complexo romance. No prefácio da obra, Zola explica que o objetivo do romance é um estudo de temperamentos, não de caráter, e coloca a sua obra como um estudo científico. Na época, o livro causou polêmica. Ferragus, um dos críticos, publicou que &lt;i&gt;"Estabeleceu-se há alguns anos uma escola monstruosa de romancistas, que pretende substituir a eloqüência da carnagem pela eloqüência da carne, que apela para as curiosidades mais cirúrgicas, que reúne pestíferos para nos fazer admirar as veias saltadas, que se inspira diretamente do cólera, seu mestre, e que faz sair pus da consciência. (...) &lt;/i&gt;Thérèse Raquin&lt;i&gt; é o resíduo de todos esses horrores publicados precedentemente. Nele, escorrem todo o sangue e todas as infâmias."&lt;/i&gt; (resenha do livro &lt;a href="http://www.literaturaemfoco.com/?p=83" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os personagens complexos do Zola, carregados de toda a crítica do Ferragus, associada à mitologia dos vampiros, com alguma coisa onírica e surreal de David Lynch é a fórmula de &lt;i&gt;Thirst&lt;/i&gt;, em uma brilhante sacada do Park Chan-Wook: porque se a idéia é um estudo de temperamentos, nada melhor do que vampiros para ilustrá-la, porque a mitologia do vampiro carrega por excelência um turbilhão de sentimentos, desde os mais humanitários aos mais bestiais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-klenRQsqyrY/Tp52ByQdc6I/AAAAAAAABno/GiRkJMWXtBI/s1600/vampires+twilight.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-klenRQsqyrY/Tp52ByQdc6I/AAAAAAAABno/GiRkJMWXtBI/s200/vampires+twilight.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;TWILIGHT: you're doing it wrong&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Thirst &lt;/i&gt;é ainda uma história de amor entre vampiros, tema no mínimo espinhozo num mundo pós-Twilight, mas consegue ser absolutamente visceral, complexo e original. Os detalhes, os olhares e os sons do filme são cuidadosamente trabalhados, como um bom filme oriental costuma ser, contrastando com qualquer coisa ocidental do mercado. A música nunca é uma mera trilha sonora, como em filmes ocidentais; a música faz parte da obra, é precisa, importante, dá o timing preciso do filme, assim como cada detalhe sonoro: os passos se aproximando, a veia pulsando, o sangue escorrendo. E a idéia de um padre que se transforma em vampiro por meio de uma transfusão de sangue é absolutamente original, convincente, digna de ser incorporada a mitologia clássica vampiresca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Altamente recomendado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-3251518736252518949?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/3251518736252518949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/thirst-2009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/3251518736252518949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/3251518736252518949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/thirst-2009.html' title='Thirst, 2009'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-m6IB7FvyYxg/Tp5pbm32toI/AAAAAAAABnY/GsQyW3uQwhk/s72-c/thirst.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-1162407090639906268</id><published>2011-10-18T20:47:00.009-02:00</published><updated>2011-10-18T21:41:10.717-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meeedo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brasil'/><title type='text'>I don't want to stay here, but DEFINITELY I don't want to come back to Bahia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/FEIHUZurW4s?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava aqui, em mais uma tarde igual a todas as outras, revisando currículos, olhando vagas, me perguntando &lt;i&gt;"porque é mesmo que eu fui estudar História?"&lt;/i&gt;, pensando em algum plano mirabolante pra cair de novo nesse mundão, pra cruzar mais uma vez o mar que eu vejo da janela da casa da mamãe. &lt;i&gt;Ôô seu moço, do disco voador, me leve com você pra onde você for&lt;/i&gt; feelings#.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Separei todos os documentos pra levar pra entrevista semana que vem, preenchi a fica cadastral, e tinha que sair pra tirar uma cópia do RG, CPF, passaporte. Mas a entrevista é só semana que vem, né? Já passam das 6 da tarde, eu posso deixar pra resolver amanhã. "Ah, vou dar uma olhada pra ver se saiu o resultado do concurso!". Saiu. Passei em primeiro lugar! Tudo bem que só tinham 13 inscritos (contando comigo), mas essa parte a gente não precisa contar.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Então, hoje vou contar pra vocês sobre Piraí do Norte. Era julho. Eu estava desesperada porque não queria mais morar em São Paulo, a Europa tá em crise, oh meu deus, quem poderá me ajudar? Então busquei no google por concursos pra professor de história no Norte e Nordeste. Tipo assim, longe de São Paulo. Cogitei até a possibilidade de ir morar em Manaus, mas a inscrição só podia ser feita pessoalmente, e não pela internet. Tinha um concurso aberto em Natal, que não sei porque, me odeio por isso, descartei. Tinham dois na Bahia, um pertinho da Chapada Diamantina e outro no meio nada. Adivinhem qual eu escolhi. (tive que escolher, ficaria super caro bancar todos os concursos). Isso mesmo, vocês estão lendo a mesma pessoa que achou que era uma ótima idéia se mudar pra Barcelona no meio da maior crise econômica de todos os tempos. Troféu joinha pra mim.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Então lá fui eu pra Roma Negra, de avião, porque era mais barato que o busão, claro. Já que eu estava por ali, me dei uns diazinhos de turista por Salvador. Escolhi um &lt;a href="http://www.laranjeirashostel.com.br/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;hostel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;no Pelourinho, centro histórico da cidade. Até então, meu conhecimento sobre o Canadá era consideravelmente maior do que o meu conhecimento sobre a Bahia, ou seja, eu era uma virgem em assuntos baianos. Posso estar muito equivocada, e também estar sendo bastante injusta, mas odiei Salvador, odiei Piraí do Norte, e a única coisa boa da viagem foi o hostel (bom e barato!) e as pessoas que eu conheci lá.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MFfcQytfsTc/Tp3quYGSuQI/AAAAAAAABmQ/83IGb8BmTqc/s1600/113.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-MFfcQytfsTc/Tp3quYGSuQI/AAAAAAAABmQ/83IGb8BmTqc/s200/113.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Salvador é uma cidade suja, mal cuidada, de praias lindas, mas sujas e mal cuidadas. A famosa "hospitalidade" do povo baiano pra mim, foi neguinho me puxando pelo braço, pra comprar coisas que eu não queria comprar, ou então ofertas de sexo grátis por irresistíveis varões. (lembrete: nunca mais viajar sozinha para lugares reconhecidamente machistas). Mas boa parte do tempo eu concentrei no Pelourinho mesmo, patrimônio da humanidade pela UNESCO, esse simpático bairro de arquitetura colonial, que conquistou também o coração do &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JawjQbVX0uY" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Michael Jackson&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-T4C1S73hmr8/Tp4NRMyVSxI/AAAAAAAABnQ/nksg7_8Na3o/s1600/104.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-T4C1S73hmr8/Tp4NRMyVSxI/AAAAAAAABnQ/nksg7_8Na3o/s320/104.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Pelourinho: turistas e fantasmas&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;A sensação durante o tempo todo era de imensa culpa de estar ali. Porque o Pelourinho é uma grande mentira. Nos anos 90, desapropriaram casas, tiraram gente que morava ali há séculos, para restaurar o lugar, para fazer do Pelourinho o grande centro turístico de hoje. Uma grana absurda foi investida nessa brincadeira, e até aí, ótimo, não sou eu quem vai ser contra o investimento do governo em patrimônio histórico. Mas tudo isso foi feito pra quem? Para as pessoas que são dali ou pro 90% do turismo local, que é estrangeiro? E pra onde vai o dinheiro que o turismo traz? Certamente não vai pras crianças fumando crack, não vai pra imensa periferia formada a partir das desapropriações. O Olodum é outra grande mentira, essa história toda de tirar as crianças da rua e ensiná-las música, mentira. O processo seletivo das crianças que entram pro Olodum está longe de ser justo, não são as crianças de rua que vão pro Olodum. O ingresso pros ensaios do grupo custa a bagatela de R$80,00. Não é o viciado de crack da esquina que os freqüenta. No mais, tudo ali é fake, tudo ali é pra turista ver, pra arrancar dinheiro a qualquer preço, enquanto a miséria corre solta, de dia e de noite. Dá pra se sentir bem na confortável posição de turista enquanto a população local não tem dinheiro nem pra comer? Não.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Bom, então eu segui viagem. Peguei um busão de 10 horas &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(uma viagem que poderia ser feita em 5 se não fosse pelas condições da estrada)&lt;/span&gt; até Gandu, a cidade mais próxima da até então idílica Piraí do Norte. Depois, mais uma hora em outro busão, que parecia importado de Cuba, pra fazer o percurso de 20 km até Piraí, estrada de terra, poeira que chegava aos céus. Até aí, tudo lindo, era o que eu queria mesmo: morar numa cidadezinha pequena, de difícil acesso, e se não tivesse internet, melhor ainda. Vamos lembrar que o plano era fugir de São Paulo e de que qualquer coisa que se parecesse com.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Cheguei em Piraí do Norte às 8 da manhã, a prova era as duas da tarde. O busão nos deixou perto de uma quase-padaria, parei ali pra tomar café da manhã, e como tinha muito movimento, por causa do concurso, que era pra várias áreas, fui tentar interagir com um grupo de moças, munidas de canetas e cadernos: &lt;i&gt;"E aí, ceis vão prestar o concurso também?"&lt;/i&gt;. Fui ignorada. Cadê a hospitalidade baiana???, me perguntava. Mas eu lembro de ter pago 4 reais por dois salgados e um suco, maravilhosos, aliás. A hospitalidade eu não sei, mas a comida é boa e barata. Bom, resolvi então andar pela cidade e fotografar. Em 20 minutos já tinha conhecido a cidade inteira, isso porque eu estava andando meio devagar, com uma super mochila nas costas.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5RWJSWhuNS4/Tp3vtG4nM0I/AAAAAAAABmo/R4SW9ZfA9MQ/s1600/117.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-5RWJSWhuNS4/Tp3vtG4nM0I/AAAAAAAABmo/R4SW9ZfA9MQ/s320/117.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Piraí do Norte, a prefeitura&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kilRl-DJRKg/Tp3vluASf6I/AAAAAAAABmg/K0lTGd0-WJ0/s1600/120.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/-kilRl-DJRKg/Tp3vluASf6I/AAAAAAAABmg/K0lTGd0-WJ0/s200/120.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Piraí do Norte, o quiosque&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Parei então pra tomar uma coca-cola, em um quiosque na praça da cidade. Era domingo, então acredito que boa parte dos 3 mil habitantes &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(os outros 5 que totalizam os 8 mil habitantes de Piraí do Norte moram na zona rural)&lt;/span&gt; estava por ali. Então veio um moço, me disse "Bom dia", eu respondi, ele passou de novo, me convidou pra sentar em uma mesa com ele e com o irmão dele. Pô, fiquei super feliz, ainda mais depois da tentativa mal sucedida de interação anterior. Fui lá sentar com os caras. O tempo foi passando, mais gente (homens) foi chegando, e eu era tipo assim, um extra-terrestre, impossível não notar os olhares de dúvida e incerteza aos meus piercings e tatuagens. Até que a receptividade do povo baiano foi ficando um tanto quanto exagerada, um queria me levar de moto pra conhecer a cidade, o outro queria porque queria que eu fosse almoçar na casa dele. Também achei estranho que a minha volta só tivesse HOMENS, tipo assim, uns 20. E tinham mulheres na praça também, todas do outro lado. Felizmente, a hora da prova chegou, me mandei pra escola.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wqYWBuFjmo8/Tp3v1HhlJCI/AAAAAAAABmw/mHQ3L31Sxr4/s1600/118.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-wqYWBuFjmo8/Tp3v1HhlJCI/AAAAAAAABmw/mHQ3L31Sxr4/s200/118.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Piraí do Norte, o rio&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;.&lt;br /&gt;Piraí do Norte é uma cidadezinha super bonita, verde, de casinhas pequenas e comida boa e barata. Aonde se aluga uma casa enorme por R$200,00. Mas MUITO suja. Tem várias lixeiras espalhadas pela cidade, mas se um morador tem que escolher entre a lixeira e o chão, ele fatalmente escolhe o chão. Isso me incomodou bastante, porque as pessoas não cuidam do lugar aonde vivem? A parte de só homens dirigirem a palavra a minha pessoa. Então, fui fazer a prova do tipo: "quero fugir daqui".&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Mas fiquei pensando nessa questão, que se aplica a Salvador também, em alguma medida a São Paulo, a Santos, ao Brasil que eu conheço: &lt;i&gt;porque as pessoas não cuidam do lugar aonde vivem?&lt;/i&gt;. Esse foi um dos choques culturais que passei ao voltar pro Brasil. Porque Montreal é uma cidade absurdamente mais limpa que qualquer cidade brasileira? Até mesmo Barcelona, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;inserida dentro da caótica cultura espanhola&lt;/span&gt;, é muito mais bem cuidada que as nossas cidades. Considerei na minha inquietação a preocupação pública com a limpeza das cidades, a diferença entre o bairro do Jaraguá, periferia de São Paulo, e a Avenida Paulista, por exemplo. Considerei o investimento em manutenção das estações de metrô centrais de Barcelona e das mais distantes. Considerei a realidade econômica dos bairros de imigrantes pobres em Montreal versus o Outremont, o bairro dos judeus. Eu sei que dinheiro é um fator importante suficiente pra constar nessa equação. Mas em uma cidade com 3 mil habitantes? Parecer uma enorme lata de lixo? Existe um enorme descaso da parte pública, em todos os exemplos citados, mas também uma abissal diferença cultural entre um lado e outro.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KKAkp77-I8w/Tp3_-McyVAI/AAAAAAAABnA/Ul_IxKM_D1o/s1600/sujeira.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="218" src="http://1.bp.blogspot.com/-KKAkp77-I8w/Tp3_-McyVAI/AAAAAAAABnA/Ul_IxKM_D1o/s320/sujeira.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;A pessoa que joga lixo pela janela do carro não joga lixo no chão da própria sala (normalmente). A pessoa (ou o grupo de pessoas) que joga lixo na rua não tem, no mínimo, muita preocupação pela coisa pública. A pessoa que não tem muita preocupação pela coisa pública, no mínimo, não tem porque não se sente parte desse espaço. Na maioria dos casos, a pessoa não se sente parte do espaço público porque é excluída por ele. Pessoas mais pobres são mais excluídas dos espaços públicos, isso em Montreal, em Barcelona, em qualquer lugar do planeta capitalista.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O que eu mais ouvi em em Piraí do Norte foi:&lt;i&gt; "Mas porque você quer sair de São Paulo e se meter nesse fim de mundo?"&lt;/i&gt;. Porque eu não quero viver num lugar barulhento, extremamente violento, com um custo de vida altíssimo e uma qualidade de vida super baixa? Porque eu quero acordar de manhã, tomar sol e banho de cachoeira antes de ir trabalhar? As pessoas, as que eu conversei, odiavam morar ali. Ninguém cuida de um espaço que não se quer bem, aonde não se sente bem. Pra mim, era uma cidade super bonita aonde eu adoraria passar um tempo. Ou muito tempo.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Peguei o busão importado de Cuba de volta até Gandu, cheguei umas nove da noite, e meu ônibus de volta pra Salvador só saía a meia noite. Às 21:30 já não tinha mais viva alma ali. Eu tinha certeza que eu ia morrer. Alguém ia chegar, me assaltar, me estuprar e me matar, não necessariamente nessa mesma ordem. A rodoviária de Gandu ficava no meio do nada, com algumas construções não-acabadas na vizinhança. Aquilo era um filme de terror, muito mais convincente do que muito &lt;a href="http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/dont-be-afraid-of-darkness-2011.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;filme&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;por aí. Mas daí chegou um velhinho, de chápeu de cowboy, começamos a conversar. O ônibus dele pra Brasília saía só às 6 da manhã. Eu estava salva, pensei.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Meu amigo de rodoviária era um velhinho de mil anos, que tinha vivido 20 anos em São Paulo, mas que tinha nascido em Gandu, apesar de se auto-declarar inocente: &lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;"Eu nunca me senti bem aqui"&lt;/span&gt;, confessou. E que agora vive em Brasília, porque foi jurado de morte em Gandu. Alguém se apropriou das terras dele, que ele juntou dinheiro por 20 anos em São Paulo, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;aonde trabalhava como pedreiro&lt;/span&gt;, pra comprar. Daí ele foi na polícia, a polícia disse que não se mete com os caras. Segundo ele, os sujeitos deixaram recado pra ele se mandar, e o motivo era porque ele não concordava com as invasões de terras nas redondezas.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lTxlFE1vJLg/Tp4HodUSm1I/AAAAAAAABnI/dT7uICxUvn0/s1600/119.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-lTxlFE1vJLg/Tp4HodUSm1I/AAAAAAAABnI/dT7uICxUvn0/s200/119.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Piraí do Norte, as casinhas coloridas&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Contei então pro meu amigo sertanejo a minha história em Piraí do Norte. Ele me explicou o que aconteceu. Segundo ele, em cidades assim uma mulher sozinha não senta na mesma mesa que um homem, porque tanto homens como mulheres são muito ciumentos. A mulher casa virgem, e se não é mais virgem, não casa. Se casou virgem, o marido morreu, e ela casa de novo, o cuidado é redobrado: uma conversa com outro macho pode ser mal interpretada e virar questão de morte. Ali, eu era de São Paulo, ou seja, eu era "moderna" e como estava conversando tão facilmente com os homens, eu era "fácil". Os caras estavam me disputando. E as mulheres, me odiando do outro lado da praça, de medo do que eu estava causando entre o Clube do Bolinha. Digamos que eu teria saindo correndo (ainda mais do que saí) se tivesse assistido antes ao &lt;a href="http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/i-spit-on-your-grave-2010.html" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;I spit on your grave&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Ou seja, se eu for pra Piraí do Norte assumir o cargo, eu vou ter algo em torno de um mês de vida, certeza que alguém mandaria me matar. Esqueci de uma coisa básica: cidades pequenas brasileiras perdidas no mapa correm um grande risco de serem extremistas-religiosas, machistas e intolerantes. São Paulo continua sendo um grande exemplo de cidade aonde &amp;nbsp;eu não quero morar, está longe de ser um lugar aonde as pessoas se respeitam, mas pelo menos as mulheres não virgens ainda podem se casar, e ninguém que tenha um piercing é visto como uma aberração da natureza. Piraí do Norte me fez ver que o Estado que elegeria o Serra como presidente do Brasil ainda é uma ilha de bom senso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-1162407090639906268?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/1162407090639906268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/i-dont-want-to-stay-here-but-definitely.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/1162407090639906268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/1162407090639906268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/i-dont-want-to-stay-here-but-definitely.html' title='I don&apos;t want to stay here, but DEFINITELY I don&apos;t want to come back to Bahia'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/FEIHUZurW4s/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-7298331083094997218</id><published>2011-10-18T03:17:00.001-02:00</published><updated>2011-10-18T03:22:42.956-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Don't be afraid of the Dark, 2011</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yy_0HYaKBKc/Tpz-MYFBdLI/AAAAAAAABlo/tXR31JXfhPM/s1600/Dont+Be+Afraid+of+the+Dark+Movie.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="193" src="http://4.bp.blogspot.com/-yy_0HYaKBKc/Tpz-MYFBdLI/AAAAAAAABlo/tXR31JXfhPM/s400/Dont+Be+Afraid+of+the+Dark+Movie.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ávida que estou por bons filmes de terror, e já que estava por São Paulo, já que em Santos, claro, ainda não chegou, fui conferir na cidade grande o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270761/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Don't be Afraid of the Dark, 2011&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Não tenha medo do Escuro&lt;/i&gt; conta a história de Sally (fofíssima Bailee Madison), uma garotinha que se muda com seu pai (Guy Pearce) e sua madrasta (Katie Holmes) para uma mansão que eles estão restaurando. A mansão tinha sido a casa do Mr. Blackwood (Gary McDonald), um conhecido pintor do século XIX morto em circustâncias desconhecidas. Sally descobre um porão escondido na casa e então começa a ouvir vozes vindo dele, a convidando para brincar, mas logo descobre que as assustadoras vozes não têm muitas boas intenções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme é um re-make do original de 1973 produzido para televisão, re-editado agora pelo Guillermo Del Toro, diretor do belíssimo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0457430/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Labirinto de Fauno, 2006&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Nesse sentido, &lt;i&gt;Don't be afraid of the Dark&amp;nbsp;&lt;/i&gt;desaponta. As seqüências de suspense poderiam ter sido muito mais bem elaboradas, mas o que aflige não é muito mais a falta de atitude dos personagens do que a aproximação do perigo em si. A velha fórmula do personagem que sobe a escada enquanto a casa está em chamas e todo mundo sabe que o assassino o espera lá em cima, até funciona em muitos filmes, mas esse não era o caso. O filme não tem fôlego, não tem aquele ritmo que envolve quem assiste, que provoca a sensação de suspense: o medo fica por conta de imagens rápidas e assustadoras. Assim fica fácil, pô. A minha vida por exemplo, não tem uma história muito boa e tem imagens rápidas bem mais assustadoras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6E_Ga2NYuok/Tp0KMyXAevI/AAAAAAAABmA/PoozISuSInw/s1600/fadas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="161" src="http://2.bp.blogspot.com/-6E_Ga2NYuok/Tp0KMyXAevI/AAAAAAAABmA/PoozISuSInw/s200/fadas.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só se encontra o dedinho de Del Toro na idéia, também explorada no &lt;i&gt;Labirinto de Fauno&lt;/i&gt;, de fadas como seres mágicos e obscuros, mais travessos do que bons por excelência, criaturinhas pré-humanas que vivem por séculos rondando a humanidade, desapercebidos, na escuridão. A idéia do conto de fadas às avessas é original, complexa, interessante, super bem explorada no &lt;i&gt;Labirinto de Fauno&lt;/i&gt;. No &lt;i&gt;Don't be afraid of the Dark&lt;/i&gt;, fica a sensação do "poderia ter sido mais". Até rolou uma história, uma certa complexidade, mas era na forma de um punhado de fatos, sem enredo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que faz valer a pena mesmo o ingresso é a atuação da Bailee Madison. Vale a pena ir vê-la. E a minha sede por um bom filme de terror continua, aceito sugestões / convites... :)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Laqfq4lMpiw/Tp0JnJTvXpI/AAAAAAAABl4/gEYz5vjwn-I/s1600/sally.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-Laqfq4lMpiw/Tp0JnJTvXpI/AAAAAAAABl4/gEYz5vjwn-I/s320/sally.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Bailee Madison, como Sally&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-7298331083094997218?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/7298331083094997218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/dont-be-afraid-of-darkness-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/7298331083094997218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/7298331083094997218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/dont-be-afraid-of-darkness-2011.html' title='Don&apos;t be afraid of the Dark, 2011'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yy_0HYaKBKc/Tpz-MYFBdLI/AAAAAAAABlo/tXR31JXfhPM/s72-c/Dont+Be+Afraid+of+the+Dark+Movie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-2943817007833498185</id><published>2011-10-14T18:18:00.001-03:00</published><updated>2011-10-15T13:12:42.253-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>O princípio da irresistibilidade das ovelhas negras</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-j2TqYqGLYuY/TpibfPHaWcI/AAAAAAAABk4/OzPMxDWWlgQ/s1600/Humor+Ovelha+negra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-j2TqYqGLYuY/TpibfPHaWcI/AAAAAAAABk4/OzPMxDWWlgQ/s320/Humor+Ovelha+negra.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Conseguiram me achar na foto?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente, começo a dar sinais de cansaço. Olho ao meu redor e meu dou conta: há quase uma hora eu estava discutindo religião. Como aquilo tinha começado? Como eu não pude fugir a tempo? Como sair dali? Nesses apuros, sempre lembro de um psicopata que conheci uma vez, que quando se cansava de discutir alguma coisa, simplesmente dizia ao seu interlocutor: "Cansei, não vou mais abrir a boca", e cumpria ao pé da letra a palavra. Nunca consegui seguir o exemplo desse cara. O que talvez seja bom, talvez eu seja só atéia e não psicopata.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não acredito em Deus. Sou a favor da liberdade de culto, o que inclui a possibilidade de alguém não estar afim de nenhum culto. Mas ninguém entende isso! Liberdade de culto parece significar "liberdade de culto, desde que se tenha algum culto", assim como liberdade de expressão parece querer dizer: "liberdade para expressar o preconceito".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-j8mhBQnJtEk/Tpmw2ZXxb-I/AAAAAAAABlg/zn3jaX4577o/s1600/religion.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="219" src="http://2.bp.blogspot.com/-j8mhBQnJtEk/Tpmw2ZXxb-I/AAAAAAAABlg/zn3jaX4577o/s320/religion.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não acredito em Deus, não estou em crise (não com Ele, posto que eu não acredito n'Ele), respeito do fundo do meu coração qualquer forma de credo, bem como qualquer postura de qualquer pessoa, desde que esse credo e essa postura não discrimine ninguém, e quando eu digo "desde que esse credo e essa postura não discrimine ninguém", eu me incluo na sentença. Lutar pelo meu direito de ser atéia é também lutar pelo direito do meu vizinho ser evangélico, judeu, espírita, católico, o que ele quiser ser.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então sim, eu tenho um problema sério com religião e seus praticantes, porque eu conto nos dedos de uma mão os que eu conheço que fazem o favor de respeitar as posturas alheias, e ainda sobra dedo na mão. Acho que eu preciso me relacionar melhor, sem dúvida, porque hoje aconteceu de novo: os olhinhos do meu interlocutor brilharam ao se dar conta de que tinha ali, na sua frente, uma ovelha desgarrada desesperada para encontrar o seu rebanho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QHyZMT6jKYk/TpieuX_kZBI/AAAAAAAABlA/9wf0LXKSRR8/s1600/revista-superinteressante.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-QHyZMT6jKYk/TpieuX_kZBI/AAAAAAAABlA/9wf0LXKSRR8/s200/revista-superinteressante.jpg" width="151" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O argumento? Espiritismo não é religião, é ciência, taí a Super Interessante que não nos deixa mentir. Espiritismo não é religião, é filosofia &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;- essa é ótima! Santo Agostinho, São Tomás de Aquino foram dois cantores de axé da Idade Média&lt;/span&gt;. Uma vez uma colega da UNICAMP me disse, querendo me provar o lado científico da coisa, que tem vários professores da Universidade que freqüentam Centro Espírita, ou seja, Centro Espírita não é pouca bosta não, é lugar de professor universitário, esses detentores do conhecimento universal. Não tenho nada contra o Espiritismo, como já disse, não tenho nada contra religião. Mas sou a favor do bom senso: Espiritismo NÃO é Ciência. Daí eu pergunto pro espírita: e qual o problema? Qual o problema de ser religião e não ciência? Religião é coisa de gente burra, não-&lt;i&gt;esclarecida&lt;/i&gt;, religião não é filosofia? Ciência é coisa pra gente culta, gente com discernimento? Desculpa, mas pra mim todos os centros espíritas do planeta, todos as igrejas protestantes, todos os centros de umbanda, cada frango e cada velha de cada encruzilhada, cada igreja católica, cada mesquita, cada whatever &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(a lista é longa)&lt;/span&gt;, é um espaço de crenças, de mitologias, de símbolos, de filosofias, de pensamento religioso. Cada espaço absolutamente rico de significados culturais. Desculpa, mas a hóstia do padre não é mais inteligente do que a vela preta da encruzilhada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da mesma forma que cada laborátorio em cada universidade do planeta é um espaço de pensamento científico. Religião é historinha pra boi dormir e Ciência é a verdade absoluta, ou vice-versa? De maneira nenhuma. A Religião é um pensamento comprovado de acordo com as suas regras, e a Ciência é um pensamento comprovado de acordo com as suas regras. Mas tanto lá como cá, as regras mudam o tempo todo. A Ciência de 500 anos atrás não acreditava em muitas coisas que a Ciência de hoje acredita, o mesmo para qualquer religião. A Ciência não é a bolacha mais recheada do pacote. A diferença está na forma como uma idéia é construída e validada: cada religião tem as suas próprias regras de fazer-lo, e a Ciência (ocidental) tem as suas, como qualquer aluno de quinta-série deve saber. O dia em que um espírita encaixar o Espiritismo nesse esquema, eu tiro o chapéu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RRb1HGMae-c/TpijL-K9CdI/AAAAAAAABlQ/S5K72w9OIIQ/s1600/metodo.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="261" src="http://3.bp.blogspot.com/-RRb1HGMae-c/TpijL-K9CdI/AAAAAAAABlQ/S5K72w9OIIQ/s320/metodo.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #f9f9f9; font-family: sans-serif; font-size: 11px; line-height: 15px;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esbo%C3%A7o" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: initial; background-image: none; background-origin: initial; color: #0645ad; text-decoration: none;" title="Esboço"&gt;Esboço&lt;/a&gt;&amp;nbsp;contendo os principais passos do método científico. O método começa pela observação, que deve ser sistemática e controlada, a fim de que se obtenham os fatos científicos. O método é cíclico, girando em torno do que se denomina&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: initial; background-image: none; background-origin: initial; color: #0645ad; text-decoration: none;" title="Teoria"&gt;Teoria Científica&lt;/a&gt;, a união indissociável do&amp;nbsp;&lt;a class="mw-redirect" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conjunto_(matem%C3%A1tica)" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: initial; background-image: none; background-origin: initial; color: #0645ad; text-decoration: none;" title="Conjunto (matemática)"&gt;conjunto&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de todos os fatos científicos conhecidos e de um conjunto de&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3tese" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: initial; background-image: none; background-origin: initial; color: #0645ad; text-decoration: none;" title="Hipótese"&gt;hipóteses&lt;/a&gt;&amp;nbsp;testáveis e testadas capaz de explicá-los. Os fatos científicos, embora não necessariamente&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Laborat%C3%B3rio" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: initial; background-image: none; background-origin: initial; color: #0645ad; text-decoration: none;" title="Laboratório"&gt;reprodutíveis&lt;/a&gt;, têm que ser necessariamente&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_hist%C3%B3ria_natural" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: initial; background-image: none; background-origin: initial; color: #0645ad; text-decoration: none;" title="Museu de história natural"&gt;verificáveis&lt;/a&gt;. As hipóteses têm que ser testáveis frente aos fatos, e por tal,&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Falseabilidade" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: initial; background-image: none; background-origin: initial; color: #0645ad; text-decoration: none;" title="Falseabilidade"&gt;falseáveis&lt;/a&gt;. As teorias nunca são provadas e sim&amp;nbsp;&lt;a class="new" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Corroborar&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: initial; background-image: none; background-origin: initial; color: #ba0000; text-decoration: none;" title="Corroborar (página não existe)"&gt;corroboradas&lt;/a&gt;. (Fonte: Wikipedia)&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o mais fantástico da lógica espírita é a teria das reencarnações. Tudo bem o sujeito acreditar que ele vai morrer e vai nascer de novo, tudo bem que dentro da lógica dele essa idéia faz todo sentido, tanto faz se é um professor universitário ou uma faxineira que acredita nisso, qualquer pessoa tem direito e legitimidade para acreditar em qualquer coisa que seja. E não sou eu que vai dizer que a pessoa está errada, não mesmo. Talvez ela até esteja certa, eu acho possível, eu falando, a minha modesta opinião é que é possível, e só. Não é uma grande preocupação na minha vida, da mesma forma que eu não entendo nada sobre carros e nem procuro entender, porque não me interessa. Mas tudo bem alguém se preocupar com isso, ou com carros, ou com qualquer coisa que seja. O playground é grande, dá pra todo mundo brincar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-67i2M3g7CiA/Tpim1MSbuKI/AAAAAAAABlY/f-hCVbTj3YM/s1600/evolucao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-67i2M3g7CiA/Tpim1MSbuKI/AAAAAAAABlY/f-hCVbTj3YM/s320/evolucao.jpg" width="289" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que não está tudo bem é quando o sujeito me diz que eu ainda preciso reencarnar mais vezes até me tornar uma pessoa evoluída o suficiente para aceitar a verdade. O mesmo sujeito que tira sarro do cara que aceitou Jesus no coração. Daí não tá tudo bem. O problema é o sujeito tentar me converter argumentando que, se eu não concordo, ou não me interesso, eu sou burra ou não evoluída. O problema é ser rotulada "monstro" por não acreditar em Deus. O problema é uma religião sair por aí dizendo "eu sou ciência", que é uma outra forma de dizer: "pessoas religiosas são burras".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-2943817007833498185?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/2943817007833498185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/o-principio-da-irresistibilidade-das.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/2943817007833498185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/2943817007833498185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/o-principio-da-irresistibilidade-das.html' title='O princípio da irresistibilidade das ovelhas negras'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-j2TqYqGLYuY/TpibfPHaWcI/AAAAAAAABk4/OzPMxDWWlgQ/s72-c/Humor+Ovelha+negra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-7193723049685218453</id><published>2011-10-14T02:28:00.006-03:00</published><updated>2011-10-14T09:29:44.183-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><title type='text'>uma vitória torta ainda é uma vitória?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Vitória torta" talvez seja um pouco forte, um tanto quanto pessimista. Mas é que, sinceramente, eu não fico feliz por ver o babaca do @rafinhabastos &lt;a href="http://www.conjur.com.br/2011-out-13/wanessa-camargo-marido-100-mil-piada-humorista" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;condenado a pagar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; R$100.000 reais de indenização pelo caso Wanessa Camargo; e não é porque eu não seja capaz de sentir felicidade pela desgraça de gente babaca, porque eu sou, e muito. Mas sério mesmo, cem mil reais? O que isso vai fazer, cosquinha na conta bancária do cara? Eu queria era vê-lo escrevendo um milhão de vezes: "Não vou mais ofender minorias, não vou mais incitar o preconceito, não vou mais fazer piada sem graça". Eu queria era ver o cara sendo proibido de falar em público.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2i8zOxPcW38/TpfBQ-iliRI/AAAAAAAABkY/5R00pcFbcQM/s1600/rafinha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="131" src="http://4.bp.blogspot.com/-2i8zOxPcW38/TpfBQ-iliRI/AAAAAAAABkY/5R00pcFbcQM/s400/rafinha.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses 100 mil reais valeriam muito mais se o estopim tivesse sido o comentário sobre mulheres amamentando, as mulheres com seus seios caídos e feios. Ou então se tivesse sido quando do comentário sobre o favor dos estupradores em violentar mulheres feias. Só nesses dois episódios o sujeitinho agrediu muito mais gente do que no comentário sobre a cantora. Tipo assim, metade da população mundial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7EM_IrKCYt8/TpfIEQWZ7WI/AAAAAAAABkw/eSeAXxB5QQQ/s1600/HomerSimpson36.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/-7EM_IrKCYt8/TpfIEQWZ7WI/AAAAAAAABkw/eSeAXxB5QQQ/s200/HomerSimpson36.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas já que a indenização foi por causa da Wanessa, mulher rica, famosa, casada com um tipo fodão, que tivesse sido pelo menos em decorrência à ofensa à mulher, já que Wanessa, grávida, foi humilhada em rede nacional: "Comeria ela e o bebê", a super original piada de Rafinha Bastos. Mas não. A petição que condenada o humorista (sic) a pagar a indenização ressalva &lt;b&gt;"o agravante de ferir os valores da família e de ignorar a condição de casada" &lt;/b&gt;da cantora. Ou seja, trocando em miúdos, Rafinha não foi sequer culpado de agredir uma mulher, sua culpa maior foi a de ter ofendido a condição de casada de uma mulher.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso é uma vitória? Sem dúvida que sim, especialmente por colocar a questão em alta na mídia, em todo país. A única forma de se desconstruir um preconceito é se falando sobre ele, e nisso, temos que agradecer ao Rafinha, por simbolizar tudo de mais execrável que temos hoje na sociedade brasileira. Xingar o Rafinha é como xingar cada um dos machões a nossa volta. Isso vai bani-los da face da Terra? Os fará calar a boca? Não. Mas a gente ainda chega lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A outra grande oportunidade que a gente não pode perder de vista é falar sobre a liberdade de expressão, esse pobre conceito jogado ao vento. Para cada defensor dos Rafinha(s) Bastos, uma pergunta: o que é liberdade de expressão? É ser livre pra dizer que negro não presta? Hitler também se achava livre para dizer que os judeus não prestavam, e aí? Liberdade de expressão só é liberdade de expressão quando respeitado seu princípio básico: a abertura ao diálogo, e não o seu encerramento. Isso é censura. Dizer que mulheres feias devem agradecer a seus estupradores é silenciar a mulher. Dizer "comeria ela e o bebê" é silenciar a mulher. Dizer: "tirem seus seios caídos da minha frente" é silenciar a mulher.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-p8hHOg7LOS0/TpfBubs_7gI/AAAAAAAABkg/uhGgmCcz5qE/s1600/salsicha001.gif" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="155" src="http://2.bp.blogspot.com/-p8hHOg7LOS0/TpfBubs_7gI/AAAAAAAABkg/uhGgmCcz5qE/s200/salsicha001.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Ruivo, um tipo oprimido.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, era piada? Então é como fazer piada de negro, certo? Porque fazer piada de negro não pode e de mulher pode? Não há muito tempo, o ex CQC Danilo Gentili também se meteu em polêmica parecida, quando se defendeu &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(com argumentos absurdos, mas ainda sim mais educados que os do ex colega)&lt;/span&gt;, dizendo que chamar negro de macaco é como chamar um ruivo de Salsicha, um magro de palito, um gordo de baleia. É tudo a mesma coisa. Afinal, os ruivos também são uma minoria, né? Existem pouquíssimos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas se esquecem do que significa o termo "minoria", na sua acepção polítca-social. Se o termo "minoria" fosse quantitativo, mulheres e negros não seriam chamados de "minoria". Minoria são grupos sociais oprimidos. Ruivos não são oprimidos. Negros, mulheres e gays são. Isso faz toda a diferença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei até que ponto a discussão ainda vai se estender, não sei até que ponto a discussão terá poder de esclarecer conceitos que há muito já deveriam ter sido esclarecidos. Ao cutucar gente famosa, Rafinha nos fez o grande favor de nos proporcionar respostas ótimas, como a do ator Fábio Assunção, depois do comentário de Rafinha durante uma apresentação em São Caetano do Sul, quando colocou que a operadora de telefonia Nextel oferece serviços a prostituas e traficantes e que "não é à toa que tem Fabio Assunção como garoto propaganda".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FUmcoNMfNF8/TpfGI55RgII/AAAAAAAABko/5m-zAj7QYAk/s1600/aplause1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-FUmcoNMfNF8/TpfGI55RgII/AAAAAAAABko/5m-zAj7QYAk/s1600/aplause1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Em resposta, o ator postou em seu perfil no Facebook: &lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;"Eu repudio, de todas as maneiras, qualquer manifestação que provoque o constrangimento a qualquer pessoa, seja o motivo que for. Imagino o desconforto do público tendo que engolir um alimento tão estragado e enjoativo, levado a acreditar que isso é bacana. O que é perecível passa, não resiste ao tempo. É um desafio de gente grande, de grandes artistas, não preterir a inteligência e o bom gosto quando os risos estão sendo conquistados com tão pouco, com migalhas, por um público com a crítica ainda em formação. Isso para mim traz à discussão que existem tarefas muito mais grandiosas para um artista brasileiro hoje, além de fazer sua própria arte. Há um público a ser conquistado, carente de humor, que merece outro approach, consideração e encaminhamento".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Clap, clap, clap.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rafinha Bastos poderia ter sido inteligente, poderia ter se retratado publicamente, evitar de falar merda por um tempo e seguir impunemente com seu senso de humor, de respeito, altamente contestável. Mas não. Ele insisti na sua fórmula arrogante, confiante dos fãs que tem, ancorado no ranking de pessoa mais importante do Twitter pelo The New York Times. Se isso vai funcionar? Tenho medo que sim. Concordo totalmente com Fábio Assunção, o público de Rafinha (e similares) é um público com crítica em formação, é platéia de cursinho, Rafinha é um professor de cursinho muito mais rico, muito mais babaca e muito mais sem graça. Quem ri de suas piadas é o sujeito que acha super engraçado quando alguém cai na rua, quem morre de rir de uma deficiência física, quem precisa ver alguém constrangido para ver sentido na piada, uma coisa meio quarta-série.&amp;nbsp;Há sem dúvida um público carente de humor a ser conquistado, uma fatia de bolo enorme, daria dinheiro, gente! Daria dinheiro e daria trabalho; investir nesse público sem capacidade crítica é muito mais simples &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;- não precisa fazer novas piadas, por exemplo, elas já estão prontas há séculos&lt;/span&gt;, e também dá muito dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então né, acho que é cedo pra comemorar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-7193723049685218453?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/7193723049685218453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/uma-vitoria-torta-ainda-e-uma-vitoria.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/7193723049685218453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/7193723049685218453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/uma-vitoria-torta-ainda-e-uma-vitoria.html' title='uma vitória torta ainda é uma vitória?'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2i8zOxPcW38/TpfBQ-iliRI/AAAAAAAABkY/5R00pcFbcQM/s72-c/rafinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-3132076957668383351</id><published>2011-10-14T00:01:00.008-03:00</published><updated>2011-10-14T17:12:10.675-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clássico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='presidente Lula'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='presidenta Dilma'/><title type='text'>Fina Estampa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qDlfiO-MSx0/TpePjVHylUI/AAAAAAAABjE/r0qKo_w10Fk/s1600/Fina+Estampa_novela_Rede+Globo_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="179" src="http://2.bp.blogspot.com/-qDlfiO-MSx0/TpePjVHylUI/AAAAAAAABjE/r0qKo_w10Fk/s320/Fina+Estampa_novela_Rede+Globo_1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;.&lt;br /&gt;Posso falar da novela? Posso, posso? Ninguém me lê, ninguém me quer, então acho que posso. Ah, eu adoro novela. Sempre gostei. É um dos poucos &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(quiçá o único)&lt;/span&gt; vínculos que tenho com a identidade brasileira, posto que eu não gosto muito de carnaval &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(não disse que odeio, só não gosto muito)&lt;/span&gt;, também não gosto muito de futebol &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(a mesma ressalva do carnaval)&lt;/span&gt;, até gosto bastantinho de samba, mas é bastantinho, não é bastantão. Coloca um Martinho da Vila e um Paul McCartney na minha frente e você verá a diferença.&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(São só esses os itens para ser genuinamente brasileiro, né? Se esqueci de algum item super importante, perdoem, eu não entendo muito essa vibe de patriotismo)&lt;/span&gt;. Agora, crise de banzo mesmo eu tive no Canadá, quando sentava pra comer a noite e não tinha novela na TV. Foi duro. Essa crise só perdeu pra abstinência de cebola e alho na gastronomia canadense, que tem suas origens no Acre, ou seja, não existe. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(Não existe gastronomia sem cebola e alho, oras)&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-57hIY_JoqX0/TpeaKo8qUYI/AAAAAAAABjc/KOwsszy4xxI/s1600/nazare.png" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-57hIY_JoqX0/TpeaKo8qUYI/AAAAAAAABjc/KOwsszy4xxI/s1600/nazare.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto de novelas por vários motivos, além desse vínculo identitário inexplicável, abstrato, não deliberado. Gosto dos romances, dos clichês, das pessoas que chegam na própria casa e não tiram os sapatos &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(que espécie de monstro age assim?)&lt;/span&gt;, dos esteriótipos, adoooooro os vilões (Maria Nazaré Tedesco, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tHjJccofSg0" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Senhora do Destino, 2004&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;!!), solidarizo com a dor dos mocinhos, torço com todas as minhas forças para o casal principal conseguir ser feliz - lembram quando o Nando pediu a Milena em casamento em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WJ1JZizm4Wk" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Por Amor, 1997&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;?, sofro com cada batalha perdida, vibro de emoção a cada batalha ganha - o que foi a Laura apanhando da Maria Clara em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=BOjvX2JWbTY" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Celebridades, 2003&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;?. Adoro o português super correto das novelas da Globo, adoro quando o personagem diz: "banana pra você!", quando queria dizer: "vai tomar no cu", como o Leonardo, em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=q6034UQBrsA" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;A Favorita, 2009&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Só acho meio chato as campanhas das novelas da Glória Perez, aquela coisa dos depoimentos no final. Depoimentos no final de cada episódio só era legal na &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=F7Sn97O0xaM" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Éramos Seis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, do SBT. Sou fã até das Helenas de Manoel Carlos. Sou fã até de ator "dara-eu-te-amo", &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=uK8tO4BjRPA" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Explode Coração, 1995&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1uCWc4No38k/TpeZGwmbPRI/AAAAAAAABjM/mPBKbp3Pm-A/s1600/Quatro+Por+Quatro.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="199" src="http://1.bp.blogspot.com/-1uCWc4No38k/TpeZGwmbPRI/AAAAAAAABjM/mPBKbp3Pm-A/s200/Quatro+Por+Quatro.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;lets just kiss and say goodbye...&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me apaixonei pelas novelas desde &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2EmHmYCkwEI" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Que rei sou eu?, 1989&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, mas eu só lembro mesmo de chegar da escola e ir direto pra TV. Mas lembro como se fosse hoje quando o Cirilo venceu o babaca do Jorge Del Salto na corrida de carros, em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=z5SNSwfnB8k" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Carrossel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, exibida pela primeira vez no Brasil em 1991. Faço auto-biografia-mental a partir de novelas: quando eu estava no cursinho, tava passando a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RfeBadbFpZA" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;O Cravo e a Rosa, 2000&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;mas já no primeiro ano de faculdade eu não perdia nenhum capítulo de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=j4R_SArLJQc" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;O Clone, 2001&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Adoro as trilhas sonoras, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roque_Santeiro" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Roque Santeiro, 1985&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, é de longe meu number one das trilhas sonoras, mas confesso um carinho especial pela trilha sonora internacional de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quatro_por_Quatro" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Quatro por Quatro, 1994&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, eu até tinha o bolachão!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além de todos os motivos supracitados, eu &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(também)&lt;/span&gt; gosto de novela porque as novelas brasileiras &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(sobretudo as globais, e sobretudo as das 9)&lt;/span&gt;, compõem um retrato consideravelmente exato, pontual, e absolutamente interessante da sociedade brasileira, ainda que seja através de silêncios, de diálogos não encenados, de beijos homossexuais não dados. E isso acontece porque essas novelas são feitas a partir do imaginário social e para esse imaginário; o reproduzindo na mesma medida em que o alimenta. E esse caminho de mão dupla só se torna possível na medida em que as novelas são extremamente democráticas: elas estão no salão de beleza da periferia, nos spas dos bairros mais caros, na cantina das melhores universidades. Poucas coisas conseguem vingar em tantos espaços diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YVU8bc_BlBg/Tpef7nzAn6I/AAAAAAAABjk/aSVTjqng54Y/s1600/Griselda-Lilia-Cabral.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="112" src="http://1.bp.blogspot.com/-YVU8bc_BlBg/Tpef7nzAn6I/AAAAAAAABjk/aSVTjqng54Y/s200/Griselda-Lilia-Cabral.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas falando da Fina Estampa, a bola da vez, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;que não chega a ser nenhum grande clássico da telenovela brasileira, mas tem seu mérito&lt;/span&gt;, hoje fiquei feliz da vida, ganhei o dia, e olha que o meu dia foi ruim pacas. Há meses venho acompanhando a saga da Griselda, personagem da Lília Cabral, o "Pereirão". Mãe solteira, que criou com dignidade seus rebentos, Griselda ganha a alcunha de "Pereirão" porque, pra ganhar a vida, ela vai pra rua fazer uma das poucas coisas que havia aprendido além da vida doméstica: o ofício de mecânica. Além de carros, a moça também se versou em todos os tipos de consertos, reparos, parte elétrica e parte hidráulica. Mulher honesta, de personalidade forte, sempre vestida em seu macacão, também é conhecida como "Marido de Aluguel", por seus serviços, e por uma aparência, por um estilo, marcadamente masculino. Até aí, nada de mais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eis que nos últimos capítulos, os bonitões René (Dalton Vigh) e Guaracy (Paulo Rocha), começam a demonstrar interesse pela moça. Hoje os dois até a disputaram para um jantar, mas como os dois foram fazer o convite juntos, por uma fatal coincidência do destino, a solução foi um jantar a três. Griselda então vai se arrumar, a seu modo, enquanto os machinhos a esperam na sala da sua casa, trocando farpas. Sua filha então aparece para ajudá-la a se arrumar, ela quer vestir calça e camisa, a guria diz que não, que aquele dia era dia pra vestido e maquiagem. &lt;i&gt;"Você vê algum problema no meu macacão? Foi esse macacão que criou meus 3 filhos! Eu não gosto de vestido, vestido deixa as pernas soltas, bate vento, eu fico desconfortável"&lt;/i&gt;, Griselda argumenta. A filha replica: &lt;i&gt;"Nenhum problema com o macacão. Mas hoje é dia de vestido", &lt;/i&gt;e na sequência, torturantes cenas de retirada de buço. Tá, Griselda acaba a cena maquiada e com vestido. Até aí, nada de mais, again, I know.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que chamou minha atenção é que Griselda é uma mulher bonita, hetero &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(ao que parece)&lt;/span&gt;, que gosta de se vestir de menino. Eu adoro clichês, de verdade, mas adoro quando clichês-do-mal &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(como os preconceituosos)&lt;/span&gt; são jogados por terra em rede nacional. Mulher que se veste de menino? Só pode ser sapatão. Griselda não é lésbica. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;(Tudo bem se fosse, lógico. Eu por exemplo gosto muito mais de usar saias, não me sinto confortável com calça, e eu juro que isso não tem nada a ver com a minha orientação sexual ou política: sou super feminista engajada, mas gosto de pintar as unhas e me depilo sempre, e não tenho absolutamente nada contra quem não gosta de pintar as unhas ou não se depila, da mesma forma que eu odeio maquiagem mas não tenho preconceitos contra mulheres maquiadas. E o mundo continua a girar, certo?).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-e68x9jg4k8c/Tpelb2j7WUI/AAAAAAAABjs/ZsLWMklIkmU/s1600/griselda_guaracy_rene.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-e68x9jg4k8c/Tpelb2j7WUI/AAAAAAAABjs/ZsLWMklIkmU/s320/griselda_guaracy_rene.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Clichê-do-mal número dois colocado por terra: geralmente, os bonitões só se interessam pela mulher linda, gostosona e super gente boa, quando a mesma começa a se "arrumar melhor", a se "comportar como mulher". Os bonitões da novela se apaixonaram por Griselda antes disso, ou seja, uma mulher é muito mais do que seu estojo de maquiagem, constatação óbvia, eu sei, mas acreditem: nem pra todo mundo é óbvio. De macacão, cabelo preso e sem maquiagem, Griselda continua sendo uma mulher super interessante. Eu sou muito otimista ou isso é lindo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Griselda também ganhou meu coração por outro singelo motivo: há 15 anos, seria possível uma mãe solteira, que trabalha na casa dos outros, que vive no subúrbio, botar seu filho na faculdade de medicina? Colocando de outra forma, há 15 anos, em uma novela brasileira, um moleque pobre, que vive no subúrbio, filho de uma mãe que faz serviços na casa dos outros, estaria na faculdade de medicina sem que isso seja mostrado como um exemplo de superação absurda? Acho que não, porque há 15 anos um moleque desse naipe só estaria na faculdade de medicina se isso fosse fruto de uma superação absurda, coisa para poucos. Esse quadro já se reverteu na sociedade brasileira, reverteu tanto que faz todo sentido que o moleque esteja na faculdade de medicina, é uma coisa normal na novela, não nos chama atenção. É o Brasil do presidente Lula, é o Brasil da presidenta Dilma, minha gente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-3132076957668383351?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/3132076957668383351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/fina-estampa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/3132076957668383351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/3132076957668383351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/fina-estampa.html' title='Fina Estampa'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-qDlfiO-MSx0/TpePjVHylUI/AAAAAAAABjE/r0qKo_w10Fk/s72-c/Fina+Estampa_novela_Rede+Globo_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-3559636179511851615</id><published>2011-10-13T22:16:00.003-03:00</published><updated>2011-10-14T02:40:59.465-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meeedo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><title type='text'>Família, eu apoio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto assistia inocentemente à &lt;i&gt;Fina Estampa&lt;/i&gt;, a atual novela da Globo das 9, tema do próximo post, fui bombardeada sem perdão pela nova campanha do &lt;a href="http://www.psc.org.br/index.php" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;PSC&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, o Partido Social Cristão, que começou a ser veiculada hoje, por isso os fantásticos vídeos ainda não estão no youtube. Acabei de jantar, mas acho que consigo descrevê-los sem maiores danos ao meu estômago.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-d5YaiigxNZM/TpeLGfiwhSI/AAAAAAAABi8/7UCB6u4CWac/s1600/insero+tv+pastor+vale.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="205" src="http://3.bp.blogspot.com/-d5YaiigxNZM/TpeLGfiwhSI/AAAAAAAABi8/7UCB6u4CWac/s320/insero+tv+pastor+vale.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sob o mote de "Família, eu apoio", cada uma das pavorosas aparições da campanha começa com: "HOMEM + MULHER + AMOR = FAMÍLIA".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobe um, vai dois...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Noves fora zero..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não entendi. O que acontece se juntar um homem, mais um homem e amor? E mulher, mais outra mulher, e amor? E se for só um homem mais seu filho e mais amor? Ou uma mulher mais sua filha mais amor? Não pode ser família?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu nunca fui boa em matemática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-3559636179511851615?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/3559636179511851615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/familia-eu-apoio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/3559636179511851615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/3559636179511851615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/familia-eu-apoio.html' title='Família, eu apoio'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-d5YaiigxNZM/TpeLGfiwhSI/AAAAAAAABi8/7UCB6u4CWac/s72-c/insero+tv+pastor+vale.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-3029846069395885217</id><published>2011-10-07T13:28:00.004-03:00</published><updated>2011-10-14T00:02:00.751-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='séries'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consumismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><title type='text'>Let's think different for a while...</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vJFhbhdOTME/To8NkpN0aYI/AAAAAAAABiU/IInOuuHGBVw/s1600/416701559.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-vJFhbhdOTME/To8NkpN0aYI/AAAAAAAABiU/IInOuuHGBVw/s320/416701559.jpg" width="275" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O Deus Steve Jobs, ensinando seus milagres no Céu&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Steve Jobs motivou mais de quatro milhões de tuítes em 12 horas, tendo sindo tema de alguns Trending Topics durante todo o dia de ontem, com&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 15px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;hashtags como #ThankYouSteve e #iSad.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o mundo passava pela perda da cantora Amy Winehouse, em julho deste ano, as comparações eram inevitáveis: aos 27 anos morriam também grandes ícones da música mundial: Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain. Em maior ou menor medida, mas sempre falando de medidas consideráveis, todos eles mudaram a história da música, e morreram muito jovens, todos aos 27 anos, deixaram órfãos legiões de fãs mundo afora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na vez de Steve Jobs, a comparação foi a partir da maçã, que primeiro mudou o mundo nas mãos de Eva, depois nas de Newton e finalmente, nas de Steve Jobs. Passando antes, ainda, pelos Beatles. Peraí, a linha sucessória é Eva-Newton-Beatles-Apple, ou isso soa um tanto quanto exagerado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jobs está mais para gênio da Física ou para gênio do Marketing?&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xZZtvS33jf0/To8s6fiE8FI/AAAAAAAABic/kt8j_huRXW0/s1600/amorim.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-xZZtvS33jf0/To8s6fiE8FI/AAAAAAAABic/kt8j_huRXW0/s1600/amorim.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoalmente, eu não simpatizo muito com a Apple e não venho motivos para tanto. "Tecnologia para todos", a idéia de Jobs que a tecnologia deveria ser simplificada o suficiente para qualquer pessoa conseguir utilizá-la, até poderia parecer simpática de um ponto de vista democrático, se não fosse cruelmente excludente de um ponto de vista prático. Think Different? Desde quando pensar diferente se aplica ao conceito capitalista básico de gerar necessidades consumistas absurdas, que aumentam exponecialmente a barreira entre os que tem e os que não tem? Isso é pensar diferente? Sério?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Steve Jobs aparece em um episódio dos Simpsons, quando Lisa vai ao seu encontro para dizer que havia comprado muitas músicas e que agora não tinha dinheiro pra pagar. Steve "Mobs" responde: &lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;"Olha, eu sei que o slogan da empresa é 'think different', mas na verdade isso quer dizer: 'no refunds' "&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/WL2l_Q1AR_Q?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jobs não ajudou em nada a popularizar a tecnologia, mas ajudou muito a torná-la um bem de consumo excludente. Não dá pra entender esse culto a Steve Jobs, como a própria Lisa já tinha cantado a bola. Jobs transformou a tecnologia em um feitiche elitista excludente tão absurdo que há casos de pessoas que, literalmente,&lt;a href="http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2011/06/chines-vende-rim-para-comprar-ipad.html"&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;venderam partes de seu corpo para poder comprar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; o mais novo (e super caro) produto. Bill Gates, apesar de seu trabalho voluntário que percorre todo o planeta, ainda é visto como símbolo máximo da ganância da indústria tecnológica (não sem razão), mas a carapuça sem dúvida serve melhor em Steve Jobs.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nNVxP98PVxE/To8n79OT9yI/AAAAAAAABiY/AV1XBQe837Q/s1600/apple-restriction-zone.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-nNVxP98PVxE/To8n79OT9yI/AAAAAAAABiY/AV1XBQe837Q/s320/apple-restriction-zone.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Tecnologia para todos?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O marketing do sujeito é tão poderoso que todos nós conhecemos uma infinidade de pessoas esclarecidas, libertárias, partidárias fervorosas do Software Livre, que jamais abririam mão do seu mais novo iphone, ou do ipad2 - o qual elas esperaram ansiosamente para comprar, da sua lista de músicas do itunes, pessoas que usam diariamente o seu MacBook, felizes da vida por serem donos do "melhor notebook do planeta", sem se darem conta de que todos esses "acessórios" custam, juntos, muito mais do que o próprio salário, muito mais do que um excelente salário, e pior: que são absolutamente desnecessários.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Eu também tenho um ipod, que foi presente, aliás. E sinto muita falta do velho mp3 player, da época quando eu podia passar as minhas músicas para qualquer computador, para qualquer pessoa. Porque eu acredito e luto por uma internet cada vez mais livre, por uma internet e um mundo cada vez mais democrático e acessível a todos. Steve Jobs, não.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-3029846069395885217?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/3029846069395885217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/lets-think-different-for-while.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/3029846069395885217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/3029846069395885217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/lets-think-different-for-while.html' title='Let&apos;s think different for a while...'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vJFhbhdOTME/To8NkpN0aYI/AAAAAAAABiU/IInOuuHGBVw/s72-c/416701559.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-8621865686308407690</id><published>2011-10-06T21:29:00.009-03:00</published><updated>2011-10-14T00:02:20.587-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='séries'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><title type='text'>Fringe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando questionado sobre se teria ou não desejo de viver em outra época, temática de seu mais novo (e excelente) filme, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1605783/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Midnight in Paris, 2011&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, Woody Allen responde, com seu tão peculiar bom humor: &lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;"Olha, já passamos por tantas conquistas importantes... não consigo me imaginar vivendo em uma sociedade sem ar-condicionado, por exemplo"&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-__QTx8w5nOU/To4976UBmFI/AAAAAAAABiE/5gVy_Wc_1nk/s1600/trofeu_joinha014.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-__QTx8w5nOU/To4976UBmFI/AAAAAAAABiE/5gVy_Wc_1nk/s200/trofeu_joinha014.jpg" width="175" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;troféu joinha pra você, amigão!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não consigo imaginar meus últimos meses sem o advento de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1119644/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Fringe&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; na minha existência. Voltei pro Brasil junto com o mês de junho, correndo pro abraço, pros abraços, acabei ganhando vários, mas também tive que me desvincilhar de muita porrada também, e olha que eu evitei (e ainda evito) as áreas de risco, como ex-namorados, por exemplo. Ainda hoje eu tive que ouvir que sou super folgada, que não quero trabalhar, que quero viver a boa vida. Bem, isso é verdade, eu gostaria muito de passar o resto da minha vida sem trabalhar, bebendo água de coco na praia, sem maiores preocupações. Mas eu não chamo de boa vida estar hospedada no sofá da minha mãe, eu não chamo de boa vida ter passado os últimos 3 meses com uma mala com 3 roupas de verão e 3 de inverno, porque eu não tenho dinheiro (ou carro) pra buscar o resto das minhas coisas que ficaram em São Paulo, aliás, eu também não chamo de boa vida ter todos os meus "bens" dentro de duas malas de 25 quilos (cada), ou seja, eu sozinha peso mais do que todas as minhas coisas juntas,&amp;nbsp;eu não chamo de boa vida não ter um puto pra pagar o café, eu não chamo de boa vida estar passando pelo término super traumático de um relacionamento, eu não chamo, em hipótese alguma, a minha vida de boa vida. Queria ver, aliás, quem diz que a minha vida é boa vida trocar de vida comigo. Eu adoraria passar o perrengue de viver com um trabalho estável e um relacionamento estável. Espero que a minha vida piore muito nos próximos meses porque se melhorar, literalmente, estraga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu não vim aqui pra me queixar, afinal, a minha vida tá ótima. Ainda mais agora que acaba de sair a quarta temporada de Fringe, com já dois episódios novos que estão sendo baixados nesse instante nesse mesmo computador que vos escreve, o que, trocando em miúdos, quer dizer: quase duas horas nas quais eu vou poder esquecer como a minha vida é boa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não dá pra esquecer da vida com filme cabeça - &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;foi mal, Woody, cê é legal mas eu não tô afim, o problema é comigo, não com você&lt;/span&gt;. Não dá pra esquecer da vida com prêmios nobels de literatura. Nessas horas, só o realismo fantástico salva &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;- na categoria "realismo fantástico" acho que a gente pode incluir "religião", mas como eu não tenho nenhuma, fico com a modalidade "ficção científica"&lt;/span&gt;. Ou seja, eu também não viveria em outra época; a exemplo de Woody Allen, eu não poderia viver em uma época que, por exemplo, não se preocupe em esquecer de si mesma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-03J_0hF4fjE/To45jouVbhI/AAAAAAAABh8/PxxilN_jsVU/s1600/fringe3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-03J_0hF4fjE/To45jouVbhI/AAAAAAAABh8/PxxilN_jsVU/s320/fringe3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Fringe&lt;/i&gt; é um seriado norte-americano estreado em 2008, criado por J.J. Abrams, mesmo criador de &lt;i&gt;Lost&lt;/i&gt;. A segunda temporada veio ao ar nos Estados Unidos em 2009, e depois de ameaças de não-renovação devido a baixa audiência, a terceira temporada vingou em 2010. Mesmas ameaçadas de veto colocadas na mesa, e muitas mobilizações nerdísticas mundo afora depois, chega fresquinha a quarta temporada. Sério mesmo que seriados como&amp;nbsp;&lt;i&gt;Sex in the City&lt;/i&gt; fez um puta sucesso e &lt;i&gt;Fringe &lt;/i&gt;quase ficou sem final?!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que pode ser uma explicação, jamais justificável, para a baixa audiência do seriado é que, a exemplo de &lt;i&gt;Lost&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Fringe &lt;/i&gt;é uma série que precisa ser seguida, episódio por episódio, para ir fazendo sentido aos poucos. Não dá pra assistir um episódio, pular três e ir impune pro seguinte. A série apresenta um drama psicológico bastante complexo, pontuada no limite entre ficção e realidade, a partir de uma série de eventos estranhos que começam a pipocar em todo o planeta (ou seja, nos Estados Unidos), quando então o FBI cria uma divisão, chamada &lt;i&gt;Fringe&lt;/i&gt;, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;["divisão Fringe" seria como "divisão Ciência de Borda" em português]&lt;/span&gt;, para estudar e tentar entender os estranhos fenômenos que a ciência tradicional não poderia explicar. A partir daí, todo um universo de ficção científica se desenvolve, abordando temas como universos paralelos, inteligência artificial, teletransportação, matéria escura, psicocinese, mutações, bioterrorismo, enfim, é só pensar um grande exponte da ficção científica e ele fará todo sentido em &lt;i&gt;Fringe&lt;/i&gt;. A parte de uma história bastante bem construída, a atuação de todos os personagens principais também surpreende: cada ator recebe um papel de complexidade considerável e o desempenha brilhantemente bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4AZCsLad-sI/To5JJDtj2fI/AAAAAAAABiQ/wYkRuBpUAQI/s1600/fringe.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="237" src="http://3.bp.blogspot.com/-4AZCsLad-sI/To5JJDtj2fI/AAAAAAAABiQ/wYkRuBpUAQI/s320/fringe.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;No primeiro episódio da série, um acidente aéreo mata todos os passageiros de um vôo em Boston, de forma bastante bizarra. O FBI é acionado, e então a agente Olivia Dunham (Anna Torv) é chamada para investigar. Depois que seu parceiro morre durante as investigações, Olivia encontra o Dr. Walter Bishop (John Noble), um Einstein da nossa geração, que passa a colaborar com o FBI. Só há um problema: o doutor Walter havia passado duas décadas em uma clínica psiquiátrica, e a única forma de tornar sua genialidade compreensível era através da ajuda/tradução de seu filho, Peter Bishop (Joshua Jackson, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;canadense fofo!&lt;/span&gt;), um sujeito com QI 190, 50 acima do considerado "gênio", que passa a fazer parte também da divisão Fringe do FBI. As investigações de Olivia acabam a levando a um nome: Nina Sharp (Blair Brown), executiva de uma megacorporação tecnológica chamada Massive Dynamic, que tem como CEO Willian Bell (Leonard Nimoy, isso mesmo, o Spock de Star Trek), e foi fundada duas décadas atrás em sociedade com o Dr. Walter. Sob o comando de Phillip Broyles (Lance Reddick), e com o auxílio da agente júnior Astrid Fansworth (Jasika Nicole), a Divisão Fringe pouco a pouco desvenda os misteriosos episódios que assolam o "planeta".&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Não dá pra pensar em problema nenhum assistindo &lt;i&gt;Fringe&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;Obrigada, J. J. Abrams, por tornar a minha vida suportável. Obrigada por criar uma série de pequenos dramas psicológicos totalmente surreais, impossíveis dentro da realidade que conhecemos, mas bastante verossímeis do ponto de vista da complexidade que carregam, de modo que eu possa pensar-los até a exaustão, quando então meu cérebro já não tem mais por onde pensar nos meus pequenos dramas psicológicos, totalmente surreais, verossímeis apenas do ponto de vista da complexidade que carregam, complexidade demasiada complexa para meu modesto cérebro suportar.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pfjSs5JxsbE/To5FKZSVvPI/AAAAAAAABiM/UtUHBWQIy9c/s1600/fringe6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-pfjSs5JxsbE/To5FKZSVvPI/AAAAAAAABiM/UtUHBWQIy9c/s320/fringe6.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;todos os episódios da série podem ser encontrados no &lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;a href="http://www.baixartv.com/"&gt;www.baixartv.com&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, já com legendas em português. A sua vida perdeu o sentido? Bem vindo ao mundo de Fringe.&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.5em; margin-top: 0.4em; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-8621865686308407690?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/8621865686308407690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/fringe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/8621865686308407690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/8621865686308407690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/fringe.html' title='Fringe'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-__QTx8w5nOU/To4976UBmFI/AAAAAAAABiE/5gVy_Wc_1nk/s72-c/trofeu_joinha014.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-438108254246603490</id><published>2011-10-06T01:42:00.004-03:00</published><updated>2011-10-07T13:40:55.987-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clássico'/><title type='text'>I spit on your grave, 2010</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5iGPEaqL0G0/To0f36kwBPI/AAAAAAAABhU/aVmRsgjjy5A/s1600/spit1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="241" src="http://2.bp.blogspot.com/-5iGPEaqL0G0/To0f36kwBPI/AAAAAAAABhU/aVmRsgjjy5A/s320/spit1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Esse eu comprei pelo título - meu faro para clássicos quase nunca me engana. Há tempos eu buscava um bom filme de terror, e finalmente, encontrei um. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1242432/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;I spit on your grave, 2010&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;["Doce Vingança", em português, mais um caso de tradução imperdoavelmente ruim]&lt;/span&gt;, não tem o ritmo acelerado dos filmes de terror banais, não vem pontuado de cenas fortes e inesperadas com uma música de fundo assustadora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;I spit on your grave&lt;/i&gt; tem ritmo próprio; correspondendo, a cada instante e até o final, a expectativa que gera. Cenas de violência explícita, mas muito longe de serem banais, dentro de um texto bem elaborado e da atuação precisa de seus personagens principais que, embora bastante simples e até um pouco esteriotipados, são muito bem construídos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SMommOxJ9BM/To0tfyUb5dI/AAAAAAAABhc/npd7Wz0VJXM/s1600/spit5.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="84" src="http://2.bp.blogspot.com/-SMommOxJ9BM/To0tfyUb5dI/AAAAAAAABhc/npd7Wz0VJXM/s200/spit5.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;A história é de uma escritora que vai parar numa cidade pequena no interior dos Estados Unidos, aonde ela aluga uma cabana, numa floresta, para escrever seu novo livro. Chegando na idílica cidadezinha, ela pára pra abastecer o carro e encontra os personagens centrais da trama, três sujeitos do posto de gasolina e, enfim, ela passa pelo que qualquer mulher que já tenha viajado sozinha pelo interior de um país extremamente conservador já passou: os sujeitos desfilam todo o repertório de um machismo tradicional herdado desde tempos imemoriais.&amp;nbsp;Ali, ela é &lt;i&gt;"a garota da cidade"&lt;/i&gt;, e, mesmo sem dizer palavra, a sua simples presença naquele lugar, sem a companhia de um dono, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;de um homem&lt;/span&gt;, claro, é assumida como "arrogância", e em uma cena brilhante do filme, os rapazes discutem sobre quem seria capaz de&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;dar um jeito na garota da cidade. &lt;b&gt;"Você sabe que eu deixei a calcinha dela molhada"&lt;/b&gt;, um deles afirma, aludindo ao encontro no posto de gasolina, e um outro responde: &lt;b&gt;"E ela deixou a sua calcinha cagada"&lt;/b&gt;, aludindo ao &lt;b&gt;"não, obrigada"&lt;/b&gt; que a escritora tinha respondido à investida do rapaz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Xm_g31cQSdo/To0o_5MWqkI/AAAAAAAABhY/ITT3BB_nqcg/s1600/spit3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://1.bp.blogspot.com/-Xm_g31cQSdo/To0o_5MWqkI/AAAAAAAABhY/ITT3BB_nqcg/s200/spit3.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Na noite seguinte, eles decidem visitar a moça, para dar vazão aos seus reprimidos instintos sexuais, com toda a brutalidade física e psicólogica possível. Na cabana, o garanhão da calcinha cagada, enquanto a faz chupar uma pistola, pergunta a ela: &lt;b&gt;"Você sabe como eu sei que você não tem namorado? Porque nenhum homem no mundo deixaria uma coisa tão linda quanto você sozinha"&lt;/b&gt;. Sabem o que assusta? Eu nunca fui estuprada, mas eu já ouvi quase todo o texto do filme na vida real. Nem todos os homens que reproduzem esse discurso são estupradores, mas com certeza boa parte dos estupradores segue o texto do filme ao pé da letra. Assustador, don't you think?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4bZhgCqqaf8/To0uLx5BptI/AAAAAAAABhk/GPcYToNvXig/s1600/spit4.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://2.bp.blogspot.com/-4bZhgCqqaf8/To0uLx5BptI/AAAAAAAABhk/GPcYToNvXig/s200/spit4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Ela consegue fugir dos estupradores. Encontra o xerife, caçando na mata, como um bom cristão, branco e hétero norte americano deve fazer num domingo de manhã, antes da missa. Pede ajuda, e ele a acompanha de volta a cabana. Ele encontra um baseado num cinzeiro com marcas de batom, o que a denuncia, e ameaça prendê-la. Claro, porque um baseado é um crime infinitamente pior que um estupro, o que faz todo sentido dentro da sociedade tradicional que o filme recorta.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt; [Ainda bem que eu não vivo em uma sociedade tradicional, senão eu conseguiria imaginar que muita gente concorda com isso]&lt;/span&gt;. Os outros então aparecem, todos a estupram, a espancam. Ela foge ao final, e o resto do filme é dedicado a sua vingança: ela vai atrás de um por um e os mata, com todos os requintes de crueldade que um bom filme lado-B anos 80 deve ter.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3yGa2vVr2hc/To0yqoE8SzI/AAAAAAAABhs/rWzUkqkcjbY/s1600/spit2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="179" src="http://4.bp.blogspot.com/-3yGa2vVr2hc/To0yqoE8SzI/AAAAAAAABhs/rWzUkqkcjbY/s320/spit2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;E aqui vem a grande surpresa, &lt;i&gt;I spit on your grave&lt;/i&gt; é um remake do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077713/" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;I spit on your grave A.K.A Day of the Woman&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;de 1978,&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;[traduzido no Brasil como &lt;i&gt;A vingança de Jennifer&lt;/i&gt;, que ainda não me convence, &lt;i&gt;Eu cuspo na sua cova também conhecido como Dia da Mulher&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é infinitamente melhor]&lt;/span&gt;, clássico consagrado especialmente pela polêmica de seu lançamento, em 1978, quando foi censurado nos Estados Unidos e vários outros países. Será que o texto de 78 é parecido com o do remake? Será que ao ver o original eu vou descobrir que esse discurso não mudou nadinha de nada? Ah, a minha incrível capacidade de me surpreender...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;***UPDATE: I spit on your grave é um dos filmes preferidos do Tarantino.. it means something!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Fica a dica:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wYR4OB87toU/To0xOG8PRyI/AAAAAAAABho/zHX9N3fOM4s/s1600/spit6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-wYR4OB87toU/To0xOG8PRyI/AAAAAAAABho/zHX9N3fOM4s/s1600/spit6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-438108254246603490?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/438108254246603490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/i-spit-on-your-grave-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/438108254246603490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/438108254246603490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/i-spit-on-your-grave-2010.html' title='I spit on your grave, 2010'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5iGPEaqL0G0/To0f36kwBPI/AAAAAAAABhU/aVmRsgjjy5A/s72-c/spit1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4245633588003055125.post-332009056802936374</id><published>2011-10-05T13:44:00.002-03:00</published><updated>2011-10-14T02:41:17.295-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='plutão'/><title type='text'>Você não está entendendo nada do que eu digo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você diz pro cara: &lt;i&gt;"ei, posso passar duas semanas na tua casa até eu encontrar um apê?"&lt;/i&gt;, e o que o cara entende? &lt;i&gt;"Quero dar loucamente pra você"&lt;/i&gt;. Todas as vezes quando eu quis dar loucamente pra alguém, eu nunca fui assim, tão direta e literal, mas também nunca passei tão longe assim da mensagem almejada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tudo bem, a comunicação às vezes falha, ainda mais num mundo tão repleto de entrelinhas. Então a gente explica, né? &lt;i&gt;"Não, não quero dar pra você"&lt;/i&gt;. Todas as vezes quando eu NÃO quis dar loucamente pra alguém, eu nunca fui assim, tão direta e literal, mas sempre deixe claro (acredito), através de expressões bem simples e claras: &lt;i&gt;"Olha, o problema não é com você, você é um cara super legal, mas eu não tô afim"&lt;/i&gt;. E o que o cara entende?&lt;i&gt; "Não, o problema é que você ainda não se tocou, mas você tá super afim de dar pra mim, deixa eu te mostrar"&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou então você diz pro seu amigo, amigo de verdade, parceiro de tantas batalhas: &lt;i&gt;"ei, posso passar duas semanas na tua casa até eu encontrar um apê?"&lt;/i&gt;, e o cara responde: &lt;i&gt;"Ih, até poderia, mas sabe o que é? A minha namorada / esposa / whatever não vai gostar da idéia.."&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peraí. Desde quando &lt;i&gt;"ei, eu posso passar duas semanas na tua casa até eu encontrar um apê?"&lt;/i&gt; virou &lt;i&gt;"se a tua namorada não se importar, eu posso dar loucamente pra você?"&lt;/i&gt; ???? Alguém me explica?? Sou eu que passei tempo demais fora do Brasil e esqueci como me expressar em bom e claro português? Alguém aí ainda entende o significado da expressão: VAI SE FODER, ou eu corro o risco de estar elogiando alguém ao dizer-la?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conclusão: me parece consenso, entre homens e mulheres, amigos e namoradas, solteiros (as) e comprometidos (as), de que, quando uma mulher está solteira, ela só pensa em uma coisa: arrumar um macho. Não existe nenhuma possibilidade de, por exemplo, ela ter voltado a pouco tempo ao Brasil, ter arrumado um emprego em São Paulo, e precisar de duas semanas na casa de alguém até encontrar um apê pra alugar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bah. Isso é historinha pra boi dormir, o que essa nega quer mesmo é dar loucamente, seja pro cara que gentilmente ofereceu a sua casa e seus dotes de macho - &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;o problema é que era um pacote, eu não poderia ficar apenas com a hospedagem sem levar os fantásticos dotes de macho do sujeito, o que levou a minha expulsão, posto que, como o sujeito mesmo me disse, depois de eu dizer não pela milésima vez, já não tinha mais espaço pra mim na casa dele&lt;/span&gt;, seja pro amigo de tempos imemoriais, que nunca me despertou desejos sexuais, mas que agora, comprometido, se tornou um objeto de desejo, e eu não ia ter paz até conseguir o eu quero, mesmo que eu tivesse que gastar todo o meu salário em lingeries da &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3-vDWJNm2ng" style="background-color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;HOPE&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; para seduzir o pobre infeliz, e assim roubá-lo de sua namorada idiota.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda vez que eu me sinto mal resolvida, por qualquer coisa que seja, eu olho ao meu redor. Não sei se eu tenho mais pena dessas pessoas paranóicas, doentes e machistas, ou de mim mesma, que vivo no mesmo mundo em que elas e, aparentemente, sou minoria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque a NASA não faz um programa de colonização de Plutão? Eu seria a primeira da fila.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4245633588003055125-332009056802936374?l=chezpatrix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chezpatrix.blogspot.com/feeds/332009056802936374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/voce-nao-esta-entendendo-nada-do-que-eu.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/332009056802936374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4245633588003055125/posts/default/332009056802936374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chezpatrix.blogspot.com/2011/10/voce-nao-esta-entendendo-nada-do-que-eu.html' title='Você não está entendendo nada do que eu digo'/><author><name>Patricia Xavier Leonardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15586388844376282990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
