Nessas horas, só o cinema salva. Sério mesmo que existe um filme como o Inglourious Basterds, 2009? Como é possível que roteiro, atuação e timing sejam tão perfeitos em um só filme? Eu acredito piamente que aquela cena final (SPOILER!), do Brad Pitt dizendo: "é a minha obra prima" é o Tarantino falando sobre o próprio filme. E vejam bem, estamos falando do Tarantino, nego bom, nego que já chegou no ponto da consagração absoluta, que nem precisava fazer um filme tão bom pra ser considerado genial, o cara já era gênio antes. Mas tem gente que sabe brincar.
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Corta.
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Nessas horas, quando a gente tenta ficar bem, quando a gente tenta acreditar que amanhã será outro dia, que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, nessas horas quando todos os maravilhosos clichês da música popular brasileira pululam na nossa rádio mental, nessas horas é que eu penso, que não existe nenhuma negação em nenhuma língua do planeta que seja tão afirmativa como o nosso NÃO. O a.k.a. ene-a-ó-til-não. Porque quando a gente fala em inglês, francês, espanhol, o que seja, sempre parece que tem volta. Agora, NÃO, não tem volta. NÃO é de uma proporção monumental.
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Corta.
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Nessas horas não há muito o que se fazer, mas sempre existe Beatles, the long and winding road that leads à nossa sanidade mental. [em "à nossa sanidade mental, esse "à" é craseado mesmo?].
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Corta.
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Nessas horas também, quando o que vier é lucro, quando when you got nothing, you got nothing to lose, a gente vê super bem quem ajuda, quem sempre ajudou, quem está por perto, quem sempre esteve, quem não ajuda porra nenhuma, quem não consegue nem por um segundo pensar que existe alguma coisa além do próprio umbigo, quem só fala merda e sempre falará e quem se preocupa de verdade.
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Não que no fundo isso ajude muito, porque quando a gente chega ao ponto de que um banho por dia se transforma numa tarefa tão árdua quanto uma obra prima do cinema, quando fazer uma refeição por dia parece mais difícil do que uma equação de segundo grau, quando acordar é só uma constatação melancólica de que a morte súbita não chegou durante o sono, quer dizer que a coisa tá séria. Tipo, rugas de preocupação pra toda a galera que não ajuda não através da omissão, e sim através da nobre arte de atrapalhar. Vocês são tão do tamanho exato da própria doçura que carregam. BeijoNÃOmeliga.
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Nessas horas, a gente aprende a dizer não também. E depois de dizer não pro mundo todo, vem o aprendizado mais difícil, dizer não pra gente mesmo.
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O que fica depois é a arte de sorrir aquele sorriso bobo parecido com soluço, enquanto o sim espera entalado na garganta, se guardando pra quando o carnaval chegar.
sim, é craseado. e textos assim me fazem perceber o quanto eu senti falta do seu blog nas pausas.
ResponderExcluirPaaat!
ResponderExcluirAdoro vir aqui... Coloquei teu link la no meu blog novo... ok?
O a eh craseado, Tarantino eh perfeito (amo Basterds!) e nunca tinha pensado sobre o nosso nao, mas concordo. acho ate que ele soa meio agressivo! hehehehe.
Amei esse post, me identifiquei muito! E vamos mandar a merda esse povo que so sabe atrapalhar!
Beijao!
Gosto muito do Inglourious Basterds, mas não o acho a obra prima do Taranta não.
ResponderExcluirTambém não estou numa boa fase, enfim... torço por você, patricia.