quarta-feira, 16 de novembro de 2011

rio maravilha, nós gostamos de você


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De todas as cidades aonde eu já estive, descontando as que eu morei, a cidade do Rio de Janeiro é a que eu mais conheço. E a que eu mais gosto, se não fosse Barcelona. Já passei uma temporada em Irajá, outra em Copacabana, outra em Niterói, outra na Ilha do Governador, outras três na Tijuca, e duas semanas inesquecíveis em Santa Teresa, disparado o meu bairro preferido da minha quase-preferida cidade. Tive a sorte de desvendar a cidade maravilhosa na companhia de cariocas de mais alta estirpe, gente fina, elegante e sincera, que aos poucos foram me ensinando o carioca-way-of-life. 
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Mas de tudo que me faz amar o Rio de Janeiro - e olha que tem coisa pra caramba, não tem jeito, o melhor do Rio é o carioca. Tenho inúmeros exemplos, mas vou deixar aqui os dois últimos, dessa última estada em solo carioca:

1) O carro do Mateus foi parado na blitz. O Rio tá todo empipocado de polícia, por causa da ocupação da Rocinha, tem uma blitz em cada esquina, e numa dessas, na volta do cinema, pararam a gente. Mateus desce do carro, o moço pede documentos, Mateus estava com a revisão atrasada. (algo do tipo, não sei, não entendo porra nenhuma de carros). Encosta o carro, Mateus sai do carro com uma nota de VINTE REAIS pra pagar o cafezinho do polícia e convencer o moço a não rebocar o carro. Tipo assim, na mesma semana que um policial recusou UM MILHÃO DE REAIS pra liberar o Nem. E o Mateus com um mico na mão. Resposta do polícia:

"- Não tem 100?"

Tipo assim, na malandragem. E se fosse em São Paulo? Fico me perguntando o que um policial da cidade da garoa responderia a uma tentativa de suborno de 20 reais. "- Tu ta de brincadeira, né?". No mínimo, pra começar a conversa.

2) Voltando pra casa com a Dé, minha amiga fluminense, a Dé com um maço de Lucky Strike vermelho e outro de Free na mão, um sujeito nos aborda pedindo um cigarro. A Dé pergunta: "pode ser vermelho?", porque ela tava abrindo o maço do Lucky Strike, o do Free ainda tava fechado, e o moço responde: "olha, eu prefiro o Free, porque vermelho é muito forte". Tipo assim, tá de brincadeira, né? 
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Diálogos que só são possíveis no Rio de Janeiro. 


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